Gatinhas e Gatões

 

Outro enorme sucesso da década de 1980 entre o público teen americano foi este “Gatinhas e Gatões” (tradução completamente equivocada já que temos apenas uma gatinha e um gatão... e se pensarmos que a tradução literal seria “16 velas” que faz alusão aos 16 anos completados pela protagonista, a coisa piora)... Ele não pode ser considerado da mesma linha de um Porky’s por exemplo, porque não encontraremos nele mulheres peladas nem homens desesperados para transarem, mas o mesmo adolescente que curtiu aquele filme também curtiu este com certeza... Ele possui um grande diferencial em relação aos seus “semelhantes”... Foi o filme que revelou como diretor o roteirista John Hughes (que fez tanto sucesso com seus filmes sobre e para adolescentes que era chamado pela crítica especializada como o Spielberg dos teens – posteriormente na década de 1990 ele mudou o foco e passou a roteirizar e produzir filmes com temáticas mais infantis como “Esqueceram de Mim”, “Dennis – O Pimentinha”, “Ninguém Segura este Bebê”, entre outros) e por tabela a gracinha Molly Ringwald (que se tornaria a partir deste filme a “musa teen” dos adolescentes do mundo inteiro e depois sumiria com a mesma velocidade com que apareceu)...

 

“Gatinhas e Gatões” é uma divertida comédia romântica onde acompanharemos apenas dois dias da vida de Samantha Baker (Ringwald), uma garota meiga e perdidamente apaixonada pelo galã da escola Jack Ryan (Michael Schoeffling) - que por sua vez namora Caroline (Haviland Morris) a garota mais popular e fútil do colégio - que acaba de completar 16 anos, mas cujo aniversário será esquecido por todos de sua família... Pra completar seu péssimo dia (e noite, quando irá para um baile da escola) um garoto intitulado o líder de um grupo “nerd”, Ted “The Geek” (Anthony Michael Hall) ficará o tempo inteiro em sua cola tentando arrancar pelo menos um beijo... E é exatamente este inspirado e hilariante ator juvenil Anthony Michael Hall (hoje em dia totalmente esquecido e fora de circulação) a melhor coisa do filme... Impossível não se divertir quando ele está em cena... Ele tentando impressionar seus amigos nerd’s (onde um deles e ninguém menos que John Cusack em um dos seus primeiros papéis no cinema – sua irmã Joan Cusack também está no elenco como aquela garota que usa um incômodo aparelho no pescoço que lhe atrapalhará e muito a vida) enquanto chama Samantha para dançar é de morrer de rir... E o que falar então da foto que os mesmos amigos tiram dele com a gostosona Caroline??? Pra entrar para a história...rsrsrs!!!  

 

Ah, também tem no filme num chinês chamado Long Duk Dong (Gedde Watanabe) um estudante de intercambio que mora com os avós de Samantha que é uma figura... Só vendo pra crer!!! Inclusive acho que este filme deve ter sido um dos primeiros (se alguém souber algo mais concreto por favor se manifeste) a usar específicos sons para ilustrar quando alguém ou alguma coisa entram em cena... Explico: Toda vez que o chinês aparecia em cena o som daquele instrumento enorme que é usado pelos orientais para dizer que alguém entrou no recinto era usado... Muito bem sacado... Ótimo passatempo... * * * *

Porky's - A Casa do Amor e do Riso

 

Enorme sucesso de bilheteria nos EUA, este filme segundo o crítico de cinema Rubens Ewald Filho (em um de seus Guia de DVD) foi a primeira pornô-chanchada americana a fazer sucesso e com isso consagrar o gênero e pavimentar a estrada para vários outros semelhantes que viriam a seguir... Até atores consagrados e talentosos como Tom Hanks e Johnny Depp já protagonizaram filmes voltados para o público teen americano na década de 1980... Hanks é um dos vários garotos que se divertem numa festa pra lá de louca com muita bebida e mulheres no hilariante “A Última Festa de Solteiro” (1984)... Já Depp em “Férias do Barulho” é um inveterado mulherengo que passa o filme inteiro ao lado de um amigo “pegando” as menininhas num Hotel de luxo... Outro filme do gênero que faz parte das minhas lembranças cinematográficas quando adolescente é o também clássico “O Último Americano Virgem”... Me lembro que a piada da época era chamar de “o último brasileiro virgem” todo garoto que ainda não tivesse transado...

 

Mas Porky’s (um filme canadense que custou apenas U$ 4 milhões e rendeu somente nas bilheterias americanas U$ 105 milhões) por ter aberto as portas de Hollywood para este segmento (muito lucrativo) é o maior de todos os clássicos (do gênero fique bem entendido)... Assistir com enorme nostalgia (impossível não lembrar da minha adolescência e dos amigos desta época) está comédia não tão engraçada hoje em dia (sobre as aventuras de um grupo de amigos que fazem de tudo por uma transa e que irão entrar em conflito com o dono do bordel que dá título ao filme, Porky’s), mas ainda assim com momentos hilários (o melhor de todos é a seqüência que mostra dois amigos pregando uma peça nos outros colegas, que terminam fugindo todos pelados de um suposto marido traído – ah, também adoro a cena onde dois policiais estão conversando dentro de uma viatura sobre a tranqüilidade daquela noite quando de repente vemos Pee-Wee pelado correndo em direção contrária ao carro) e personagens clássicos... Como se esquecer de um personagem tão “tarado” como o protagonista Pee-Wee Morris (Dan Monahan)??? Ou então da professora de educação física a gorda Beulah Balbricker (Nancy Parsons)??? Meu DEUS o que é aquilo??? Há tempos que não via uma mulher tão desconjuntada como ela (que corpo horrível!!!)...        

 

Para situar melhor o leitor que não viveu sua adolescência nas décadas de 1980 e início dos 1990, este filme equivale ao “American Pie” (filme que aliás adoro) dos dias de hoje... Daquele elenco somente a bonita Kim Catrall (a jovem professora de educação física conhecida como Lassie, quer saber porque??? Só assistindo...rs!!!) está em evidência hoje em dia... Ela fez parte do quarteto de mulheres que protagonizaram com enorme sucesso o seriado televisivo americano “Sex and the City” (hoje já encerrado)... Rendeu duas seqüências, Porky's 2 - O Dia Seguinte (1983) e Porky's Contra-Ataca (1985)... * *

Harry Potter e o Cálice de Fogo

 

Depois do americano Chris Columbus (dirigiu os dois primeiros longas) e do mexicano Alfonso Cuarón (dirigiu o anterior a este) chegou a vez de um britânico (mesma nacionalidade da escritora J.K.Rowling) assumir a direção da franquia, Mike Newell... Este quarto filme resultou no melhor deles até agora por um simples motivo: Sua trama deixou de vez o colorido e o tom juvenil de lado para se aprofundar mais nos questionamentos e amadurecimento dos personagens... Quer um exemplo? Tanto a família de Potter (os hilariantes Dursley) como a mãe de Rony (a Sra. Molly Weasley – Julie Walters) que eram excelentes ferramentas de humor ficaram de fora desta vez...

 

O fato dos atores Daniel Radcliffe (Harry Potter), Emma Watson (Hermione Granger) e Rupert Grint (Rony Weasley) parecerem ter mais do que 14 anos (idade dos personagens) – principalmente os meninos – ainda não atrapalhou o andamento do projeto (que é a maior preocupação dos executivos e produtores da franquia, pois o trio central está crescendo rapidamente e ainda faltam dois filmes para serem rodados, o 6º e o 7º - o derradeiro livro aliás será lançado este mês e já bateu recordes de pré-vendas no site Amazon)... Mais sinceramente não estou encarando o “envelhecimento” dos personagens como algo ruim... Na verdade acho que é um ponto positivo pro filme, explico: os personagens estão acompanhando o crescimento natural de seus fãs que se identificam com eles na tela (eles não são bruxos, mas com certeza passam (ou passaram como eu) pelas mesmas dificuldades no que tange ao início das paqueras e coisas do gênero)... Assim como Harry e Rony, enfrentava terríveis dificuldades para me aproximar de uma garota, mas deixa pra lá, isso não vem ao caso... Acredito que daqui pra frente a série só tende a crescer e a melhorar... “O Prisioneiro de Azkaban” foi o pontapé inicial para a mudança de tom e clima, e “Cálice de Fogo” veio para consolidar a mudança...

 

Neste quarto episódio não temos mais crianças admiradas (pela grandiosidade e beleza do local) e nem apenas interessadas em aprender mais encantos e magias... Temos agora garotos e garotas que também estão se descobrindo para o amor, com o despertar do desejo pelo sexo oposto... Principalmente porque neste quarto capítulo teremos o “Torneio Tribuxo” (a mais importante competição de bruxos) disputadas por três escolas de magia de diferentes etnias... Além de Hogwarts, teremos uma escola francesa (composta apenas por belas meninas) e uma escola que podemos chamar de “russa”, ou algo que o valha, só formada por meninos... É ou não é para os hormônios ficarem a flor da pele??? Até o gigante Hagrid (Robbie Coltrane) tem um pequeno affair com a diretora da escola das meninas francesas... Paralelamente a este torneio (disputada por um membro de cada escola – misteriosamente Potter foi convocado para participar mesmo não tendo idade suficiente para tal) Lord Voldemort (Ralph Fiennes) toma as últimas providências para finalmente voltar a ter um corpo físico próprio e não mais ser apenas um parasita...

 

Até agora para cada filme houve um professor de Defesa contra as Artes das Trevas diferente... O primeiro ator a viver o professor desta matéria foi o Ian Hart (Prof. Quirrell), depois vieram Kenneth Brannagh (Prof. Gilderoy Lockhart) e David Thewlis (Prof. Lupin)... Agora é a vez do ator irlandês Brendan Gleeson dar aulas para os garotos como o Prof. Alastor “Olho Tonto” Moody... E como nos outros filmes (exceto o personagem de Brannagh) ele terá um papel fundamental na trama (seja para o bem ou para o mal)... Outra coisa que também notei desde o filme anterior foi a redução (agora drástica) do personagem Draco Malfoy (Tom Felton)... Aqui ele é um mero figurante de luxo... Não tem nenhuma cena de rixa com Potter e se limita a assistir o Torneio Tribuxo... O que é uma pena, pois gostava e achava interessante sua postura de oposição a Potter (conseqüentemente seus amigos também perderam espaço)... Não poderia deixar de mencionar que é muito legal ver os mesmos atores fazendo os personagens deste o primeiro filme... Como eles cresceram!!!

 

Para finalizar mais duas coisas: é inacreditável como de um filme para o outro os efeitos visuais se aprimoram e ficam mais impressionantes, e aliados ao magnífico trabalho de direção de arte e figurino, resultam em um belíssimo trabalho... A outra coisa é que finalmente o temível “você sabe quem” aparece como um personagem físico na pele do grande ator Ralph Fiennes... * * *         

 

Obs: “Harry Potter e o Cálice de Fogo” teve orçamento de U$ 150 milhões com arrecadação de U$ 290 milhões nos EUA (3º maior bilheteria do ano) e U$ 602 milhões no restante do mundo, cuja soma de U$ 892 milhões no mundo inteiro lhe rendeu o posto Nº 1 de maior bilheteria do ano...

 

Premiações
Recebeu uma indicação ao Oscar de Melhor Direção de Arte.

Ganhou o BAFTA de Melhor Desenho de Produção, além de ter sido indicado nas categorias de Melhor Maquiagem e Melhores Efeitos Especiais.

Recebeu 3 indicações ao MTV Movie Awards, nas categorias de Melhor Herói (Daniel Radcliffe), Melhor Vilão (Ralph Fiennes) e Melhor Equipe (Daniel Radcliffe, Emma Watson e Rupert Grint).

Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban

 

Dando continuidade a saga do jovem bruxo Harry Potter nos cinemas, em 2004 foi lançado o terceiro exemplar (este ano será lançado o sétimo e último livro da série da escritora inglesa J.K. Rowling, enquanto nos cinemas será lançado o quinto episódio – o sexto está em produção) chamado “Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban”... O sucesso de toda a franquia é inquestionável e digno de nota é a sua qualidade técnica, onde a direção de arte e os figurinos em harmonia com os efeitos visuais formam o que há de melhor nos filmes, assim como o elenco repleto de nomes consagrados ao lado do carisma do trio principal ajudam (e muito) a tornar as aventuras mais interessantes e agradáveis... Mas seus roteiros ainda continuam a me desapontar (até agora me pergunto: como Harry e Hermione poderiam estar em dois lugares ao mesmo tempo como é mostrado em sua meia hora final??? Pergunto isso porque as coisas que Hermione fez durante sua volta no tempo (como por exemplo jogar as pedrinhas no jarro e no Harry) aconteceram também quando os fatos aconteceram pela primeira vez... Como isso foi possível???... Ou seja, novamente não fui totalmente envolvido neste universo povoado de bruxos e seres mágicos...

 

Em “O Prisioneiro de Azkaban” veremos Harry (Daniel Radcliffe), Ron (Rupert Grint) e Hermione (Emma Watson) voltando a Escola de Magia Hogwarts para estudarem o terceiro ano letivo e viverem mais aventuras... Novos personagens são inseridos na trama como: Sirius Black (Gary Oldman), Prof. Lupin (David Thewlis), Prof. Trelawney (Emma Thompson) e Peter Pettigrew (Timothy Spall)... E teremos mais informações a respeito dos pais de Harry e do assassino destes, Voldemort... A saída de Chris Columbus (que havia dirigido os dois filmes anteriores) e a entrada do mexicano Alfonso Cuarón atrás das câmeras alterou o clima e o tom da franquia em relação aos longas-metragens anteriores... Com Cuarón a franquia perdeu em humor e no colorido daquele universo (agora bem mais sombrio com a presença dos Dementadores), mas em compensação ganhou em modernidade, não apenas porque os personagens (como os atores) estão crescendo e sim também por uma questão de mercado... O filme necessitava abandonar o universo infantil e adentrar no mundo dos adolescentes, que são a maioria dos freqüentadores dos cinemas... Vocês repararam nas roupas que os alunos agora usam??? Saíram os uniformes para a entrada de roupas mais leves e despojadas... Mais antenado com a juventude impossível...

 

“Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban” teve orçamento de U$ 130 milhões, arrecadando no mercado americano U$ 249 milhões e no restante do mundo U$ 540 milhões, resultando num total de U$ 789 milhões... Resultado fantástico mais inferior ao primeiro e ao segundo exemplares... Foi a sexta maior bilheteria do ano nos EUA e a segunda no restante do mundo...


Premiações
Recebeu 2 indicações ao Oscar, nas categorias de Melhores Efeitos Especiais e Melhor Trilha Sonora.

Recebeu 4 indicações ao BAFTA, nas seguintes categorias: Melhor Filme Britânico, Melhor Maquiagem, Melhores Efeitos Especiais e Melhor Desenho de Produção.

Harry Potter e a Câmara Secreta

 

Segundo capítulo da franquia do bruxinho mais amado e lido do mundo, Harry Potter e a Câmara Secreta nos apresenta o trio de amigos Harry Potter (Daniel Radcliffe), Rony Weasley (Rupert Grint) e Hermione Granger (Emma Watson) voltando para a Escola de Magia Hogwarts para seu segundo ano letivo, e para viver também muitas emoções e aventuras... O bom de Harry Potter é que mesmo você não sendo fã da série e nem dos livros (como eu não sou) nos quais são baseados (da escritora inglesa J.K.Rowland, que lançará este ano o sétimo e último livro da saga) ainda é possível se divertir com os filmes separadamente, pois trazem aventuras movimentadas e um bem vindo humor juvenil encabeçado pelo atrapalhado e medroso Rony... Neste capítulo o humor também esta garantido com a presença de um novo personagem, Gilderoy Lockhart, interpretado pelo britânico Kenneth Branagh... Seu personagem o professor/escritor metido a galã é uma figura...  Também aparece pela primeira vez neste universo de bruxos e monstros o pai de Draco Malfoy (Tom Felton - o maior opositor de Potter na escola), Lucius Malfoy vivido por Jason Isaacs...

 

Mais acredito que em termos de novidades a maior delas seja a presença de Dobby, um irritante e chato elfo doméstico totalmente digital... Ele aparece na trama para informar que Potter corre grande perigo se retornar a Escola Hogwarts... Esse perigo se traduz na tal Câmara Secreta que foi aberta misteriosamente não se sabe por quem, cujo resultado são animais, pessoas e até fantasmas petrificados, também não se sabe por quem... Um dos suspeitos dos misteriosos acontecimentos, é Harry, que ao lado de seus amigos Rony e Hermione, sairá em busca de respostas não apenas para provar que não tem nada a ver com os fatos estranhos, como também para inocentar seu amigo o gigante Hagrid (Robbie Coltrane) que inclusive foi levado para a cadeia de Azkaban (que será tema do próximo capítulo)...

 

O filme tem efeitos visuais mais apurados e melhores do que o primeiro exemplar, sendo a seqüência na Floresta Negra a mais impressionante (quem tem fobia de aranhas irá passar mal)... Eu particularmente não achei a história deste segundo episódio cativante... Ela não me envolveu a ponto de vibrar com ela, mas em compensação o filme foi tão bem produzido (direção de arte, figurinos) que é possível divertir-se com as caras e bocas do ruivinho Rony e com os efeitos visuais proposto pelo roteiro...

 

Só para efeito de informação: Harry Potter e a Câmara Secreta custou U$ 100 milhões... Arrecadou nos EUA U$ 261 milhões e no restante do mundo U$ 614 milhões, com resultado final de U$ 876 milhões... Portanto, abaixo do primeiro exemplar “Harry Potter e a Pedra Filosofal”... Foi a quarta bilheteria nos EUA e a segunda no restante do mundo... * * *

 

Premiações
Recebeu 3 indicações ao BAFTA, nas seguintes categorias: Melhores Efeitos Especiais, Melhor Desenho de Produção e Melhor Som.

Recebeu uma indicação ao MTV Movie Awards, na categoria de Melhor Interpretação Virtual (Dobby).

Recebeu uma indicação ao Prêmio Adoro Cinema 2002, na categoria de Melhor Continuação.

Harry Potter e a Pedra Filosofal

 

Quando a Warner anunciou o projeto de adaptar para o cinema as aventuras do bruxinho Harry Potter (da escritora inglesa J.K.Rowling), seus fãs (crianças e adolescentes) espalhados por todo o mundo ficaram mais do que ansiosos para finalmente verem materializados o universo mágico de Hogwarts, a escola de bruxos que quando chegado o momento certo teria em suas dependências o menino que ousou ficar vivo mesmo ante um ataque feroz e direto do Bruxo malévolo Voldemort, opps, quer dizer, “aquele que não pode ser mencionado”, “ou aquele você sabe quem”... Neste primeiro episódio (são sete os livros a serem adaptados) nos é apresentado tanto o universo paralelo de Hogwarts como os diversos personagens que povoarão a saga do bruxinho mais famoso do mundo...   

 

Em flashback’s ficamos sabendo que os pais de Potter, Thiago e Lillian, foram mortos impiedosamente pelo fato de ficarem contra os mandos e desmandos de Voldemort (quem ousasse tentar impedir seus planos de ascensão rumo ao topo do poder era sumariamente eliminado), mas Harry Potter escapou naquela noite trágica da morte certa, recebendo assim como “herança” um sinal em sua testa (uma espécie de certificado para pessoas que sobrevivem a um ataque mortal de bruxo)... Alvo Dumbledore (Richard Harris) e Prof. Minerva (Maggie Smith) resolvem então deixar o pequeno e indefeso Potter sob os cuidados de seus tios Petúnia e Valter (Fiona Shaw e Richard Griffiths respectivamente) e quando ele alcançasse a idade apropriada seria convocado para estudar e se aperfeiçoar nas artes da bruxaria na Escola Hogwarts... Já que mencionei os parentes de Potter (que são chamados de “trouxas”, pois este é o termo usado pelos bruxos para denominarem os humanos) gostaria de deixar registrado que a família Dursley é garantia de boas risadas apesar do curtíssimo tempo que eles têm em cena...

 

Harry Potter (Daniel Radcliffe) neste primeiro ano letivo em Hogwarts irá conhecer duas pessoas que se tornarão em seus fiéis e melhores amigos: o ruivinho atrapalhado e medroso Rony Weasley (Rupert Grint), e a inteligente e determinada Hermione Granger (Emma Watson)... Juntos, eles viverão altas aventuras e perigos (não somente) neste primeiro capitulo... Também conhecerá seu principal oponente estudantil: o arrogante Draco Malfoy (Tom Felton), além dos professores e do gigante camarada Hagrid (Robbie Coltrane)... Conhecerá também o esporte praticado pelos aprendizes de feiticeiro, “Quadribol” (se tornando inclusive em jogador de sua casa Grifinória... as outras seriam Sonserina – Voldemort pertencia a esta casa – Lufa Lufa e Corvinal)... O primeiro grande mistério enfrentado por Harry e seus amigos atende pelo nome de “A Pedra Filosofal”... Quem conseguisse colocar as mãos nela teria todo o poder de tornar seus desejos realidade... Voldemort que após o ataque frustrado se tornou numa espécie de “parasita” (ele precisa de um corpo hospedeiro para realizar seus planos) tentará obter o precioso objeto... Com excelente produção (direção de arte e figurinos indicados ao Oscar) e bons efeitos especiais, o destaque vai para a seqüência do xadrez gigante... Adorei!!! * * *   

 

Obs: “Harry Potter e a Pedra Filosofal” teve orçamento de U$ 125 milhões, arrecadando U$ 317 milhões nos EUA e U$ 658 milhões no restante do mundo, alcançando uma bilheteria total de U$ 976 milhões... Foi a maior bilheteria do ano...

 

Premiações
Recebeu 3 indicações ao Oscar, nas seguintes categorias: Melhor Direção de Arte, Melhor Figurino e Melhor Trilha Sonora.

Recebeu 7 indicações ao BAFTA, nas seguintes categorias: Melhor Filme Britânico, Melhor Ator Coadjuvante (Robbie Coltrane), Melhor Figurino, Melhores Efeitos Especiais, Melhor Maquiagem, Melhor Desenho de Produção e Melhor Som.

Recebeu uma indicação ao MTV Movie Awards, na categoria de Melhor Revelação Masculina (Daniel Radcliffe).

Recebeu uma indicação ao Prêmio Adoro Cinema 2002, na categoria de Melhor DVD.

O Aprendiz 5 – Episódio II

 

O People + Arts exibiu o segundo capítulo (de 15 programados) de um dos reality show’s de maior audiência nos EUA, “O Aprendiz 5” com comando do magnata americano Donald Trump... Na primeira semana onde Tarek (da equipe Gold Rush) foi salvo da demissão certa pela ingenuidade (para não dizer burrice mesmo) da loira Summer, havia destacado a coragem e integridade do jovem Lee e a inteligência do “russo” Lenny... Pois bem, Lenny voltou a me surpreender com sua serenidade e experiência enquanto Lee me decepcionou, explico: Lee foi o líder da vez pela equipe Gold Rush, mas mostrou total falta de comando e de liderança ao lidar com pessoas que tenham uma postura mais decidida que a dele... Sob pressão tenho a impressão que ele sucumbirá... Já Lenny mais uma vez foi sereno e chamou para si toda a responsabilidade quando percebeu que o amigo havia perdido as rédeas da prova... Prova aliás que consistia em fazer com que as pessoas enviassem mensagens de texto para um número específico da Gillette, para promover um novo lançamento de barbeador da empresa...

 

Quem conseguisse o maior número de mensagens enviadas ganhava a prova... O vencedor apesar da inexperiência foi a equipe (Gold Rush) liderada por Lee... A diferença de mensagens enviadas entre as equipes atingiu quase que 50% , o que deixou Trump muito descontente com a Sinergy... O resultado? Duas pessoas foram demitidas... A Sinergy teve um ambiente de trabalho bastante conturbado devido a problemas de relacionamento entre alguns membros e a visível falta de comando e noção administrativa de Pepi... Brent aquele gordinho que eu já havia citado no primeiro post sobre o programa, voltou a mostrar sua incapacidade e total falta de entrosamento com o restante da equipe...

 

E aqui eu abro um parêntese... É inacreditável como um candidato tão ruim e despreparado foi selecionado para este programa, ou melhor, foi selecionado acredito que com um único intuito: provocar dissidências dentro dos grupos que participar (e com isso tentar observar quais candidatos conseguem lhe dar com situações delicadas que exigem pulso forte e rápidas decisões) e animar a audiência com as brigas causadas por ele e por causa dele... Pois é inadmissível que os responsáveis pela triagem dos candidatos finais tenham cometido tão grande erro, isto é, convocar entre milhões de candidatos possuidores de excelentes currículos e talentosos, este desastre chamado Brent...

 

Desta vez Brent se desentendeu com a advogada Stacy... Os dois tiveram uma discussão feia, com direito a dedo na cara (por parte dele) e tudo... Os outros membros da equipe pediram para o líder Pepi o demitir, isto é, mandar ele de volta para a suíte, pois todos achavam que a presença dele atrapalharia no andamento do prova... Pepi não sabia o que fazer... A derrota era iminente... Na reunião quase todos atacaram Brent (menos uma moça negra que ainda não sei o nome), mas apesar de sua inutilidade e falta de bom senso e talento para o ramo administrativo, ele conseguiu escapar da degola... Como o mesmo Trump disse sua saída do programa é questão de tempo... A corda arrebentou para o lado de Pepi (um líder fraco administrativamente falando e sem pulso, sem comando) e Stacy (que foi quem definiu o péssimo local que o grupo ficaria trabalhando) que a todo custo tentaram jogar nas costas de Brent o resultado pífio do grupo... Até o próximo “O Aprendiz 5”...

O Aprendiz 5 – Episódio I

 

Começou mais um reality show no canal pago People + Arts (o mesmo que está transmitindo o reality cinematográfico “On The Lot”)... A quinta edição de um dos reality’s de maior sucesso em todo o mundo (que inclusive teve sua versão brasileira de enorme sucesso também comandada pelo empresário/executivo Roberto Justus), “O Aprendiz 5”, mais uma vez sob a batuta de Mr.Trump, Donald Trump... É impressionante o tamanho da riqueza deste sujeito... Mais pelo o que eu vi ontem ele já nasceu rico... Mais isso não tira o seu mérito de ter levantado um império empresarial... O homem é fera (como diriam os nordestinos) e engraçado... Suas caras e bocas são hilariantes...

Antes de começar a comentar sobre esta quinta edição devo dizer que não assistir aos programas anteriores, apenas vi alguns episódios do anterior, mais não acompanhei até o final... Depois até farei uma pesquisa para ver quem venceu, pois me lembro que haviam ido para final uma linda moça (que estava até machucada e ficou boa parte do programa de muletas, só não me lembro se na final ela ainda continuava nesta condição) e um rapaz bem alto e negro...

“O Aprendiz 5” começou com 18 participantes... Pela apresentação dos mesmos são todos bem de vida e profissionalmente falando também possuem uma ótima posição no mercado de trabalho... Uns são donos de empresas, outros administradores de empresas multinacionais milionárias... Todos com ótimos currículos... Durante 15 semanas eles disputarão a tão cobiçada oportunidade de trabalhar em uma das várias empresas do magnata Trump... Diferentemente do que acontecia aqui no Brasil (e pelo visto até lá) o próprio Mr. Trump escolheu os líderes das equipes Sinergy e Gold Rush, onde a prova consistia em fazer publicidade para o atacado Sam’s Club através do dirigível da Goodyear, e atrair o maior número de novos clientes para a organização... Sinergy conseguiu vender 43 novos planos enquanto que a Gold Rush alcançou a marca de 40 novos planos, ou seja, por apenas três planos a equipe liderada por Tarek teve que voltar para a tão temida reunião de demissão...

Aliás, para quem se gaba de fazer parte da Instituição Mensa (onde os associados são as pessoas com o Q.I. acima da média) Tarek decepcionou é muito nesta primeira impressão que nós espectadores tivemos dos participantes... Sua maior mancada foi trazer para a sala de reunião o íntegro Lee (e com este ato eu pensei que ele estaria assinando sua demissão)... Até Trump se surpreendeu com a escolha... O pior é que ele havia ameaçado o jovem rapaz dizendo que se ele falasse alguma coisa negativa sobre sua liderança ele se tornaria num alvo fácil... Mais Lee não se acovardou e disse o que pensava a respeito dele... Os outros indicados foram os esperados: Lenny (chamado de “russo” por Trump) e a loira (de cabelo armado) Summer... Pelo andar da carruagem ficou claro que Trump demitiria ou Tarek ou Summer (que tinha contra ela a questão de não ter ajudado a equipe, já que sua função era ligar para as empresas convidando-as para comparecer no evento do Sam’s Club, e ela por decisão própria achou melhor não fazer depois da primeira ligação)...

Lenny me pareceu uma pessoa sensata e muito inteligente ao dizer para Summer que era para ela não falar absolutamente nada durante a reunião (apenas quando fosse chamada)... Ah, se ela tivesse escutado a opinião do “russo”... Não deu outra, Tarek estava sendo demolido por Trump (e pelo dois companheiros indicados) e prestes a ser demitido quando numa atitude infeliz de Summer ela tentou interromper o raciocínio de Mr. Trump lhe acendendo a ira e fazendo com que suas críticas tomassem outro rumo que terminou em sua demissão... Lamentável Sra. Summer... Como este foi apenas o primeiro episódio ainda estamos em fase de conhecimento dos competidores, mas me agradou a integridade e inteligência dos participantes Lee e Lenny, e me decepcionou a falta de bom senso e sensibilidade do “superestimado” (nas palavras do próprio Trump) Tarek... Ah, e o que é que aquele “gordinho” está fazendo nesta seleção??? Não estou falando isso por causa de seu peso avantajado, não é isso... E sim por causa de suas idéias estapafúrdias e seu total despreparo para uma competição tão acirrada como esta... Não tenho nenhuma dúvida, quando a equipe Sinergy perder ele será o principal alvo de todos, e provavelmente não sem razão... Até o próximo episódio de “O Aprendiz 5”...

 

Obs: Fiz a pesquisa e o vencedor foi Randall... Rebecca era o nome de sua oponente na final...

On The Lot - Episódio VII

 

O programa de ontem mostrou o último grupo de 5 concorrentes e seus respectivos curtas-metragens... Conforme meu último post sobre o reality, havia considerado o participante David o candidato com maiores chances a sair do programa, o que não aconteceu, mas não é difícil saber porque ele não foi o eliminado... O público americano pelo visto não gostou nenhum pouco da arrogância e falta de bom senso de Marty Martin (que havia discordado de forma brusca e até mal educada da opinião dos jurados) é o eliminou... David era pior??? Era, sem dúvida, mais soube ouvir com educação e atenção os conselhos dos jurados, o que fez (e sempre irá fazer, pois por mais talentoso que você seja a arrogância sempre lhe afasta das pessoas, além de criar uma antipatia enorme) uma diferença enorme... Mais David com certeza é um fraco candidato e será um dos próximos a sair... Agora vamos aos curtas apresentados ontem pelos participantes Will, Jason, Zach, Mateen e Jéssica, cujo jurado convidado foi o diretor especializado em filmes de terror Wes Craven... Foi ele o criador das séries “A Hora do Pesadelo” e “Pânico”...

Will... Fraco... E ele continua fazendo cara de coitado, ou melhor, ele tem cara de coitado pelo visto, não é nenhuma jogada para sensibilizar o público não... E o interessante é que ele passa para seus curtas esta faceta da sua personalidade, pacata e sensível... Até o momento por exemplo, todos os seus curtas foram praticamente mudos, ou seja, sem diálogos (Carrie Fisher o cobrou por isto)... Ontem seu curta foi sobre um rapaz e seu olho de vidro... Ele é melhor e mais talentoso do que este curta pode supor...

Jason... Fraco... Ele foi o candidato responsável pelo curta que gerou polêmica entre os jurados e participantes... aquele sobre um nerd que todos diziam ser um débil mental... O público gostou, afinal, ele foi um dos mais votados naquela oportunidade... O curta que ele apresentou ontem falava sobre um rapaz que descobriu possuir um dom de curar as pessoas através de seu sangue... O problema é que ele era um drogado e devia dinheiro para traficantes, portanto... O que me desagradou neste curta foi seus efeitos sonoros e montagem...

Zach... Fraco... Até o momento o melhor e mais capacitado diretor entre os concorrentes... Estava curioso para saber o que ele apresentaria desta vez e terminei me decepcionando... Seu curta é muito bom em termos técnicos (iluminação, enquadramentos), mas a história da menininha que tem medo do escuro e que num passe de mágica pegou o Sol é muito bobinho e não me disse nada... Mais ele tem crédito...

Mateen... Fraco... Apesar de ter sido o curta mais maduro da noite mostrando uma conversa numa mesa de restaurante entre um ex-casal, ele não passa disso, duas pessoas conversando... Nada ou quase nada é possível se avaliar num curta desta natureza, há não ser o roteiro, mas não é o caso já que ele esta pleiteando um prêmio como diretor...

Jéssica... Ruim... Numa noite repleta de curtas-metragens decepcionantes e nada memoráveis, Jéssica conseguiu a proeza de ser a pior da noite... Já havia sido na prova anterior com o seu péssimo curta sobre a dificuldade de um homem em trocar uma lâmpada... Desta vez ela cometeu o erro de dizer que seu curta era de terror e que mostraria pela perspectiva da árvore o horror de ser cortada... Como bem disse Carrie Fisher, horror seria se o curta na verdade foi mais longo do que os três minutos impostos pela produção...

Tudo pode acontecer com os candidatos desta noite, pois ninguém se destacou (os jurados gostaram do curta do Zach que foi eleito o melhor da noite) na minha opinião, mas acredito que o eliminado será entre os concorrentes Jéssica (a minha escolha) ou Mateen... Até o próximo episódio onde 6 candidatos irão apresentar curtas-metragens de comédia...

On The Lot - Episódio VI

 

No último programa 5 candidatos haviam apresentado seus curtas-metragens de até 3 minutos e um deles seriam eliminados no programa seguinte no caso este aqui, o episódio de nº 6 do reality cinematográfico “On The Lot”... Tinha considerado o curta de Sam o melhor da noite e o da Shalini o pior... Mas o eliminado daquele grupo seria o jovem ator Trevor (seu curta falava de um encontro as escuras)... Hilary mais uma vez escapou por pouco da eliminação, mas sua saída do programa é questão de tempo, já que deixou bem claro nestes dois curtas que realizou que ainda lhe falta muito para querer almejar uma posição tão alta como dirigir um filme para Hollywood... Vamos aos candidatos deste episódio (19/06 dia que foi ao ar): Andrew, David, Shira-lee, Marty Martin e Kenny...

Andrew: Regular... Seu curta sobre um faxineiro nada valorizado que se vinga magistralmente começa meio lento, meio sem graça, mais termina de forma satisfatória e engraçada...

David: Ruim... Seu curta sobre um rapaz com dificuldades para se comunicar com uma garota e que conta com a ajuda de um cupido é totalmente sem graça e sem ritmo... Fortíssimo candidato para ser eliminado no programa de amanhã...

Shira-lee... Bom... Este curta terminou sendo na minha opinião o melhor da noite, mas não porque seja muito bom, e sim porque a noite foi muito fraca em relação a primeira rodada... O curta sobre a mãe que faz de tudo para esconder do filho um possível relacionamento sexual que teve depois da separação do pai do menino é pelo menos bem elaborado...

Marty Martin... Regular... Definitivamente o mais estiloso e fazedor de trailers do grupo... Ah, e arrogante também... Não aceitou as considerações dos jurados e se diz o melhor e mais capacitado de todos os concorrentes... Se isso vai lhe ajudar com o público eu não sei, mas que ele precisa colocar o pés no chão isso é evidente... Ele realmente não é um mau diretor... O problema maior é que ele não é um contador de história (na minha opinião qualidade fundamental para um diretor), e sim um cineasta mais preocupado com o visual, com os enquadramentos, com a montagem do que propriamente falando das histórias que quer narrar... Seu curta mostrava de forma estilosa e ágil (como deve ser um bom trailer de filmes de ação, suspense) um homem em apuros com a máfia... Mais o que mais poderíamos esperar de um candidato que se chama Marty Martin???

Kenny... Ruim... Falando em estilo... Kenny é outro candidato que possui um estilo e maneira de filmar e narrar suas histórias bem peculiar... Eu particularmente não gosto de seu estilo e acredito que nem o público americano irá suportá-lo por muito tempo... Seus curtas são do tipo nem pé nem cabeça e desta vez ele tenta retratar a dor de um rapaz que acabou de perder seu pai... Com certeza ele seria contratado para fazer as vinhetas comercias da MTV Brasil... Todas horríveis...

On The Lot - Episódio V

 

No programa anterior 3 dos 18 participantes (finalistas ao grande prêmio de R$ 1 milhão de dólares em forma de contrato para realização de um filme com o estúdio Dreamworks) haviam sido eliminados... Dos 3 apenas 1 de fato havia merecido a desclassificação, a concorrente italiana e seu péssimo curta-metragem sobre um encontro as escuras que terminava no banheiro... 15 concorrentes continuariam no programa e a próxima tarefa seria ainda a realização de curtas-metragens, mais agora com uma diferença... Em vez de apenas um minuto a duração dos mesmos passariam para no máximo 3 minutos e eles não iriam concorrer diretamente um contra o outro... Eles seriam divididos em 3 grupos de 5, ou seja, cada episódio seria dedicado a apresentar os trabalhos de um grupo e no programa seguinte mais outro grupo seria apresentado, além de sabermos qual curta havia recebido menos votos do publico americano eliminado assim o seu realizador... Vamos ao episódio 5 que apresentou os seguintes concorrentes: Sam, Trevor, Hilary, Adam e Shalini...

Sam: Pra mim o melhor curta da noite (12/06 foi o dia que o programa foi ao ar)... Seu curta-metragem girava em torno de um homem que precisava enfrentar seu trauma de infância, isto é, um vaso sanitário, se ele quisesse recuperar sua aliança que havia caído dentro do vaso...

Trevor: Apenas regular... Seu curta gira em torno de uma história bem manjada: a preocupação de um rapaz que irá receber a visita de uma moça sem ao menos saber sua fisionomia e com isso fica tendo devaneios de como poderia ser a pessoa...

Hilary: Fraco... Novamente volta a realizar uma comédia sem graça (seu forte como já vimos não é a comédia, o problema é que parece que ela não consegue enxergar isso) ao mostrar as agruras de um rapaz ao apresentar sua namorada a seus pais... Assim como Trevor seu curta não é nada original, já cansamos de ver este tipo de situação em vários longas...

Adam: O segundo melhor (e mais original) curta da noite... Só não foi o melhor porque ele me cansou um pouco... Adam fez um musical sobre um padeiro em busca do amor e uma moça em busca de emprego... Boa letra e melodia...

Shalini: O pior curta da noite... Ela fez uma espécie de curta-documentário ou algo do gênero sobre um comediante indiano gay... O problema é que nem o curta nem o ator eram engraçados, e comédia que não consegue fazer a audiência rir é um péssimo sinal...

Além dos habituais Garry Marshall e Carrie Fisher, o péssimo diretor Michael Bay (“Transformers – O Filme”) completava a trinca de jurados... Com este episódio eu constatei que além de péssimo diretor ele também é um péssimo jurado... Ele teve a capacidade de considerar o pior curta da noite (na minha opinião) o melhor (mas não sozinho, já que a maioria dos candidatos também acharam isso)... Dei risadas ao ouvir seu comentário e pensei “tá explicado porque ele é tão ruim cineasta”, ele não entende de nada... Criticou o curta de Sam, disse a Trevor que teve a sensação de deja-vú ao assistir seu curta (o que é verdade, mas isso significa que ele não deve assistir aos seus filmes que são todos repletos de clichês), foi cruel com Hilary ao dizer que em Hollywood as pessoas iriam rir dela e não com ela, e para Adam disse que ele precisava melhorar a fotografia apesar de ter gostado de seu curta... Na verdade ele deu este “conselho” (sobre a fotografia) para quase todos os candidatos, o que me fez pensar: será que ele acha que seus filmes são bem fotografados??? Se eu não gostava dele agora que não gosto mesmo... Arghh!!!

On The Lot Episódio - III e IV

 

Ué??? O terceiro episódio começou já com os 18 participantes finais??? O segundo havia acabado com 24 concorrentes que teriam que rodar em apenas uma hora uma cena completa com equipe e equipamentos profissionais, onde seriam avaliados e seis destes seriam eliminados do programa... Bom, não foi o que vimos no terceiro episódio que foi ao ar dia 05/07... Como havia já mencionado, o terceiro episódio começou com os 18 participantes que competirão entre si pelo prêmio máximo, isto é, assinar um contrato de U$ 1 milhão de dólares com a Dreamworks Pictures...

A prova consistia em rodar em uma semana um curta-metragem cujo tema era livre, mas o gênero não, tinha que ser uma comédia, e os três menos votados pelo público seriam eliminados (no episódio nº 4), ou seja, os jurados estão ali apenas para tecer seus comentários (Carrie Fisher, D.J. Caruso – diretor do ainda inédito no Brasil “Paranóia” – e Garry Marshall foram os jurados da vez... Ah, destaque para os comentários de Marshall, eles são hilariantes) e não possuem poder de voto, apenas tentam influenciar no gosto do público... Diferentemente dos dois primeiros programas (que só mostravam pedaços dos curtas realizados pelos competidores) agora pudemos ver por completo os trabalhos dos participantes...

Três foram particularmente ruins e mereciam ser eliminados, a saber: Claudia La Bianca (e seu estranho curta sobre uma mulher e seu inusitado encontro dentro de um banheiro), Kenny Luby (e seu pavoroso curta sobre um motorista de táxi maluco) e Jess Brillhart (e seu confuso e sem graça curta sobre a troca de uma simples lâmpada)... Destes apenas um saiu do programa, a italiana Cláudia de visual exótico e colorido... O que pude notar neste programa é que infelizmente os estrangeiros foram eliminados sem dó nem piedade, já que os outros dois eliminados foram a espanhola Carolina Zorilla de San Martin (seu curta realmente não era bom – falava sobre uma mulher grávida mais preocupada com seu celular do que com seu filho que estava prestes a nascer - mais não era pior do que estes mencionados por mim) e o inglês Phil Hawkins (cujo curta era até interessante e bem sacado – sobre uma mulher sendo assaltada mas que não conseguia completar a ligação para a polícia – mais que não foi bem assimilado pelos jurados)... A eliminação deste britânico foi uma pena, pois ele me pareceu ser talentoso...

Já os três primeiros foram os seguintes: Zach Lipovski (e seu ótimo curta que se passa num laboratório todo rodado em uma única tomada, sensacional), Will Bigham (e seu singelo curta sobre uma moeda da sorte que na verdade não trás sorte alguma para quem a encontra) e Jason Epperson (cujo curta sobre um nerd provocou muita polêmica tanto entre os jurados como entre os competidores... a questão levantada era que seu personagem não era um nerd e sim um débil mental... realmente ele estava mais para débil mental do que para nerd, mas que o curta era engraçado isso era)... Zach em apenas três programas já desponta como o grande favorito, não apenas porque sabe muito bem trabalhar e usar os efeitos visuais em seus filmes, mas também porque tem criatividade e muito talento no desenvolver de uma história...

Will tem uma cara de coitado que da até raiva... É talentoso, mas precisa ser mais arrojado se quiser chegar até a final... Gostei muito também do curta dirigido pelo Andrew Hunt... Na verdade dos curtas o dele foi o que mais me fez rir... Dois aliens bêbados vomitando em cima de um policial, hilariante... Gostei também do curta dirigido por David May, aquele que mostra as agruras de um auxiliar de escritório tentando grampear um relatório, muito bem bolado... E por último achei muito bacana o curta de Sam Friedlander que mostrava um rapaz tentando comprovar que a imitação de um som (no caso de um peido) era suficiente para provar sua inocência...

On The Lot - Episódio II

 

Para minha surpresa (e acredito que também foi para aqueles que estavam assistindo ontem o programa) os episódios das quartas-feiras serão mais curtos... Eles terão apenas 30 minutos de duração, enquanto os de terças são de uma hora... O que é ruim na minha opinião, afinal, estamos falando de pessoas querendo realizar o sonho de se tornaram cineastas, portanto, é de suma importância que nós espectadores tenhamos a oportunidade de também assistir (e não apenas os jurados) aos curtas-metragens criados e dirigidos pelos candidatos, para que possamos concordar ou não com as escolhas dos jurados... Espero que quando o programa finalmente tiver seus 18 concorrentes finais escolhidos o reality nos possibilite assistir os curtas desenvolvidos por todos...

O segundo episódio foi de uma correria tremenda... Motivo? Durou apenas 30 minutos... Com tantos curtas (12) para serem avaliados tivemos apenas o vislumbre de alguns deles, onde se destacaram dois em particular... O realizado pelo trio que tem um integrante especialista em efeitos especiais (Zach), e o primeiro apresentado ontem (não me lembro do trio) que era sobre uma mulher tentando ajudar um mendigo que o terminou matando... Hilariante...

O episódio se centrou em dois conflitos que aconteceu entre os membros de dois trios... O interessante é que em ambos os casos um dos três membros foi eliminado, aliás, mais 12 pessoas foram desclassificadas restando agora somente 24 candidatos, destes, mais 6 serão dispensados no próximo episódio, ficando assim apenas os 18 aspirantes a cineastas que concorrerão ao grande prêmio... A prova que definirá os últimos 6 eliminados será a seguinte: dirigir em apenas uma hora uma página de um script... Caberá ao diretor todas as decisões artísticas e criativas da rodagem da cena... Até o próximo programa...

On The Lot - Episódio I

 

Começou no People + Arts mais um reality show... Desta vez acompanharemos 18 candidatos lutando por um prêmio de U$ 1 milhão de dólares... Na verdade eles não receberão o valor em dinheiro e sim a oportunidade de dirigir um filme orçado neste valor... Todos os candidatos sonham em ser cineastas e viram neste programa a grande oportunidade de transforma o sonho em realidade... Sonho este que eu compartilho... Como gostaria de estudar cinema e um dia ser diretor... Mas como sei que ser diretor aqui no Brasil é uma árdua tarefa, já me realizaria sendo um crítico profissional... Meus críticos favoritos falando nisso são: Luiz Carlos Merten (O Estado de São Paulo) e Rubens Ewald Filho (que infelizmente não é mais o mesmo de antigamente... já faz algum tempo que ele se tornou relaxado e descuidado em suas críticas, não se dando ao trabalho de rever seus textos quando publicados em seu site)...

On The Lot é uma criação de um dos mais bem sucedidos diretores de todos os tempos Steven Spielberg, e do produtor Mark Burnett (criador também outros reality’s como por exemplo, Survivor – que já esta na sua 11º edição)... A cada semana assistiremos estes candidatos realizando curtas metragens que passarão pela a avaliação de três jurados: dois fixos Garry Marshall (Uma Linda Mulher), e a atriz e escritora Carrie Fisher (a princesa Léia da saga espacial Star Wars), e um convidado (sendo neste primeiro programa o diretor Brett Ratner dos sucessos “A Hora do Rush 1 e 2”)... O reality começou com 50 candidatos de 12 mil inscritos, sendo eliminado já no primeiro programa 14 candidatos... A prova foi a seguinte: 5 grupos contendo 10 pessoas em cada um deles, teriam que desenvolver uma história a partir de uma pequena sugestão... A intenção era saber se os pretendentes a cineastas sabiam vender uma idéia, uma história, se eles tinham um forte poder de persuasão, algo fundamental em Hollywood...

Como
não havia espaço nem tempo para o programa mostrar a apresentação de todos os 50 candidatos, a edição preferiu dar uma maior ênfase as piores apresentações (já que os melhores iremos acompanhar depois)... E que apresentações ruins... Que variaram daqueles que simplesmente esqueceram o que havia planejado durante toda a noite (na verdade muitos nem conseguiram dormir), a aqueles que simplesmente deliraram no palco, em particular dois candidatos... Um inventou a pior história sem dúvida nenhuma entre todos aqueles candidatos (sua história era sobre o padre que estava prestes a se ordenado que se apaixona por uma mulher), e o outro literalmente pirou durante a apresentação (sua apresentação foi tão ridícula que eu não consigo me lembrar da sua história) onde chegou inclusive a tirar seu cinto espancando o chão!!!

No final desta apresentação sobraram apenas 36 candidatos, que se dividiram em 12 grupos de três, a tarefa? Escrever, dirigir e editar (cada um sua parte que lhe cabe) um curta metragem de 2 minutos e meio que serão avaliados no programa seguinte... Destes 36 ficariam apenas 18 compondo assim o número final de candidatos para o prêmio de U$ 1 milhão de dólares em forma de orçamento de um filme com a produtora de Spielberg, DreamWorks... Ah, falando nisso, Spielberg não deu o ar de sua graça no programa de abertura, dando a entender que ele só aparecerá na reta final do reality show...

Pequenas Resenhas sobre Animações Parte VII

O Galinho

Apesar de sua história fraquinha (pelo menos para adultos) seu protagonista o Galinho Chicken Little torna esta animação um leve passatempo para se assistir ao lado de seu filho ou então de seus sobrinhos (no meu caso sobrinha)... * * *

Selvagem

Tão ruim quanto "Madagascar" (já que ambos se passam em zoológicos e tem um leão como protagonista)... Ás vezes é possível rir com algumas observações feitas pelo Coala (assim como era como os pingüins em "Madagascar") ou então pelo esquilo, o que é muito pouco... O filme é tão chato que as crianças que estavam na sessão que eu assistir ao lado de minha sobrinha nem risadas davam... E ela queria vir embora antes mesmo do término do filme... Mau sinal!!! *

O Espanta Tubarões

Seu principal atrativo (para os adultos pelo menos) é o elenco de dubladores composto por vários artistas famosos como Martin Scorsese, Robert DeNiro, Anjelina Jolie, Will Smith e Jack Black ... Assim como "Procurando Nemo" (que é infinitamente melhor, apesar de ser o mais fraco das animações do estúdio Pixar) ele é ambientado no fundo do mar e tem como protagonista um peixinho esperto e malandro que irá viver muitas aventuras e perigos ao ganhar o título de "matador de tubarões"... A criançada irá curtir o visual e os personagens, enquanto os adolescentes irão curtir a trilha musical hip-hop... Passatempo despretensioso... * * *

Pequenas Resenhas sobre Animações Parte VI

Lilo & Stitch

Apesar de ter sido sucesso de público e crítica e de ter uma bela mensagem bem ao estilo Walt Disney, o longa é decepcionante... Seus traços arredondados é desagradável de se vê, e seus personagens principalmente os secundários deixam muito a desejar faltando-lhes melhores piadas e situações... Já a protagonista Lilo e seu "animalzinho" de estimação Stitch tem certo charme, principalmente porque a menina é fã do eterno Rei do Rock N' Roll Elvis Presley, e a melhor cena da animação é exatamente aquela em que ela tenta ensinar ao amalucado e destruidor Stitch a se comportar como seu maior ídolo, bem bacana... Acertaram em cheio ao misturar na trilha musical canções locais (havaianas) com direito a dança da Hula-Hula (como visto no início do longa) com hits de Elvis Presley... Foi indicado ao Oscar de melhor animação... * *

A Era do Gelo

Depois dos fracassos "Anastácia" (1997) e "Titan A.E" (2000) a FOX resolveu fechar um contrato com a empresa de animação computadorizada (nos mesmos moldes da Disney com a Pixar) Blue Sky Studios, fechando seu departamento de animação e ficando responsável apenas com a distribuição e publicidade dos longas que esta viesse a realizar... O primeiro desta parceria foi este "A Era do Gelo", um divertido longa protagonizado por três animais já extintos: o mamute Manfred (voz de Diogo Vilela), o Tigre Dente de Sabre Diego (com voz irreconhecível de Márcio Garcia) e o bicho preguiça Sid (voz de Tadeu Mello)... Mas quem rouba a cena é um estranho bichinho (mistura de esquilo com rato) e sua interminável luta para guardar uma noz (fato que corre paralelamente a trama principal sem ter nenhuma ligação com ela)... Hilariante!!! Foi indicado ao Oscar de melhor animação... Por falar nisso, no ano de 1998 a Blue Sky venceu o Oscar de melhor curta de animação com o surreal "Bunny"... "A Era do Gelo" foi co-dirigido pelo brasileiro Carlos Saldanha... * * *

Spirit – O Corcel Indomável

Lançamento da Dreamworks "Spirit" senão é um bom entretenimento, pelo menos é curioso e interessante, pois praticamente não a diálogos e toda a sua narrativa é através das belas canções cantadas e compostas por Bryan Adams e da narração em off de Matt Damon (como a voz, ou melhor, o pensamento do cavalo Spirit), sobre a busca incessante do "Corcel Indomável" por liberdade... Ou seja, seu fracasso era quase inevitável por ser tratar de uma experiência que resultou em belas imagens, mas não em uma produção destinada as crianças, que não se envolvem com o espírito da animação sentindo falta do que lhe é habitual em um desenho animado... Sua trilha musical é de Hans Zimmer e o cantor brasileiro Paulo Ricardo (que canta as músicas na versão nacional) ganhou da Dreamworks o prêmio de melhor intérprete estrangeiro de "Spirit"... Foi indicado ao Oscar de melhor animação... *

Procurando Nemo  

"Procurando Nemo" foi um êxito absoluto de crítica e público se tornando na época na maior bilheteria já alcançada por um desenho animado (computadorizado) só ultrapassado em 2004 pela seqüência "Shrek 2"... O interessante de tudo isso é que "Nemo" em comparação com os outras animações da parceria Pixar/Disney é a mais fraca (na minha humilde opinião), mas que mantém a qualidade visual e de roteiro retratando o fundo do mar com humor e aventura... Personagens cativantes é o que não falta ao filme, como o peixe-palhaço pai (Marlin) e o peixe-palhaço filho (Nemo), o tubarão Bruce, a tartaruga marinha "surfista" Crush (uma figuraça) e a amnésica Dory (que rouba todas as cenas de que participa)... Sem falar nos peixinhos do aquário do consultório dentário onde se destaca o misterioso Gill... Apesar do humor, a angústia do personagem Marlin permeia toda a trama, que nas entrelinhas trata de assuntos sérios como a morte e principalmente a dor da perda de alguém ou de algo... Venceu o Oscar de melhor animação e foi indicado a roteiro original e edição de som... * * * *

Wallace & Gromit - A Batalha dos Vegetais

Uma das duplas mais amadas da história da animação mundial, o inventor inglês Wallace e seu fiel cãozinho Gromit (que vive salvando seu dono de inúmeras enrascadas) finalmente chegam á tela grande do cinema (já que são derivados de curtas metragens - dois deles sendo vencedores do Oscar da categoria)... Infelizmente a história não ajuda muito (minha sobrinha de 6 anos adorou), mas o carisma dos personagens é a principal atração do desenho realizado em stop motion, ou seja, através de massinhas... * *

Pequenas Resenhas sobre Animações Parte V

A Fuga das Galinhas

Nada de animação computadorizada ou muito menos tradicional, "A Fuga das Galinhas" foi feito em stop motion, isto é, com massinhas e o resultado não poderia ter sido melhor, sucesso de público e crítica... O longa-metragem é trabalho de um dupla de diretores ingleses que já ganharam dois Oscars com curtas de animação (os curtas protagonizados pelos personagens "Wallace & Gromit") e que teve sua estréia em solo americano capitaneado pela Dreaworks... Seu roteiro é inteligente e divertido ao mostrar a galinha Ginger e o galo americano Rocky (dublado por Mel Gibson) liderando um grupo de galinhas desesperadas para fugir do galinheiro do abobalhado Mr. Tweedy e da tirana Sra. Tweedy... Uma delícia de animação... * * * *

Atlantis – O Reino Perdido

Em plena era da animação computadorizada a Disney arriscou e muito ao lançar este "Atlantis" com traços quadrados que remetem aos desenhos dos anos 1970, obtendo um resultado totalmente antiquado e desagradável de se assistir... Para completar os personagens são desinteressantes e sem charme (exceto a velhinha telefonista que fica com as únicas boas piadas do filme), e o suposto humor do fraco roteiro não funciona... Nem a dupla de diretores (Gary Trousdale e Kirk Wise) do êxito "A Bela e a Fera" conseguiram salvar este projeto do naufrágio... As globais Camila Pitanga e Maitê Proença são as vozes mais conhecidas do elenco de dubladores brasileiros... *

Monstros S.A.

Quarta produção da empresa Pixar Animations e outro tremendo sucesso de público e crítica... E não poderia ser de outro jeito... Novamente nos é entregue uma animação com um ótimo roteiro (inteligente) original e engraçado que da vida a personagens cativantes e irresistíveis como seus protagonistas Mike Wazowski e James P. "Sulley" Sullivan, e a gracinha garotinha Boo, resultando num ótimo passatempo familiar... O comediante Billy Crystal é a voz por trás do impagável Mike, num desempenho excelente... Foi indicado aos Oscars de trilha musical original, efeitos sonoros e animação do ano (primeiro ano desta nova categoria)... * * * *

Jimmy Nêutron – O Menino Gênio        

"Jimmy Nêutron" não pertence a nenhum grande estúdio, sua origem é televisiva do canal pago especializado em programação infantil Nickelodeon (que pertence a Viacon dona do estúdio Paramount que distribuiu o longa), mas nem por isso é menos legal ou sem qualidade, muito pelo contrário, é um desenho divertido (e computadorizado) com bons personagens e bastante humor e aventura... O gordinho Caio e o japonga Sheen são hilários... Foi indicado ao Oscar de melhor animação... * * *

Shrek

Totalmente computadorizado "Shrek" (Dreaworks) é sem dúvida nenhuma uma das melhores (a melhor?) animações realizadas até hoje... Roteiro brilhante (cujo argumento baseia-se no livro de William Steig) que debocha abertamente e com muito humor dos clichês de contos de fadas da concorrente Disney, mas que no final das contas é só mais uma grande e bonita história de amor, mas com uma grande diferença: contada de modo nada convencional... Possui uma galeria enorme de personagens hilariantes e inesquecíveis dentre eles, o sarcástico Ogro, o hilariante Burro Falante e o minúsculo mas impagável Lord Farquand, além de uma infinidade de participações especiais de personagens vindos diretamente dos contos de fadas como o Lobo Mal e os Três Porquinhos, Branca de Neve e os Sete Anões, Pinóquio, entre outros, com destaque para a participação impagável do espelho mágico... Sua ótima trilha musical é recheada de sucessos pop... O falecido Bussunda dubla o Ogro na versão nacional (nem belo trabalho) enquanto Mike Myers o faz no original... Mas quem da show mesmo é novamente Eddie Murphy como a voz do Burro Falente... Ele já havia feito um excelente trabalho de voz ao dublar o dragãozinho Mushu na animação "Mulan"... Imperdível!!! * * * * *

Shrek 2

Assim como o anterior esta seqüência foi um enorme sucesso de público, mas não é tão engraçada nem tão inspirada como a primeira... Mas ainda assim o ogro Shrek e o burrinho falante proporcionam boas risadas... O destaque fica por conta do novo personagem o Gato de Botas (Antonio Banderas - sua carinha de coitado em determinada cena ficará para sempre em sua memória, pode acreditar)... * * *

O Planeta do Tesouro   

Assim como em "O Príncipe do Egito", em "O Planeta do Tesouro" a uma perfeita interação entre técnica tradicional e computadorizada resultando em imagens muito bonitas, mas infelizmente o mesmo cuidado os realizadores não tiveram com o desenvolvimento do roteiro que tem uma trama fraca e personagens nada marcantes e pouco humor... A uma canção muito bonita cantada na versão nacional por Rogério Flausino (vocalista do Jota Quest)... O interessante desta aventura é que seu suposto vilão desta vez sai impune (além de servir como figura paterna para o herói), nada lhe acontece, e o protagonista lhe permite a liberdade como forma de agradecimento e carinho por tudo o que aprendeu com ele... Acredito que isso seja um fato inédito nas animações Disney... O longa foi indicado ao Oscar de melhor animação... *

Pequenas Resenhas sobre Animações Parte IV

Vida de Inseto

Bastante colorido, rico em detalhes (com uma diversidade muito grande de insetos) e com personagens cativantes e engraçados "Vida de Inseto" é um ótimo passatempo familiar com uma história leve e divertida... As risadas estão garantidas com o atrapalhado protagonista Flick e a trupe circense de artistas fracassados que ele confunde ser autênticos guerreiros que lutarão em favor de sua comunidade contra o temível líder dos gafanhotos dublado por Kevin Spacey no original...  Sua ótima trilha musical de Randy Newman foi indicada ao Oscar... Este filme foi o segundo longa da Pixar Animations em parceria com a Disney... Nele eles tiveram uma ótima idéia que foi inserir no final da projeção os supostos "erros de gravação", como sempre acontece nos filmes de Jackie Chan... * * * *

FormiguinhaZ

Estréia do então recém lançado estúdio DreamWorks no gênero animação (a estréia deste estúdio que pertencia ao cineasta Steven Spielberg, ao executivo fonográfico David Geffen e ao executivo especializado em animação Jeffrey Katzenberg, e que foi vendido recentemente foi o thriller protagonizado por George Clooney e Nicole Kidman, "O Pacificador"), "FormiguinhaZ" é totalmente computadorizado (feito pela principal concorrente da Pixar na época, a empresa PDI) e diferente de seu concorrente "Vida de Inseto", no que diz respeito a concepção visual e tom narrativo, mas igualmente bem sucedido na qualidade do projeto... Visualmente é mais escuro, e seu ótimo roteiro (inteligente e original) possui uma linguagem mais adulta recheada de piadas e situações melhor usufruídas e compreendidas pelos mais velhos... Seu protagonista por exemplo, é uma formiga operário chamada Z em plena crise existencial que faz análise, inconformada com o sistema e sua insignificância... Por isso mesmo o dublador não poderia ser outro senão o paranóico Woody Allen, num excelente trabalho... O longa possui uma seqüência magistral e impressionante, a da batalha entre formigas e cupins, com certeza uma das melhores seqüências já produzidas por uma animação... Digno de nota também é o elenco de dubladores no original recheado de astros e estrelas de Hollywood, entre eles Sylvester Stallone, Jennifer Lopez, Sharon Stone, Gene Hackman, entre outros... * * * *

O Príncipe do Egito

Segundo longa de animação da Dreamworks que como o primeiro tem uma verdadeira constelação no seu elenco de dubladores, com destaque para Ralph Fiennes como Ramessés e Patrick Stewart como o faraó Seth... Val Kilmer (Moisés), Sandra Bullock, Michelle Pfeiffer, Steven Martin entre outros também fazem parte do grandioso elenco de vozes... Num misto de desenho tradicional (os personagens por exemplo) com animação computadorizada (os efeitos especiais), o longa tem uma das cenas mais belas e emocionantes do mundo da animação, a seqüência que mostra a abertura do Mar Vermelho... Esplêndida!!! Seu argumento foi livremente inspirado em alguns acontecimentos bíblicos narrados no livro de Êxodo escritos pelo maior profeta da Bíblia, Moisés!!! A tocante e bonita história da libertação do povo de DEUS das terras do Egito é conduzida por uma excelente trilha musical de Hans Zimmer indicada ao Oscar... A canção "When You Believe" cantada por Whitney Houston e Mariah Carey venceu o Oscar... * * * *

Dinossauro

A Walt Disney realizou uma proeza visual sem precedentes com esta animação "Dinossauro"... Visualmente espetacular, tecnicamente perfeito, de uma revolução tecnológica impressionante e imagens arrebatadoras, mas com um roteiro fraco e desprovido de qualquer emoção ou tensão, com personagens apáticos e nem sequer engraçados pelo menos... Portanto, o grande feito deste longa foi conciliar personagens computadorizados (os dinossauros) com paisagens reais captadas em 5 países (Austrália, Havaí, Flórida, Venezuela e Samoa), mas fracassando infelizmente como diversão familiar (principalmente com as crianças)... Atores globais como Fábio Assunção, Malu Mader e Nair Belo (além da apresentadora do SBT, Hebe) dão continuidade ao esquema das distribuidoras de contar com atores globais e famosos como dubladores, iniciada com a animação "Tarzan" que contava com a voz de Eduardo Moscovis... * *

A Nova Onda do Imperador

Totalmente despretensioso "A Nova Onda do Imperador" é um dos mais leves e engraçados desenhos já realizados pela Disney, com um roteiro hilariante protagonizado por um prepotente e antipático Rei chamado Kuzco (com certeza o protagonista mais engraçado e politicamente incorreto de todos os desenhos Disney)... Kuzco é cheio de gírias e maneirismos, uma figuraça!!! Altamente engraçados também são a dupla formada pela maléfica Yzma e seu ajudante pra lá de atrapalhado Kroc... Eles são um convite a boas gargalhadas... As canções são do cantor Sting... A dublagem nacional ficou a cargo do hilário e talentoso Selton Mello (não poderia ser outro), da versátil Marieta Severo e do outrora galã Humberto Martins... * * * * *

O Caminho Para El Dorado

Lançado pela Dreaworks para ser o concorrente direto de "A Nova Onda do Imperador", o longa é uma tremenda decepção (a primeira do estúdio), com um roteiro ruim e personagens secundários mal desenvolvidos e situações mal explicadas, desperdiçando uma boa dupla de trambiqueiros espanhóis, Túlio (Kevin Kline) e Miguel (Kenneth Branagh)... As canções foram compostas pela dupla Elton John e Tim Rice, a mesma de "O Rei Leão", mas com o resultado anos luz daquele alcançado pelo outro filme... *

Pequenas Resenhas sobre Animações Parte III

O Rei Leão   

Êxito absoluto de público e crítica vencedor de 2 Globos de Ouro (filme comédia/musical e canção para a maravilhosa música "Can You Feel The Love Tonight" cantada por Elton John) e 2 Oscars (melhor trilha musical original e canção... também teve mais duas canções indicadas: "Circle Of Life" e "Hakuna Matata") o longa-metragem é um dos melhores já realizados (o melhor realizado em técnica tradicional sem dúvida) pela Disney... "Can You Feel..." é uma das canções mais bonitas já escritas para uma animação e Scar (numa estupenda dublagem no original do ótimo ator Jeremy Irons) dentre os vilões é o maior de todos: cínico, mentiroso, astuto... um verdadeiro personagem shakesperiano... Aliás, toda a parte dramática do ótimo roteiro ganha contornos shakesperiano, ou seja, usurpação do trono, tragédia, traição, morte... Notável também pelos seus ótimos personagens... alguns divertidos (Timão e Pumba ficaram tão popular que ganharam filmes animados próprios – lançados diretamente em vídeo – e desenhos para TV)... todos marcantes... Como também é marcante algumas seqüências: a cena de abertura (uma das mais belas cenas de abertura – senão a melhor – para um filme animado) e a inesquecível e dolorosa morte de Mufasa, simplesmente magnífica... O sucesso foi tanto que o longa-metragem ganhou os palcos da Broadway... se tornando também num musical premiado... E duas seqüências... Obra-Prima... * * * * *

Toy Story – Um Mundo de Aventura 

Depois do lançamento deste longa-metragem a animação nunca mais foi a mesma... Totalmente computadorizado ele revolucionou o gênero... A empresa responsável pela façanha foi a Pixar Animations (até então uma iniciante no formato longa, mas muito experiente no formato curta onde em 1988 foi a vencedora do Oscar da categoria curta de animação com "Tin Toy", que se tornou a primeira animação computadorizada a vencer o prêmio... Venceria por mais duas vezes: "Geri's Game" de 1997 e "For The Birds" de 2000) que no ano de 1991 havia fechado um acordo de distribuição com a Disney (que também ficaria responsável pela publicidade dos longas)... "Toy Story" é magnífico!!! Seu ótimo roteiro (inteligente e original) aproveita a grande idéia sugerida pelo "Quebra-Nozes" de Tchaichovsky, a saber: dar vida aos brinquedos quando estão longe dos humanos, para assim criar personagens carismáticos (como seus protagonistas o cowboy Woody e o patrulheiro espacial Buzz Lightyear) e divertidos (o dinossauro medroso, o Sr. Cabeça de Batata, entre outros), diálogos hilariantes e seqüências emocionantes (a descoberta de Buzz que ele não passa de um brinquedo é uma delas) e engraçadas... Teve 3 indicações ao Oscar: trilha musical, canção "You've Got A Friend" e roteiro original... Além de um Oscar Especial para John Lasseter (seu diretor) "pelo desenvolvimento e aplicação inspirada de técnicas que permitiram o primeiro longa-metragem animado computadorizado"... É até hoje o meu desenho preferido em 3D... * * * * *

Toy Story 2

Esta ótima seqüência de "Toy Story – Um Mundo de Aventura" igualou o feito de "O Rei Leão", ou seja, ganhar o Globo de Ouro de melhor filme comédia/musical... Caso raro onde uma continuação é tão boa ou até melhor do que o original, ainda mais se pensarmos que ele estava sendo para apenas o mercado de vídeo, mas que devido sua inegável qualidade foi ampliado e lançado nos cinemas... Desta vez seus divertidos personagens secundários ganham um maior destaque, onde liderados pelo patrulheiro espacial Buzz Lightyear irão formar um grupo de resgate para salvar o cowboy Woody das garras de um colecionador mercenário... Novos personagens são inseridos neste maravilhoso universo, como a vaqueira Jessie, o cavalo Bala no Alvo e o minerador Pete Fedido, que continua repleto de diálogos engraçados, situações hilariantes e seqüências emocionantes... * * * * *

Hércules       

Novamente a dupla de diretores John Musker e Ron Clements (de "A Pequena Sereia") voltam a trabalhar juntos e realizam mais um longa divertido para a Disney, com destaque para os atrapalhados personagens coadjuvantes Agonia e Pânico e o vilão da vez, Hades – O deus do Inferno... Os primeiros se destacam por serem os responsáveis pelos momentos mais engraçados da animação, enquanto o segundo por ser bastante irônico e sarcástico... Pela primeira vez a Disney se inspirou na Mitologia Grega para a criação de um desenho, no caso o semi-deus Hércules, que no longa vive muitas aventuras para provar que é um verdadeiro herói e assim retornar ao Olimpo (lar dos deuses gregos)... Tem uma bonita canção chamada "Go To The Distance" cantada por Rick Martin na língua espanhola e por Michael Botton na inglesa... * * *

Mulan     

Outro divertido longa-metragem da Disney que desta vez se inspirou em uma lenda oriental para contar a história da corajosa e determinada Mulan, uma garota que se passa por homem para evitar que seu pai doente vá a guerra contra os hunos... Seu "guardião" Mushu (um minúsculo Dragão dublado no original por Eddie Murphy) é o grande destaque da animação e rouba todas as cenas de que participa... São também engraçados: oGrilo da Sorte (que passa por poucas e boas) e a avó da personagem principal... Eles possuem cenas impagáveis... * * *

Pequenas Resenhas sobre Animações Parte II

Bambi

Outro clássico da animação que também envelheceu muito mal... Ele chega a ser pior do que seu antecessor "Dumbo" que pelo menos tinha um protagonista simpático e uma ótima trilha musical... "Bambi" não tem carisma (a presença por exemplo do "Veado Rei" – que entra mudo e sai calado – é muito mais marcante do que toda a sua participação) e também não tem história, afinal, praticamente nada acontece (com exceção da morte de sua mãe ou uma ou outra coisa) durante sua curta (mas sofrível) duração... Seu amiguinho coelhinho Tambor agradará as crianças e só... Talvez por isso mesmo ele não tenha vencido nenhum Oscar (o que não acontecia desde "Branca de Neve")... O fato curioso é que ele foi dirigido por David Hand, o mesmo que dirigiu o êxito "Branca de Neve"... * >

Alice no País das Maravilhas

Quando eu acreditava que o pior desenho animado produzido pelo Walt Disney se tratava de "Bambi" eis que eu me deparo com este horror chamado "Alice no País das Maravilhas"... Nunca vi nada pior em se tratando de animação (selo Disney)... Cansativo, sem graça, chato, com personagens ruins, situações ridículas e totalmente sem sentido (como a seqüência do tal "desaniversário", constrangedora de tão ruim, cujo comentário final da protagonista resume muito bem o que está se passando: "Nunca vi nada tão ridículo e tolo"... Nem eu minha cara Alice... mas eu estendo este comentário para todo o filme)... O filme é um clássico da animação mundial baseado em obra de Lewis Carroll... *

101 Dálmatas

Não mais do que divertido, portanto um bom programa (principalmente depois de três bombas consecutivas como "Dumbo", "Bambi" e "Alice no País das Maravilhas") para a criançada que irá se amarrar com as peripécias dos encantadores cachorrinhos Dálmatas e seus amiguinhos (de outras raças)... além de torcer contra uma atrapalhada   e engraçada dupla de bandidos (lembrando os atrapalhados marginais que sofrem na mão de Macauly Kulkin em "Esqueceram de Mim")... e lógico contra a maquiavélica Cruela Cruel (um dos vilões mais marcantes das animações Disney)... Ou seja, leve e despretensioso... * *

A Pequena Sereia

Longa responsável pela recuperação do "status" do gênero e do próprio estúdio Disney (até então o maior referencial em animação mundial)... Inspirado em conto do dinamarquês Hans Christian Anderson (o mesmo do também clássico "Soldadinho de Chumbo") a história de amor entre a sereia Ariel e o humano Eric foi um tremendo sucesso, cujos personagens Linguado (o peixinho amarelo) e Sebastian (a lagosta) fizeram a alegria da garotada... Divertido... com uma boa vilã (Ursula a bruxa do mar – um polvo) e ótimas canções... Venceu o Oscar de melhor trilha musical original e canção ("Under The Sea")... * * *

Pequenas Resenhas sobre Animações

Branca de Neve e os Sete Anões

Primeiro longa-metragem de animação da história do cinema, um inesperado sucesso (pois sua realização não era apenas uma ousadia mas quase uma loucura, afinal, Walt Disney arriscou ir a falência caso o projeto fracassasse) responsável pelo império das empresas Disney que se ergueu a partir desta revolução cinematográfica... Não deve ser julgado pelas técnicas de hoje, mas o longa resistiu bem ao tempo, onde ainda se é possível se divertir e se emocionar... Destaque para os anões Mestre, Dunga e Zangado e suas boas canções (como a eternizada "eu vou, eu vou, pra casa agora eu vou")... * * * * *

Curiosidade: Walt Disney recebeu um Oscar especial "por esta inovação cinematográfica pioneira que encantou milhões de pessoas ao redor do mundo, e abriu um novo caminho para o desenho animado" (uma estatueta e sete miniaturas)... Este foi o segundo Oscar especial da carreira de Walt Disney (o primeiro havia sido em 1932 pela criação do camundongo mais famoso do mundo, Mickey Mouse)... No mesmo ano o estúdio receberia o Oscar de curta-metragem de animação (estréia da categoria na premiação) que venceria por 8 vezes consecutivas (de 1932 a 1939)... Entre os curtas premiados estão: "Os Três Porquinhos" (1933), "A Lebre e a Tartaruga" (1934) e "O Patinho Feio" (1939)... Histórias até hoje adoradas por todas as crianças em qualquer parte do planeta...       

Pinóquio

Baseado no conto infantil do italiano Carlo Collodi, o segundo longa-metragem de animação da Disney obteve um resultado final não mais que razoável, apesar dos personagens encantadores (na verdade o ponto forte do filme)... Interessante também são os relógios-cuco e as diversas caixinhas de musica feitos de madeira (num excelente trabalho de direção de arte) pelo simpático velhinho Gepeto... É de uma originalidade e beleza espetacular... Pena que a história não mantenha o mesmo ritmo e interesse durante toda a sua projeção, cuja primeira metade é bem melhor que a segunda... O desenho recebeu dois Oscars: melhor trilha musical original e melhor canção para a música "When You Wish Upon A Star" que se tornaria depois na canção-tema de toda a Disneylândia... "Pinóquio" é um dos desenhos preferidos de minha sobrinha Adrielly... * *

Dumbo

Considerado um clássico da animação (só se clássico aqui se refere a antigo...rs) pelo menos para um adulto de hoje em dia assistir "Dumbo" (nem que seja ao lado de um filho) seria um programa nada agradável, ou seja, o filme envelheceu muito mal... Nem os simpáticos Dumbo e Timóteo e sua ótima trilha circense conseguem melhorar ou da força a sua frágil história, curta e sem graça... O filme venceu o Oscar de melhor trilha musical original e recebeu uma indicação pela canção "Baby Mine" no filme cantada pela mãe de Dumbo... *

Homem Aranha 3

 

Assistir no cinema ao lado de minha namorada Liliane este terceiro (e último???) episódio da franquia do Cabeça de Teia, Peter Parker... Adorei os episódios anteriores (mais do primeiro do que do segundo) e mesmo não sendo do meu feitio (criar expectativa em torno de um filme) poderia apostar o carro que ainda não tenho que este longa-metragem não me decepcionaria... Minha esperança era a seguinte: com um diretor tão talentoso e comprometido como Sam Raimi a frente do projeto e um elenco formidável em perfeita sintonia com os seus respectivos personagens, o resultado final não poderia ser outro do que mais um excelente exemplar da franquia (sinceramente espero que não seja a última, mas com um adendo: elenco e diretor não podem mudar)...

Tudo que havia nos filmes anteriores foi dobrado neste aqui (talvez por ser o último eles quiseram engrandecer – encarecer - ainda mais a produção)... Dos efeitos visuais (a seqüência da transformação de Flint Marko – Thomas Haden Church – em Homem-Areia é magistral, a melhor seqüência de toda a trilogia em termos de efeitos) ao humor (mais do que nunca acentuado neste episódio quando a potencialidade dos sentidos e forças de Peter Parker são aumentadas quando do contato desde com o Simbionte Venom, só vendo pra acreditar nas palhaçadas que Parker é capaz de fazer neste filme, é cada vexame)... E também aumentaram os conflitos, e como!!! Além de Peter enfrentar três adversários (Duende Verde, Homem-Areia e Venom) desta vez ele também terá que enfrentar seus próprios temores e fantasmas (a separação da amada Mary Jane, novas informações sobre o assassinato de seu Tio Ben e o conseqüente desejo de vingança, o dilema de ter que enfrentar (e talvez matar) o seu melhor amigo Harry Osborn)...

Novos personagens são inseridos na trama como a enigmática Gwen Stacey (devo confessar que achei linda a atriz Bryce Dallas Horward – filha do diretor Ron Horward – que conhecia dos filmes A Vila – ela faz a cega – e A Dama Da Água – ela fez a “narf”, ambos de M.Night Shyamalan, e que por este motivo se ajuntou no meu rol de musas com Nicole Kidman e Naomi Watts) e o fotógrafo Eddie Brock (que se transformará no alter ego de Venom, interpretado por Topher Grace que ficou conhecido do público brasileiro pelo ótimo seriado cômico “That ‘70’s Show”)... Enquanto outros como o hilariante editor do Clarim Diário, J.J.Jameson (Gene Simmons) perdem espaço... Ele aparece muito pouco mas o suficiente para arrancar gargalhadas do público...

Homem-Aranha 3 é digno de fechar uma trilogia tão bem sucedida como esta... Filmaço!!! * * * *

Homem Aranha 2

 

Hollywood tem a mania idiota de sempre fazer seqüências de tudo que é filme que faz um relativo sucesso de público... Por mais críticas negativas que a obra venha receber, se foi bem de bilheteria é batata, seqüência a vista... Outra mania besta é a dos remakes, e aqui abro um parênteses para fazer um comentário... Não faz muito tempo que li que irão fazer o remake do filme Fuga de Nova York, que foi um dos grandes sucessos da carreira de Kurt Russell, desta vez com Gerard Butler (o Rei Leônidas de 300) no papel principal... Ah, faça-me o favor, quase cai da cadeira quando li isso!!! Como Hollywood gosta de jogar dinheiro fora... Não precisa ser nenhum gênio para saber que o filme será um fracasso total... Estou pagando pra ver... Mas voltando, então, o bom é que de vez em quando surgem filmes que realmente merecem continuações como é o caso da franquia Homem-Aranha...

Depois de um sensacional primeiro exemplar era mais do que natural que as expectativas fossem enormes em relação a este filme... Criar expectativas é sempre ruim, mas o talento e o comprometimento de todo o elenco e equipe com o projeto (já que todos assinaram um contrato para rodar três filmes) era um indicio que poderíamos confiar e esperar o melhor... E quem acreditou e confiou não se arrependeu... O segundo exemplar é tão bom quanto o anterior (ainda que eu goste mais do primeiro), com mais humor, melhores efeitos especiais e seqüências de tirar o fôlego (sendo a melhor delas a do metro, sensacional)...

Desta vez Peter Parker enfrentará maiores problemas para poder conciliar a sua vida cotidiana com a do Homem-Aranha... E é exatamente a dificuldade de conciliar as suas “duas vidas” que o torna tão fascinante e ao mesmo tempo bastante humano apesar de seus poderes (que neste longa-metragem ele tentará abandoná-lo), além de ser amado por uns e odiados por outros (principalmente pelo hilário J.J.Jameson que faz de tudo para prejudicá-lo)... Seus problemas parecem não ter fim... Sua atividade como protetor de Nova York lhe impede ter uma vida social normal, isto é, não consegue parar em emprego algum porque sempre tem alguém a ajudar e por isso chega sempre atrasado no serviço, não consegue se dedicar aos estudos, não consegue pagar o aluguel de uma espelunca em que vive e nem ajudar sua Tia May porque se não trabalha como irá arrumar dinheiro??? E por fim não pode concretizar o relacionamento com o grande amor de sua vida por causa do medo de perdê-la caso algum de seus inimigos a descubram... Impossível não se envolver com seu sofrimento e solidão...

Em relação aos outros personagens, Mary Jane finalmente conseguiu realizar seu sonho e se tornou uma atriz e Harry Osborn assumiu o lugar do pai na Oscorp e tenta reerguer a organização patrocinando um aclamado cientista Dr. Otto Octavius (Alfred Molina, novo integrante do elenco) – que posteriormente se tornará no vilão da vez, o cheio de tentáculos e possivelmente o mais famoso de todos os inimigos do Homem-Aranha, Dr.Octopus, ou apenas Dr.Ock...

Emocionante!!! * * * *

Premiações
Ganhou o Oscar de Melhores Efeitos Especiais, além de ter sido indicado nas categorias de Melhor Som e Melhor Edição de Som.

Recebeu 2 indicações ao BAFTA, nas categorias de Melhores Efeitos Especiais e Melhor Som.

Recebeu 3 indicações ao MTV Movie Awards, nas categorias de Melhor Filme, Melhor Cena de Ação e Melhor Vilão (Alfred Molina).

Homem Aranha

 

Com o lançamento nos cinemas da terceira parte do mega-sucesso Homem-Aranha nada melhor do que revê os dois capítulos anteriores para chegar no cinema tinindo, com tudo aquilo com que os personagens centrais passaram fresquinho na mente... É sempre um grande prazer rever Homem-Aranha... Até o presente momento ainda continuo achando esta adaptação a melhor de todas já realizadas pelo cinema dos heróis dos quadrinhos... Em segundo lugar está X-Men 3, que achei o máximo... Uma aventura e tanto, pura adrenalina... Muitos também elogiam Batman Begins, mas infelizmente até hoje não vi... Preciso tomar vergonha na cara e coloca-lo na minha lista...

Como não gostar do filme Homem-Aranha??? Vibrante (como não torcer pelo tímido Peter Parker em sua empreitada tanto contra o vilão Duende Verde, como pela concretização de seu amor por Mary Jane???), emocionante (a adrenalina vai a mil quando o Duende Verde propõe o seguinte para o Aranha: Quem você irá salvar, Mary Jane ou este bonde cheio de crianças??? É de arrepiar!!!), envolvente (você acompanha com total atenção o desenrolar do amadurecimento antes da hora de Peter Parker), divertido (o editor J.J. Jameson é uma figuraça e tanto), movimentado (repleto de seqüências grandiosas de ação)...

Atuações marcantes (Tobey Maguire está perfeito como Peter/Aranha, sua interpretação é uma das melhores coisas do filme – ao lado do grande roteiro; Kirsten Dunst caiu como uma luva na personagem do grande amor da vida de Parker, Mary Jane Watson; James Franco me surpreendeu como Harry Osborn – o melhor amigo de Parker – numa interpretação convincente de um rapaz atrás do afeto e reconhecimento do pai Norman Osborn, feito por Willen Dafoe – quem mais poderia fazer um personagem lunático e esquizofrênico??? Somente ele ou então Nick Nolte (que fez o lunático pai de Bruce Banner, vulgo Hulk)... É inacreditável como ambos possuem caras de loucos e psicopatas); O restante do elenco também não fica atrás e entregaram boas interpretações, caso dos veteranos Cliff Robertson (Tio Ben), Rosemary Harris (Tia May) e J.K.Simmons (J.J.Jameson)...

Direção precisa (Sam Raimi – mais conhecido pelo filme de terror Evil Dead/Uma Noite Alucinante conseguiu realizar o filme que queria e com os atores que queria de forma perfeita e sincronizada... O filme está muito bem equilibrado em seus momentos de humor, ação e drama... Ele se mostrou capaz tanto em dirigir atores – nas cenas mais dramáticas – como em dirigir seqüências de ação – como no caso do ataque do Duende Verde em plena luz do dia na Times Square), caprichada produção de arte (Nova York recriada em estúdio), ótimos efeitos visuais e sonoros (indicados ao Oscar), roteiro cativante (mostrando que um roteiro pode sim aliar entretenimento com conteúdo, ou seja, muita ação mas sem nunca esquecer seus personagens e o que os motiva, isto é, seus anseios e problemas sendo reais e verossímeis a nós espectadores)... Maravilhoso!!! * * * * *

Premiações
Recebeu 2 indicações ao Oscar, nas seguintes categorias: Melhores Efeitos Especiais e Melhor Som.

Recebeu uma indicação ao BAFTA, na categoria de Melhores Efeitos Especiais.

Ganhou 2 prêmios no MTV Movie Awards, nas seguintes categorias: Melhor Atriz (Kirsten Dunst) e Melhor Beijo. Foi ainda indicado em outras 3 categorias: Melhor Filme, Melhor Ator (Tobey Maguire) e Melhor Vilão (Willem Dafoe).

Ganhou o Prêmio Adoro Cinema 2002 de Melhor Crítica do Leitor, além de ter sido indicado em outras 4 categorias: Melhor Vilão (Willem Dafoe), Melhores Efeitos Especiais, Melhor Ficha de Filme e Melhor Pôster.

De Volta Para o Futuro Parte 3

 

Depois de um segundo filme totalmente desnecessário e confuso (vai para o futuro, volta para o presente e depois volta para o passado) “De Volta Para o Futuro 3” fecha satisfatoriamente a trilogia estrelada pelo baixinho Michael J. Fox, e por tabela entrega a melhor seqüência de toda a trilogia, estou me deliciando em risadas só de lembrar: a cena em que o pistoleiro Bufford “Cachorro Louco” Tannen dispara a sua arma contra os pés do jovem Mcfly (num daqueles típicos bares do velho oeste, num clichê típico de faroestes) lhe obrigando a “dançar”... Adivinhem o que ele faz??? Ele dança literalmente, mas dança alá Michael Jackson (aquele passo para trás que se tornou numa de suas marcas registradas) para espanto de todos do salão... Simplesmente hilariante e impagável!!!

Este terceiro e último episódio (gravado simultaneamente com o segundo e portanto com o mesmo elenco e equipe de produção) começa exatamente onde terminou o anterior, ou seja, com o McFly de 1985 (do primeiro filme) voltando para este ano (já que ele estava em 1955), enquanto que o McFly também de 1985 (mas do segundo filme) e também em 1955 (paralelamente ao do primeiro filme), se encontrava com o “Doc” Brown daquele ano mesmo... McFly estava novamente em 1955 para impedir que Biff Tannen recebesse (das mãos dele próprio só que vindo do futuro, 2015) o livro com todos os resultados esportivos que lhe possibilitaria ficar rico e mudar assim o destino da família McFly... O problema é que ele não conseguiu voltar para sua época e “Doc Brown” foi parar em 1885... Que confusão não é mesmo???

Assim que o longa começa ele recebe uma carta de “Doc” Brown datada de setembro de 1885 lhe pedindo para não ir buscá-lo e com todas as coordenadas para ele encontrar a máquina do tempo (que ele deixou escondida) e assim voltar para seu ano real, 1985... Mais uma descoberta fez com que ele mudasse completamente de idéia e fosse resgatar o seu amigo do velho oeste... a que ele seria assassinado por nada menos que Bufford Tannen, ou seja, parente muito distante de Biff Tannen sua pedra no sapato nos três filmes...

O filme é muito divertido e conta com piadas inspiradas como a recorrente do “Clint Eastwood”, explico: McFly diz que seu nome é Clint Eastwood (que na época ainda não era reconhecido como um grande diretor, e sim como o durão dos filmes de western... inclusive McFly no confronto final usa da mesma artimanha que um personagem de Eastwood usou no spaghetti-western “Por Um Punhado de Dólares” de Sergio Leone) sendo assim motivo de chacota por todos os habitantes do ainda em construção bairro de Hill Valley... Aliás, isso é muito legal e inteligente da parte dos roteiristas: com os três filmes vislumbramos a origem (e a evolução) do bairro e da rivalidade entre as famílias dos McFly’s e Tannen’s...

Um novo personagem é inserido na história, Claudia Clayton (feita pela feia Mary Steenburgen) que servirá de atrativo amoroso para “Doc” Brown, enquanto a beleza de Elisabeth Shue será totalmente desperdiçada (ela só aparece no final) e Thomas F. Wilson terá seu melhor momento em toda a trilogia como o burro e hilário pistoleiro Bufford “Cachorro Louco” Tannen... Com ele em cena as risadas estão garantidas... Michael J. Fox e Christopher Lloyd mais uma vez arrebentam em seus respectivos papéis de Marty McFly e Emmett “Doc” Brown... E para finalizar palmas mais uma vez para Steven Spielberg que acertou em cheio ao apostar (produzir) nesta despretensiosa comédia de aventura em 1985... * * *

Obs: “De Volta para o Futuro Parte 3” foi o que menos arrecadou dos três, apenas U$ 87 milhões nos EUA, mas ótimos U$ 244 milhões no restante do mundo... Foi a 11º bilheteria do ano... Sua queda de rendimento mundial deve-se ao fato (na minha opinião) da sua segunda parte ter decepcionado aos fãs do primeiro... Quando não gostamos de um filme dificilmente a gente volta a assistir sua continuação no cinema... É sempre mais seguro esperar pelo seu lançamento em DVD... Na época VHS...

De Volta Para o Futuro Parte 2

 

Assim como utilizado nos filmes da saga do boxeador Rocky Balboa, este “De Volta para o Futuro 2” também se vale do recurso de começar o filme mostrando os minutos finais do longa anterior, ou seja, mostrando McFly (sua namorada Jennifer) e seu amigo cientista “Doc Brown” indo em direção ao futuro (mais precisamente para 2015) pois algo havia acontecido ao filho de McFly... Apesar de divertir (lógico que não como o anterior) ele soará ao espectador repetitivo (e confuso)... Explico: é repleto de cenas ou situações retiradas do primeiro filme e sua trama se passa no futuro, presente (1985, ano base, ou seja, onde tudo começou e continua a acontecer) e passado (1955, ano onde a trama do primeiro exemplar é ambientada)...

O argumento pra mim é que o grande problema... Doc volta do futuro como já sabemos para informar que Mcfly precisaria acompanhá-lo até 2015 para alterar uma ação de seu filho (ao se passar por ele, já que são idênticos), para que este não fosse preso e partir deste fato acarretar o fim da família Mcfly... Ao voltar para o ano presente (1985) eles descobrem que alguma coisa aconteceu, pois encontram a cidade suja e em estado de abandono... Ao descobrirem que a causa de tudo isso foi um livro que continha os resultados de todas as modalidades esportivas dos anos de 1950 a 2000 (senão estiver enganado) que Mcfly tinha intenção de levar pra casa e com isso ficar rico (ao apostar nos vencedores), e que foi levado ao passado (mais precisamente em 1955) pelo velho Biff (Thomas F. Wilson) para dar de presente para ele mesmo muito mais novo, Mcfly e Doc se vêem na missão de voltarem novamente para aquele ano e impedirem que o livro fosse entregue ao insuportável Biff... Ufa...

São poucos os momentos realmente engraçados (um deles senão o melhor é quando Mcfly se assusta com a propaganda virtual do filme Tubarão 19, onde ele conclui que (apesar de assustador) o animal ainda continua falso, uma brincadeira com Spielberb que é o produtor executivo da trilogia)... Elisabeth Shue substitui a namorada de Mcfly do primeiro exemplar feita por Claudia Wells, e Crispin Glover que fez o pai de Mcfly não retornou para as duas seqüências, sendo substituído por Jeffrey Weissman (que a câmera não foca direito para que o público não perceba a mudança) que foi maquiado para ficar parecido com Crispin... Christopher Lloyd volta a interpretar o personagem que marcou a sua carreira (ao lado daquele que ele fez em Família Adams) ”Doc” Brown, um lunático e energético cientista que cria uma maquina do tempo através de um Delorean...

Michael J. Fox não virou um astro do cinema, mas ficará marcado eternamente como o jovem McFly, mas anos depois virou estrela de TV ao protagonizar um seriado de muito sucesso, Spin City (depois que ele descobriu que não poderia mais continuar trabalhando devido seu problema de Mal de Parkinson, ele foi substituído por Charlie Sheen... a série não resistiria a falta de seu principal astro e foi cancelada), devido sua excelente performance do jovem cheio de vida que ao lado do seu amigo “maluco” “Doc” Brown, irá viver muitas aventuras... Como foi gravado simultaneamente com o terceiro episódio (uma diferença de apenas 6 meses separaram suas estréias nos cinemas) em determinado momento do filme “Doc” diz que lamentava ter que destruir aquela máquina do tempo sem antes conhecer a época dos faroestes, o mítico velho oeste americano (que é o tema do terceiro exemplar)... Aliás, o segundo terminou totalmente em aberto com “Doc” desacordado no chão e Mcfly ao seu lado no ano de 1955, quando este recebe uma carta de seu velho amigo dizendo que está no velho oeste, para ser mais exato em 1885 (época que ambos viverão mais loucas aventuras)... * *

Obs: “De Volta para o Futuro 2” teve um orçamento de U$ 40 milhões e arrecadou nos EUA U$ 118 milhões e no mundo todo U$ 331 milhões... Com estes números o longa-metragem alcançou a sexta maior bilheteria do ano de 1989...

Premiações
Recebeu uma indicação ao Oscar na categoria de Melhores Efeitos Especiais.

De Volta Para o Futuro

 

Um sucesso estrondoso!!! Custou apenas U$ 19 milhões, mas rendeu em território americano U$ 210 milhões e na soma geral U$ 381 milhões... Com esta soma impressionante “De Volta para o Futuro” se tornou na maior bilheteria do ano... E aqui vale um parêntese... Ao pesquisar sobre sua arrecadação me deparei com a seguinte informação: que os filmes protagonizados por Sylvester Stallone, “Rambo 2” e “Rocky 4” (o pior sobre o garanhão italiano) ficaram respectivamente em segundo e terceiro lugares no ranking das maiores bilheterias do ano de 1985, ou seja, é a comprovação de fato que um dia Sly foi o rei dos filmes de ação em Hollywood...

Na
frente do despretensioso e divertido projeto estava o jovem e talentoso e desconhecido até então Robert Zemeckis (que mais tarde venceria o Oscar de melhor diretor pelo maravilhoso “Forrest Gump”... são dele também “Naufrago”, “Uma Cilada para Roger Rabbit”, a animação digital “O Expresso Polar”, entre outros) apadrinhado por ninguém menos que o Midas Steven Spielberg (tudo que este homem toca vira ouro, ou melhor, vira sucesso)... Através de sua produtora Amblin, Spielberg produziu o longa-metragem sobre o jovem McFly e seu amigo cientista “Doc” Brown (Christopher Lloyd nunca esteve melhor numa ótima caracterização do popular cientista com aspecto de maluco estilo Albert Eistein), que inventou uma máquina do tempo móvel, isto é, com um DeLorean (que era uma piada do filme mas não compreendida por mim por não conhecer o carro, será que ele é o equivalente ao nosso Fiat 147???) eles eram capazes de viajar para qualquer época... Aliás, só era possível escolher a data pois o lugar era sempre o mesmo, no caso o bairro de Hill Valley onde moram os protagonistas da história... Isso possibilitou aos roteiristas mostrar a evolução do local (visto no futuro no segundo episódio e no passado no terceiro) e a linhagem do adolescente McFly, numa sacada muito inteligente (agora, se essa era a idéia original quando do desenvolvimento do projeto já é outra coisa)...

Neste primeiro capítulo ambientado em 1985 ao fugir de terroristas líbios (que haviam roubado a caixa de plutônio que estava em poder do cientista “Doc” Brown, pois este era o combustível da máquina do tempo), Marty McFly (interpretado com enorme carisma por Michael J. Fox) vai parar no longínquo ano de 1955, época em que seus pais eram adolescentes e nem sequer haviam se conhecido... O problema é que para salvar a vida do pai (que seria atropelado) ele termina alterando os acontecimentos futuros e consequentemente seu próprio nascimento que não aconteceria... Desesperado ele fará de tudo para aproximar seu futuro pai (numa ótima atuação de Crispin Glover - que muitos anos depois faria um dos vilões do filme “As Panteras”... ele é aquele personagem pra lá de estranho que entra calado e sai mudo das suas cenas, mas que dará um trabalho danado pras Panteras) da sua futura mãe (Lea Thompson que não deslanchou na carreira está ótima) que terminou se apaixonando por ele... Lá ele também encontrará o personagem Biff (Thomas F. Wilson - que estará em toda a trilogia) o valentão do pedaço que faz de gato e sapato (meu DEUS nada a ver este ditado, mas está valendo) o futuro Sr.McFly... Impossível não se divertir com este ótimo elenco dando vida a um roteiro tão inspirado repleto de boas sacadas e situações engraçadas... Destaque também para sua trilha musical, principalmente para a canção “The Power of Love” indicada ao Oscar... Entretenimento de primeira... * * * *

Premiações
Ganhou o Oscar de Melhores Efeitos Sonoros e foi ainda indicado em outras 3 categorias: Melhor Roteiro Original, Melhor Canção ("The power of love") e Melhor Som.

Recebeu 4 indicações ao Globo de Ouro: Melhor Filme em Comédia/Musical, Melhor Ator em Comédia/Musical (Michael J. Fox), Melhor Roteiro e Melhor Canção ("The power of love").

48 Horas Parte 2

 

Será que o sono voltou a atrapalhar a minha apreciação desta continuação da comédia de ação “48 Horas” que revelou o comediante Eddie Murphy para o mundo do entretenimento??? Acredito que não... Contando com o mesmo diretor (Walter Hill) e elenco (Eddie Murphy e Nick Nolte) “48 Horas Parte 2” é tão chata e sem graça quanto a primeira... Eu sei que com Murphy em cena sempre é possível se divertir, mas o problema é que neste caso será em doses homeopáticas... O momento mais engraçado por exemplo (o único?) é sua imitação de James Brown dentro do ônibus do presídio... Impagável... Já como filme de ação ele pode até agradar os aficionados por seqüências com tiroteios...

Apesar do filme anterior deixar bem claro que Reggie (Murphy) ficaria com os seus U$ 500 mil dólares depois que cumprisse o restante de sua pena, no caso 6 meses, aqui ficamos sabendo que não foi bem isso o que aconteceu... Além de cumprir o que lhe restava, ele ficou mais 5 anos, eu disse 5 anos na prisão... Esta situação só evidência o mal caráter do personagem Jack Cates (Nolte), que permitiu que ele fosse acusado de um crime que não cometeu depois de tê-lo ajudado a concretizar sua vingança contra Gans... Aliás, o roteiro (ruim de doer) é tão pobre (e confuso) que quem aparece para se vingar de Jack é nada mais nada menos que o irmão de Gans... Agora eu pergunto: Somente depois de 5 anos é que o irmão resolve se vingar??? Outra coisa que me intrigou: Reggie fica 5 anos a mais na prisão e ainda assim ajuda novamente o policial Gans a concluir sua investigação contra um tal de Iceman...

Tudo bem que Reggie estava na mira de assassinos (um deles sendo o irmão com sede de vingança) contratados pelo bandido misterioso, e que queria o seu dinheiro de volta, mas a amizade desenvolvida entre eles não convence em nenhum momento... Na verdade não há a menor química entre Eddie Murphy e Nick Nolte... Um equívoco total... *

48 Horas

 

Será que foi o sono ou o filme de estréia do comediante Eddie Murphy nos cinemas é sem graça mesmo??? Muito melhor tanto em termos de ação como de comédia é o similar “Máquina Mortífera” (que rendeu três continuações) com Mel Gibson e Danny Glover, cuja única diferença é que ambos são policiais ao contrário de 48hrs (1982), onde apenas um deles é policial, no caso Nick Nolte (ator do qual não gosto... além dele não ter o menor talento para a comédia, ele é ao lado de Willen Dafoe os atores que mais possuem fisionomias de psicopata, de loucos)...

O novato Eddie Murphy (saído do programa de humor americano Saturday Night Live) faz o bandido que é cooptado pelo policial Nolte para ajudá-lo a capturar um ladrão e assassino que fugiu da prisão chamado Gans (James Remar)... Murphy tem como motivação para ajudar o tira há possibilidade de recuperar o dinheiro resultante do assalto que o levou para atrás das grades, que ele havia escondido no porta malas de seu carro quando do momento de sua prisão, e que absurdamente passado três anos ainda está lá, intacta no estacionamento onde o carro havia ficado... Um carro três anos num estacionamento??? Olha, se isso não é forçar a barra então eu não sei o que é... Já a motivação de Nolte é se vingar do meliante que matou dois policiais na sua frente sem que ele pudesse fazer nada...

Foram raros os momentos que eu rir (na verdade alguns sorrisos com algumas boas sacadas), que eu me divertir... Na capinha que acompanha o filme (que recebo da Netmovies) na sinopse do filme existe a seguinte mensagem: “Preste atenção à hilariante cena do bar típico de faroeste – você vai querer repetir mais de uma vez”... Na verdade eu nem dei risadas... O que me leva novamente a questão levantada no início deste post... Será que foi o sono que atrapalhou minha apreciação por esta comédia de ação??? Talvez, mas acho que não... Eddie Murphy ganharia de vez o estrelato como um dos melhores comediantes dos Estados Unidos (e sem dúvida o melhor dos anos 1980) com a trilogia “Um Tira da Pesada” e com as ótimas comédias “O Rapto do Menino Dourado” e principalmente “Um Príncipe em Nova York” (que adoro... sem dúvida ela estaria na minha lista das melhores que comédias)...

A seqüência “48 Horas 2” foi realizada 8 anos depois em 1990 com a mesma dupla (e com o mesmo diretor Walter Hill) e com Eddie Murphy já estabelecido na indústria de Hollywood... Espero me divertir com este... *

Premiações
Uma indicação ao Globo de Ouro na categoria “nova estrela do ano”...

Piratas do Caribe - O Baú da Morte

 

Antes de começar a falar de “O Baú da Morte” é importante ressaltar que esta continuação já estava planejada antes mesmo do lançamento do “A Maldição da Pérola Negra”, isto é, esta seqüência não se enquadra naquele velho chavão “que foi realizada apenas como caça-níquel”, ou seja, como o primeiro fez um imenso sucesso vamos realizar um segundo para continuar arrecadando mais rios de dinheiro... Não foi isso... É óbvio que arrecadar “rios de dinheiro” novamente seria maravilhoso para todos os envolvidos, mais o projeto sempre foi pensado como uma trilogia... Agora, infelizmente como quase sempre acontece com as continuações de bons filmes, essa também deixa a desejar...

Apesar de ter praticamente a mesma duração do anterior (e aqui vale uma errata já que havia mencionado no meu post sobre “Piratas 1”, que este segundo seria um pouco maior) “Piratas 2” me pareceu bem maior e consequentemente muito mais cansativo (aliás, as principais reclamações que tenho ouvido e lido sobre “Piratas 3 é exatamente esta: que o filme é absurdo de longo, e é mesmo, pois tem 2h45m) devido um roteiro fraco e seqüências supostamente engraçadas (o tom é de humor pastelão), mais que soam forçadas e infantis... Um exemplo disso é a seqüência onde Sparrow, Will e Norrington iniciam uma luta em uma enorme roda de madeira e que irá terminar em plena praia... O que ela tem te espetacular em termos de coreografia de ação ela tem de ridícula em termos de humor... Fiquei constrangido pela linda atriz Keira Knightley que teve que fazer papel de ridícula ao tentar chamar a atenção dos rapazes... Quando ela finge desmaiar então é o fundo do poço... Mais “Piratas 2” é exatamente isso, efeitos visuais espetaculares e impressionantes (todos os tripulantes do Holandês Voador é fruto de efeitos visuais, devido suas formas representarem seres do fundo do mar) misturados com humor pastelão infantil e sem graça...

Falando em efeitos impressionantes o visual do vilão da vez Davy Jones (o britânico Bill Nighy) é fantástico (seu rosto é coberto de tentáculos representando um polvo)... Ele é um dos novos personagens a aparecer na trama... Neste capítulo ficamos sabendo (por um outro personagem novo, Bill Turner – o ator dinamarquês Stellan Skarsgard - pai de Will) que na verdade Sparrow reinou durante 13 anos (ou pelo menos tentou já que na verdade ela foi apenas durante dois anos de fato o Capitão da embarcação amaldiçoada) como Capitão do Pérola Negra devido um acordo feito com o senhor dos mares Davy Jones... Segundo o acordo passado estes anos Jack deveria fazer parte da “embarcação fantasma” de Jones... É óbvio que ele irá suar de suas artimanhas para escapar deste veredicto ingrato, nem que para isso tenha que envolver seu “amigo” Will Turner... Mas existe uma forma de solucionar este problema... Achando o tal “baú da morte” que contém dentro dele o coração de Davy Jones... Para isso Jack usará sua “amiga” Elizabeth... O outro novo personagem a ingressar neste universo povoado de bucaneiros e maldiçoes é o Lorde Cutler Beckett – o desconhecido para mim Tom Hollander – que irá usar Will e Elizabeth para alcançar o seus objetivos, isto é, a bússola de Sparrow...

Johnny Depp volta a viver com maestria o carismático Jack Sparrow, e desta vez apesar de todos os seus maneirismos e afetação ele demonstra interesse por Elizabeth Swann (lhe propõe casamento e até se beijam)... Será que foi imposição da Disney acabar de vez com a ambigüidade do personagem??? Pois no primeiro terminamos o filme sem saber ao certo sua opção sexual, mas neste aqui fica mais evidente que ele é hetero... Estou curioso para saber que rumo Sparrow tomará em “No Fim do Mundo” em relação a sua sexualidade... Como não li nada a respeito acredito que nada de novo aconteceu, deixando o público tirar suas próprias conclusões (o que não é ruim)... Ah, gostaria de salientar que quanto o ator é muito bom nem mesmo os efeitos especiais e a forte maquiagem são capazes de diminuir o talento de suas atuações... É digno de nota o trabalho dos atores Bill Nighy e Stellan Skarsgard, respectivamente Davy Jones e Bill Nighy, vulgo Alça de Botas... Prestem atenção em seus olhares... A maquiagem e os efeitos podem esconder suas fisionomias, mas não os seus olhares que como diria o outro: “são as janelas da alma”... * *

Só para título de comparação irei divulgar os números destes dois primeiros capítulos:

“A Maldição do Pérola Negra”
Orçamento: 140 milhões
Bilheteria EUA: 304 milhões (3º posição)
Bilheteria Mundo: 348 milhões
Bilheteria Total: 654 milhões (4º posição)

“O Baú da Morte”
Orçamento: 225 milhões
Bilheteria EUA: 423 milhões (1º posição)
Bilheteria Mundo: 642 milhões
Bilheteria Total: 1 bilhão e 66 milhões (1º posição)

Premiações
Ganhou o Oscar de Melhores Efeitos Especiais, além de ser indicado nas categorias de Melhor Direção de Arte, Melhor Som e Melhor Edição de Som.

Recebeu uma indicação ao Globo de Ouro de Melhor Ator - Comédia/Musical (Johnny Depp).

Ganhou o BAFTA de Melhores Efeitos Especiais, além de ser indicado nas categorias de Melhor Direção de Arte, Melhor Figurino, Melhor Maquiagem e Melhor Som.

Ganhou 2 prêmios no MTV Movie Awards, nas categorias de Melhor Filme e Melhor Performance (Johnny Depp). Foi ainda indicado nas categorias de Melhor Performance (Keira Knightley) e Melhor Vilão (Bill Nighy).

Piratas do Caribe - A Maldição do Pérola Negra

 

Antes de mais nada devo confessar que me deleitei ao ver o excelente ator Johnny Depp sendo glorificado pelo público e pela mídia, afinal, sou um grande admirador do trabalho de Depp desde a época que ele fazia parte do elenco do seriado Anjos da Lei... Ele na verdade sempre foi respeitado pelos críticos (que sempre o consideraram um dos melhores atores de sua geração) por causa de suas escolhas nada fáceis em filmes digamos pouco comerciais e convencionais também (Arizona Dream – Um Sonho Americano, Benny & Joon – Corações em Conflito, Ed Wood, entre outros)... O filme até poderia ser ruim (como é o caso do horroroso Medo e Delírio em Las Vegas) mais sua atuação sempre era digna de ser elogiada... Ele sempre teve queda por personagens outsider’s ou excêntricos e fazem parte de seu currículo filmes como Cry Baby, Edward Mãos de Tesoura, Don Juan de Marco e Gilbert Grape... Até que Jack Sparrow apareceu em sua vida e tudo mudou...

É interessante notar que nem fazendo um blockbuster (o primeiro de sua carreira) Johnny Depp deixou de ser ele mesmo e de seguir sua intuição, ou seja, sua criação do pirata Jack Sparrow em nada lembra as dos piratas que estamos acostumados a ver em produções antigas... Ah, tem isso também, ele conseguiu (já que todos foram unânimes em dizer que o sucesso do filme se deve sem dúvida nenhuma ao personagem Sparrow) até a proeza de fazer com que um gênero morto e enterrado já há um bom tempo (A Ilha da Garganta Cortada tentou trazer de volta aos cinemas este tipo de aventuras, mas foi um enorme fracasso) fosse novamente um grande atrativo de público com o estrondoso sucesso desta movimentada aventura... Mas aqui vale um parêntese: como até o presente momento nenhum outro filme sobre piratas foi produzido, considero isso mais uma evidência do poder e influência de Depp neste longa-metragem, dando a entender que sem o personagem Jack Sparrow em ação qualquer filme do gênero fracassaria... É bem provável... Jack Sparrow (concedeu a Johnny Depp elogios rasgados da crítica e indicações como melhor ator no Oscar, Globo de Ouro e Bafta) é engraçado, carismático, mais acima de tudo afeminado (para não dizer bichona mesmo)... Seus trejeitos (jeito de falar e andar) aliados com sua ambigüidade (será que ele é ou não é gay???) fizeram do personagem um tremendo sucesso... E a paixão por Sparrow é a primeira vista... Sua chegada em Port Royal é triunfante e hilariante, inesquecível!!!

Também devemos aplaudir a coragem e a ousadia do renomado produtor de blockbuster’s, Jerry Bruckheimer... Ele deu a cara pra bater ao apostar não apenas em um roteiro que traria de volta o universo dos piratas há tanto tempo enterrado, como também acreditou e apostou na caracterização que Johnny Depp estava criando para o excêntrico Capitão Sparrow, tão rechaçada pelos executivos da Disney que levaram um susto ao vê-lo caracterizado... O resultado??? U$ 654 milhões arrecadados em todo o mundo (sendo U$ 304 milhões em território americano – 3º no ranking 2003 – e U$ 348 milhões no restante do mundo – 4º no ranking), ficando atrás apenas dos filmes: O Retorno do Rei, Procurando Nemo e Matrix Reloaded...

O filme começa nos mostrando o primeiro encontro do casal romântico da trama, Will Turner (Orlando Bloom) e Elizabeth Swann (Keira Knightley), quando ambos eram crianças... Ele desmaiado é resgatado das águas pelos tripulantes do navio comandado pelo Commodoro Norrington (Jack Davenport), cuja garotinha se encontrava com o seu pai o Governador Swann (Jonathan Pryce)... Ele carrega no peito um “medalhão pirata” que indicaria um possível envolvimento dele com os piratas (ou ele mesmo poderia ser um), e ela para protegê-lo resolve esconde-lo... Os anos passam... Ele se tornou num ferreiro respeitado (e apaixonado por ela), e ela numa bela mulher que acabara de ser pedida em casamento (e apaixonada por ele) pelo Commodoro Norrington... Neste momento nos é apresentado o Capitão Sparrow que pretende “confiscar um navio” para dar cabo ao seu plano, isto é, recuperar seu antigo navio o Pérola Negra, que agora está sob as ordens do Capitão Barbossa (Geoffrey Rush)... A tal maldição que acomete os tripulantes da embarcação bucaneira tem a ver com aquele medalhão outrora escondido pela menina Elizabeth... Eles atacam a Port Royal, seqüestram Elizabeth e saem em direção a Ilha da Morte (local repleto de tesouros) no intuito de desfazer a maldição... E qual seria a maldição??? Embaixo do luar os piratas do Pérola Negra se transformam em caveiras ambulantes num efeito visual espetacular (que aliás foi indicado ao Oscar)...

Se existe um problema nesta aventura movimentada e divertida e sua duração... O filme tem 2H15m e querendo ou não chega um momento que ela cansa... Aliás, este problema piorou nos filmes seguintes com o aumento da sua projeção... Agora verdade seja dita, “Piratas do Caribe – A Maldição do Pérola Negra” na verdade foi muito superestimado tanto pelo público como pelos críticos... Ele não é tudo isso que se propagaram dele... É apenas uma boa diversão com ótimos efeitos visuais e um personagem marcante... Ah, e claro, uma bela atriz como a jovem Keira Knightley... * * *

Premiações
Recebeu 5 indicações ao Oscar, nas seguintes categorias: Melhor Ator (Johnny Depp), Melhor Maquiagem, Melhor Som, Melhor Edição de Som e Melhores Efeitos Especiais.


Recebeu uma indicação ao Globo de Ouro, na categoria de Melhor Ator - Comédia/Musical (Johnny Depp).

Ganhou o BAFTA de Melhor Maquiagem, além de ter sido indicado em outras 4 categorias: Melhor Ator (Johnny Depp), Melhor Som, Melhor Figurino e Melhores Efeitos Especiais.

Ganhou o MTV Movie Awards de Melhor Ator (Johnny Depp), além de ter sido indicado nas seguintes categorias: Melhor Filme, Melhor Revelação Feminina (Keira Knightley), Melhor Equipe, Melhor Vilão (Geoffrey Rush) e Melhor Comediante (Johnny Depp).

Rocky 5

 

Depois de um quarto filme decepcionante e de ter encontrado um amigo (Rogério Silva, mais conhecido como Tico) com o qual trabalhei na juventude numa locadora de bairro, que havia me dito que não tinha gostado de Rocky 5 (tinha achado um “lixo”), fiquei preocupado com o que me reservava este longa-metragem que muitos pensaram ser o último da saga (ano passado Stallone voltaria a série com Rocky Balboa) do Garanhão Italiano...

Vamos nos posicionar: No primeiro filme, Rocky era apenas lutador (da Filadélfia) como tantos outros que viviam apenas de lutas clandestinas (além de trabalhar de dia como cobrador de um mafioso local chamado Gazzo) e que tinha uma vida solitária e sem perspectiva alguma, que teve sua rotina completamente alterada ao se apaixonar pela tímida Adrian e ao ganhar a oportunidade de enfrentar o Campeão Mundial dos Pesos Pesados, Apollo Creed...

No segundo filme, Rocky se casa com Adrian (tem um filho, Rocky Jr.), e depois de passado os “quinze minutos de fama” (por não ter perdido por nocaute para o grande campeão Apollo) onde ganhou dinheiro fazendo comerciais (ou pelo menos tentando), viu que o buraco era mais embaixo ao não conseguir um simples emprego por não ter formação e nem qualificação para tal, não lhe restando outra alternativa senão voltar a enfrentar Apollo Creed na aguardada revanche...

No terceiro filme, Rocky é o mais novo Campeão dos Pesos Pesados e ganha rios de dinheiro com propaganda e publicidade, além de manter seu título com certa facilidade, até que aparece em seu caminho o lutador negro com fome de vitória e destruidor implacável dos seus oponentes Clubber Lang... Rocky conhecerá a derrota e a dor ao perder seu treinador e amigo Mick e o cinturão de Campeão... Mais dará a volta por cima tendo sempre ao seu lado seu grande amor Adrian, e Apollo Creed como seu novo treinador...

No quarto filme, Rocky enfrentará o gigante russo Ivan Drago e sofrerá mais uma vez a dor de perder alguém importante em sua vida, desta vez seu outrora adversário e agora amigo e treinador Apollo...

Depois deste breve resumo do que havia sido a carreira e vida de Rocky Balboa até aqui, chegamos neste quinto filme da série, quando retornará de onde saiu (por causa de um golpe dado pelo seu contador que lhe causou a falência), ou seja, para o velho e sujo bairro da sua querida Filadélfia... Até o mesmo figurino usado no primeiro filme ele voltará a usar, assim como Adrian voltará a trabalhar no mesmo lugar (onde conheceu Rocky)...

Arruinado financeiramente e oficialmente aposentado (por causa de problemas médicos, uma leve lesão cerebral ocasionada devido a tantos socos levados em toda a sua vida de boxeador), Rocky tenta levar a vida decentemente (dando aulas na antiga academia do seu professor e mentor Micky) quando surge em sua vida a oportunidade de se reerguer profissionalmente através do lutador Tommy Gunn (que vem de Chicago até Filadélfia em busca de uma oportunidade de ser treinado por seu grande ídolo Rocky)... O que ele não esperava era com isso se afastar de sua família (principalmente filho) e mais tarde ser traído pelo seu pupilo quando este assina contrato com o promotor de lutas Duke (notoriamente inspirado em Don King)...

Muitos reclamam que este filme é patético por Stallone trazer seu personagem de volta as suas origens e por ter seu clímax numa (ótima) briga de rua (e não num ringue como era de ser esperar)... Discordo... Diga o que quiserem de Stallone, mas ele conseguiu mais uma vez fazer um filme emocionante e bastante humano, principalmente ao mostrar o frágil relacionamento com seu filho Rocky Jr. (feito pelo próprio filho de Stallone, Sage Stallone)... Ah, John G. Avildsen (que havia dirigido e recebido o Oscar de melhor diretor pelo primeiro filme) volta a comandar a emocionante e envolvente saga de Rocky Balboa... * * *

Premiações
Recebeu 7 indicações ao Framboesa de Ouro, nas seguintes categorias: Pior Filme, Pior Diretor, Pior Ator (Sylvester Stallone), Pior Atriz (Talia Shire), Pior Ator Coadjuvante (Burt Young), Pior Roteiro e Pior Canção Original ("The measure of a man").

Rocky 4

 

Pelo visto os números pares não fizeram bem a saga do boxeador Rocky Balboa, pois assim como o segundo, este quarto episódio deixou a desejar em relação ao primeiro e terceiro... O primeiro não há dúvida que foi o melhor de todos, mas o terceiro possuía uma energia, uma emoção, um humor que fizeram falta nestes dois exemplares citados anteriormente... Mas é importante dizer que Rocky 2 apesar de todos os seus defeitos é ainda melhor que este aqui... Naquele filme pelo menos seus últimos 30 minutos foram emocionantes, mas nem isso encontramos neste Rocky 4, que começa como todos os anteriores, ou seja, com as cenas finais do filme anterior...

Infelizmente Sylvester Stallone através de seu personagem Rocky Balboa (que nada tem haver com isso) resolveu abraçar a causa da paz entre EUA e a extinta União Soviética, representada aqui pelo gigante loiro de nome Ivan Drago (Dolph Lundgren) uma “máquina humana” resultado de experiências laboratoriais... O filme ficou muito datado e seu fraco roteiro é muito simplório e pobre (inclusive contendo vários flashbacks com cenas dos outros filmes, o que é um claro sinal que Stallone novamente roteirista/diretor não tinha muito o que falar), quase não havendo diálogos (Lundgren tem apenas umas cinco frases em todo o filme)... A seqüência mais marcante é sem dúvida alguma a da luta exibição entre Apollo Creed e Ivan Drago, que termina em tragédia...

Na
tal seqüência tem até apresentação do mestre do funk americano o hoje falecido James Brown, cantando a música “Living In America”... É impressionante como os americanos conseguem (e adoram) transformar qualquer evento em espetáculo... Lembro que vi há algum tempo atrás na televisão partes de um comício de um candidato americano para o senado (se não estiver enganado)... Meu DEUS o que era aquilo??? Parecia mais um show do que qualquer outra coisa...

O filme falhou até onde todos foram ótimos, isto é, na preparação (cuja montagem mostrava as diferentes formas de treinamento dos lutadores) e luta final (desta vez Stallone não conseguiu alcançar a mesma intensidade emotiva das outras lutas), mas como das outras vezes uma música de sua trilha musical fez enorme sucesso no mundo inteiro... “Burning Heart” cantada pelo Survivor (mesmo grupo do sucesso do filme anterior “Eye of the Tiger”)... O filme foi massacrado pela mídia especializada ao ponto de ganhar 5 Framboesas de Ouro (o Oscar dos piores filmes do ano)... *


Premiações
Ganhou 5 Framboesas de Ouro, nas seguintes categorias: Pior Diretor, Pior Ator (Sylvester Stallone), Pior Atriz Coadjuvante (Brigitte Nielsen), Pior Revelação (Brigitte Nielsen) e Pior Trilha Sonora. Foi ainda indicado nas seguintes categorias: Pior Filme, Pior Ator Coadjuvante (Burt Young), Pior Atriz Coadjuvante (Talia Shire) e Pior Roteiro.

Rocky 3 - O Desafio Supremo

 

Depois de um primeiro filme arrebatador e de um segundo bem abaixo do esperado, Stallone volta a boa forma e entrega um ótimo terceiro episódio da saga do boxeador Rocky Balboa... Rápido (bem mais curto que os dois primeiros), ágil (um filme gostoso de se ver que passa voando) e bastante divertido (Burt Young está impagável e hilariante como Paulie), “Rocky 3” começa também com cenas finais do filme anterior e depois nos mostrará que Balboa agora campeão mundial se tornou uma celebridade de fato (no segundo ele tinha ganhado digamos apenas seus “quinze minutos de fama” e havia ficado deslumbrado com aquilo), participando de vários comerciais e com uma postura totalmente diferente de antes (como se ele tivesse feito aula de etiqueta e coisas do gênero, como cabe a um campeão mundial dos pesos pesados)...

Somente nos primeiros minutos de filme já ficamos sabendo que Rocky defendeu seu título 10 vezes vencendo todos os adversários que o desafiou, mas em compensação também ficamos sabendo que existe um lutador feroz vencendo todos os seus adversários com rapidez e sem dó nem piedade... Ele será seu grande oponente neste “Rocky 3”... “Mr.T” como ele é conhecido nos EUA ficou famoso aqui no Brasil como “BEÁ”, que era um dos integrantes do seriado que passava nas tardes da Globo chamado “Esquadrão Classe A”, alguém se lembra deste seriado???

O mais interessante neste terceiro episódio é que ele nos mostra que com o título e toda a fama e publicidade que veio junto no pacote (inclusive a uma luta “promocional” entre Rocky e o lutador de luta livre Hulk Hoogan), Rocky havia se tornado relapso com a sua carreira (magistralmente num dos momentos cruciais do filme, que possui alguns, seu treinador disse que o pior que poderia acontecer com um boxeador havia acontecido com ele, ou seja, ele havia sido domesticado, sensacional definição), ele havia se tornado na verdade um Apollo da vida, tinha perdido o tal “olho do tigre” (que rendeu uma música chamada "Eye of the Tiger" cantada pelo grupo Survivor e que inclusive foi indicada ao Oscar, Globo de Ouro e Bafta, que fez muito sucesso na época e até hoje é uma das marcas registradas da franquia), a gana de vencer, o brilho no olhar, a paixão pelo esporte... Enquanto isso Clubber Lang (Mr. T) era como se fosse Rocky em inicio de carreira, com uma única e grande diferença, Rocky nunca foi violento ou raivoso como este personagem... Não sei vocês, mas comigo foi inevitável, associei Clubber Lang com Mike Tyson na hora (será que Tyson se espelhou em Clubber Lang??? Toda aquela fúria, toda aquela raiva de tudo e de todos, sei lá...)...

Neste episódio vemos a despedida do maravilhoso personagem Mickey (Burgess Meredith que merecia um Oscar por este personagem), e a entrada de Apollo Creed como treinador de Rocky... Balboa enfrenta neste episódio muitos dilemas dando uma maior complexidade ao personagem... Muito bom o filme, gostei mesmo... O crítico de cinema Rubens Ewald Filho em um dos seus Guias de DVD’s disse que “este episódio é melhor do que aparenta”, e é verdade... Comprove... * * *

Premiações
Recebeu uma indicação ao Oscar, na categoria de Melhor Canção Original ("Eye of the tiger").

Recebeu uma indicação ao Globo de Ouro, na categoria de Melhor Canção Original ("Eye of the tiger").

Recebeu uma indicação ao Framboesa de Ouro, na categoria de Pior Revelação (Mr. T).

Recebeu uma indicação ao Bafta, na categoria de Melhor Canção Original ("Eye of the tiger").

Rocky 2 - A Revanche

 

Depois do sucesso inesperado de “Rocky – Um Lutador”, era mais do que natural que Sylvester Stallone desse continuidade a história do boxeador da Filadélfia, Rocky Balboa (só por este nome Sly merecia um prêmio)... Todos haviam se emocionado não somente com a inesquecível luta entre Rocky e Apollo, mas também com a tocante história de amor entre os “fracassados” Rocky e Adrian, e gostariam de ver o que aconteceria com ambos depois daquela luta memorável...

Infelizmente desta vez Sly errou a mão e concebeu um roteiro fraco, que só ganha força e cresce em emoção nos seus últimos 30 minutos, ou seja, quando ele começa o treinamento para a grande revanche com Apollo Creed (Carl Weathers)... Não tem como não se envolver com aquela canção tema e torcer como um louco pra que Rocky vença a luta... Aliás, a seqüência que mostra o soco final de Balboa em Apollo e ambos caem no chão é sensacional, a adrenalina vai a mil...

O filme começa com as cenas finais do primeiro combate e depois mostra que Rocky casou com Adrian e tiveram um filho... Durante alguns meses ele desfrutou do seu repentino sucesso torrando todo o seu dinheiro em compras caras e desnecessárias e sendo convidado para gravar comerciais, mas tudo que é bom dura pouco como já diria o ditado... Com o tempo a limitação de Rocky vem a tona, como por exemplo não conseguir ler um simples cartaz durante uma gravação de comercial, ou então conseguir um emprego, afinal, ele não tem qualificação nenhuma, pois sempre viveu do boxe amador e de trabalhar como cobrador para o mafioso local Gazzo (Joe Spinell)... Ele até que tentou (chegou a trabalhar de ajudante no frigorífico onde trabalha seu cunhado Paulie – Burt Young), mas sem sucesso ficar longe dos ringues... A situação apertou e ele teve que aceitar o desafio de Apollo Creed para uma revanche...

Ótimos personagens como o engraçado Paulie e principalmente Mickey (Burgess Meredith) não se destacam tanto quanto no primeiro exemplar... E acredito que o problema do filme resida exatamente aí... Sly ficou tão empolgado com o sucesso do primeiro filme que resolveu investir apenas em Rocky e Adrian neste longa-metragem, deixando um pouco de lado os personagens coadjuvantes tão importantes quanto estes dois...

Ainda assim é possível se emocionar e se divertir com “Rocky 2 – A Revanche”... Ah, aqui Sly aparece com uma fita vermelha amarrada na testa, isso te lembra alguma coisa??? * *

Rocky Um Lutador

 

O que mais impressiona ao assistir Rocky Um Lutador é saber que ele foi uma criação de um ator tão achincalhado e menosprezado hoje em dia pela crítica, Sylvester Stallone... O filme recebeu nada menos que 10 indicações (vencendo três, incluindo melhor filme e direção)... Stallone mesmo não ganhou nenhum Oscar, pois perdeu nas duas categorias em disputava, melhor roteiro original e melhor ator, mas saiu da premiação mais do que realizado, afinal, ele era um jovem promissor ator/roteirista que tinha um longo caminho ainda a percorrer e tinha iniciado com o pé direito na indústria cinematográfica hollywoodiana... O mais interessante é que há um diálogo em determinado ponto do filme entre Rocky e Adrian, onde ele diz pra ela que quando jovem seus pais lhe aconselharam a desenvolver o corpo para ganhar a vida, pois ele não havia sido privilegiado com inteligência... Acho que ele deveria estar falando de si próprio quando escreveu estas linhas, afinal, foi exatamente desta maneira que ele alcançou fama e muito dinheiro em Hollywood...

Ao
lado de Arnold Schwarzenegger (que depois de Conan, O Bárbaro também virou astro dos filmes de ação graças ao seu porte avantajado – mais ainda que Stallone, pois Schwarzenegger era um halterofilista profissional e várias vezes campeão mundial deste esporte), Stallone dominou na década de 80 as bilheterias com os seus filmes de ação, principalmente com um outro personagem que também virou marca registrada de Sly (como é chamado carinhosamente no meio cinematográfico), Rambo (que no final do ano estará retornando aos cinemas)... Schwarzenegger ficaria eternamente marcado como o Exterminador do Futuro... Sly nunca mais voltaria a ser aplaudido pela crítica ou consagrado com indicações ao Oscar, mais se imortalizaria com estes dois personagens emblemáticos: um dos anos 70 (Rocky) e o outro dos 80 (Rambo)... Ou melhor, Rocky Balboa o sexto filme sobre este personagem lançado no ano passado recebeu boas críticas e Stallone voltou a ser elogiado pela imprensa especializada...

Assistindo ontem a noite a Rocky Um Lutador eu me emocionei... Porque por trás daquela história de superação, de ter que provar que é alguém, que não é um fracassado, existe uma tocante e belíssima história de amor de duas pessoas sozinhas, solitárias, vazias, que se complementam... Tanto é que pouco importa para Rocky se ele venceu ou não a luta (e aqui eu abro um parêntese para comentar o seguinte: na versão dublada a luta termina empatada quando na verdade Apolo Creed foi o vencedor por pontos), o que ele lhe importa é vê sua amada e dizer que lhe ama... Simplesmente lindo!!! E a tal cena que mostra um Rocky com o rosto completamente machucado gritando por Adrian virou antológica...

Agora digno de nota mesmo é o maravilhoso elenco... Stallone (que falem o que quiser dele hoje, mas neste filme ele entrega uma performance tocante e verdadeira), Talia Shire (numa atuação inesquecível), Burt Young (como Paulie, irmão de Adrian) e Burgees Meredith (como o treinador de Rocky) estão magníficos em seus respectivos papéis... A trilha musical de Bill Conti (que não foi indicada ao Oscar inacreditavelmente) também virou marca registrada do filme... A canção tema do longa-metragem faz parte da cultura pop mundial, a melodia fica na sua mente e leva dias para sair dela... Ah, já ia me esquecendo... E o que dizer então da também antológica cena da escadaria??? Sensacional!!! * * * *

 

Premiações
Ganhou 3 Oscars, nas seguintes categorias: Melhor Filme, Melhor Diretor e Melhor Edição. Recebeu ainda outras 7 indicações, nas seguintes categorias: Melhor Ator (Sylvester Stallone), Melhor Atriz (Talia Shire), Melhor Ator Coadjuvante (Burt Young e Burgess Meredith), Melhor Roteiro Original, Melhor Canção Original ("Gonna fly now") e Melhor Som.

 

Ganhou o Globo de Ouro de Melhor Filme - Drama, além de ter sido indicado nas seguintes categorias: Melhor Diretor, Melhor Ator - Drama (Sylvester Stallone), Melhor Atriz - Drama (Talia Shire), Melhor Roteiro e Melhor Trilha Sonora.

 

Recebeu 5 indicações ao Bafta, nas seguintes categorias: Melhor Filme, Melhor Diretor, Melhor Ator (Sylvester Stallone), Melhor Roteiro e Melhor Edição.

300

 

Foi por pouco... Quase não conseguir ver nos cinemas esta produção que mais do que qualquer outra precisa ser vista na tela grande por causa de seu visual impressionante... Precisei sair mais cedo do trabalho e ainda por cima correr que nem um louco do ponto de ônibus até o guichê do cinema, e nesse meio tempo torcendo pra que a fila estivesse pequena para que desse tempo de comprar o ingresso... Felizmente não havia fila alguma e eu pude comprar o ingresso sem maiores problemas, mas infelizmente quando adentrei a sala o filme já havia começado, estava nos primeiros minutos (a cena se tratava do embate entre o jovem Leônidas e uma espécie de lobo selvagem)... Não gosto e nem costumo assistir filmes que já tenham começado mais neste caso em particular eu não poderia fazer nada, ou assistia dali em diante, ou então teria que me contentar em ver o filme pela primeira vez pelo DVD (é óbvio que verei novamente em DVD quando ele for lançado nesta mídia)...

Me lembro da primeira vez que vi o trailer deste épico sangrento e viril, fiquei boquiaberto com seu visual e sua fúria... Imediatamente ele se tornou no filme mais aguardado por mim dentro do ano de 2007, até mais que Homem-Aranha 3 (sou fã da franquia) e Piratas do Caribe 3 (gostei do primeiro e achei um porre o segundo)... E não me decepcionei... Ele é sensacional e não apenas visualmente (seu maior trunfo e qualidade)... O elenco transmite uma força, uma vitalidade, uma energia essencial para que acreditemos que apenas 300 homens eram capazes de enfrentar (e vencer) um exército milhares de vezes superior (em número, não em tática ou força) ao dos espartanos... Quem mais chama a atenção é sem dúvida o rei Leônidas... Gerard Butler está maravilhoso... Sua transformação em Leônidas é digna de aplausos... Olha, meus parabéns quem teve a feliz idéia de contratá-lo, ele ficou perfeito no papel... Tudo funciona em sua performance, do seu corpo totalmente atlético até sua postura e voz (quando ele grita então é de arrepiar)... Um verdadeiro rei!!!

Os mesmos elogios se aplicam ao restante do elenco, dos soldados que lutam ao lado do rei até sua amada esposa a rainha Gorgo (Lena Heady) que fica em Esparta para tentar convencer o conselho a enviar o exército espartano para ajudar seu marido na batalha... Isso porque o conflito com os persas não tem aprovação do conselho espartano, que acha uma loucura enfrentar não apenas um exército muito maior do que o deles (a Pérsia era o país que detinha o poder na época) como também contrariar as previsões de derrota proferidas por uma oráculo pertencente ás criaturas deformadas denominadas Éforos... As batalhas são sangrentas e viscerais (embaladas com uma trilha musical pesada e barulhenta) e a maneira de mostrá-las com muita câmera lenta reforça ainda mais toda a brutalidade, não somente do conflito em si como também dos soldados espartanos, verdadeiros guerreiros bárbaros, insanos, loucos por guerra...

E pra terminar com chave de ouro, temos o talentoso ator brasileiro Rodrigo Santoro como o Rei Xerxes (um ser com cerca de 3 metros de altura com voz de trovão)... Infelizmente ele não aparece muito (e não possui nenhuma seqüência de ação, ele possui apenas alguns diálogos com o próprio Leônidas e com um espartano deformado que será crucial para o desfecho da batalha) porque todo o enfoque da trama é mesmo o Rei Leônidas e seus soldados no campo de guerra, mas é o suficiente para orgulhar o cinéfilo brasileiro...

Li alguns comentários de pessoas que não gostaram do filme dizendo que ele não é fiel a História... Mais gente isso não é um documentário sobre a batalha de Termópilas (como ficou conhecida) e nem o filme teve a intenção de ser didático ou fiel aos fatos históricos... Quem foi ao cinema em busca disso que me perdoe mais não deve ter lido nada a respeito da produção que foi fortemente alardeada por todos os meios de comunicação... E se leu e sabia que não iria encontrar neste filme os fatos como eles verdadeiramente aconteceram porque foi então ao cinema gastar seu suado dinheirinho e perder seu tempo??? Eu sinceramente não consigo entender essas coisas... O filme é antes de mais nada puro entretenimento, uma adaptação de uma graphic novel de Frank Miller (autor também dos quadrinhos Sin City magistralmente adaptados para o cinema por Robert Rodriguez, sem dúvida nenhuma o melhor filme de sua carreira repleta de bobagens) chamada 300, e como tal cumpre o que promete: visual magnífico e seqüências de tirar o fôlego... * * * * *

Premiações
- Recebeu 5 indicações ao MTV Movie Awards, nas categorias de Melhor Filme, Melhor Performance (Gerard Butler), Melhor Revelação (Lena Headey), Melhor Vilão (Rodrigo Santoro), Melhor Luta (Gerard Butler contra o gigante).

A Lenda do Zorro

 

Geralmente as seqüências são produzidas logo após o sucesso do primeiro filme, para ainda aproveitar o desejo das pessoas em ver novamente as aventuras do personagem em questão, mas não foi isso o que aconteceu com Zorro... Depois do bem sucedido A Máscara do Zorro, sete anos se passaram até que novamente Antonio Banderas, Catherine Zeta-Jones e o diretor Martin Campbell se reuniram para realizar a continuação A Lenda do Zorro... Muito mais ambicioso (em termos de orçamento e seqüências de ação) que o primeiro o filme, foi mal de bilheteria no mercado americano (apenas U$ 46 milhões de arrecadação), mas conseguiu se recuperar no mercado internacional (U$ 95 milhões), não o suficiente para gerar mais seqüências do herói mascarado espanhol...

O maior atrativo deste Zorro é a presença marcante e carismática do garotinho que faz o filho de Don Alejandro De La Vega (notem que o sobrenome Murrieta saiu de cena, para dar lugar ao de Don Diego, quando na realidade era sua esposa Elena que deveria adotar seu sobrenome e não o contrário, tudo isso para perpetuar o sobrenome do verdadeiro Zorro visto no primeiro longa-metragem), o ator mirim Adrian Alonso... De forte presença, ele rouba todas as cenas em que participa... Como no primeiro, esta continuação também tem sua parcela de humor, centrada no relacionamento de Alejandro e Elena (as crises de ciúmes de Alejandro é o destaque), e de Alejandro com seu cavalo Tornado... * * *

Diversão despretenciosa e nada mais...

A Máscara do Zorro

 

Novamente alterei a minha relação de filmes que verei durante a semana... No esquema anterior cada dia estava sendo dedicado a um gênero diferente, mas resolvi mudar... Agora, cada semana terá seu gênero específico, mas antes disso, pretendo assistir primeiro filmes que renderam seqüências (não importa quantas)... Comecei ontem a noite (24/05) com a aventura A Máscara do Zorro (que rendeu a seqüência A Lenda do Zorro) protagonizada pela dupla Antonio Banderas e Anthony Hopkins... O interessante em relação a este personagem é que ele foi criado por um escritor americano de segunda linha chamado Johnston McCulley em 1919... De nacionalidade espanhola este herói denominado Zorro (que significa raposa em espanhol) ganhou notoriedade um ano depois quando o astro do cinema mudo Douglas Fairbanks, Sr. resolveu adapta-lo para o cinema... Notório por seus filmes de aventuras (entre eles As Aventuras de Robin Hood) Fairbanks encontrou neste acrobático e charmoso personagem um veículo perfeito para que sua estrela brilhasse ainda mais forte...

Zorro sempre esteve vinculado aos antigos seriados de televisão, e A Máscara do Zorro serviu antes de mais nada para apresentar à nova geração, o antigo herói dos seus pais... Um fato interessante, é que a maioria dos jovens de hoje nem sabiam o verdadeiro nome do personagem antes deste filme, mais se qualquer um deles perguntasse para seu pai ou sua mãe provavelmente obteriam a seguinte resposta, Don Diego De LaVega... Digo que não sabiam porque o filme foi um enorme sucesso de bilheteria arrecadando mais de U$ 200 milhões em todo o mundo (custou U$ 65 milhões)... Quando o filme começa o “verdadeiro” Zorro, Don Diego (Hopkins numa interpretação que me surpreendeu, pois nunca pensaria nele para viver este personagem, mais me enganei redondamente, seus olhos azuis e sua belíssima postura conferiram um charme sobre medida para o herói), está em idade avançada enfrentando seu opositor Don Rafael Montero que irá lhe colocar na cadeia por uns bons anos, além de lhe tirar sua pequena filha Elena (que ao crescer irá se tornar na bela Catherine Zeta-Jones, uma ilustre desconhecida na época indicada por Steven
Spielberg, produtor executivo do projeto)... 20 anos depois ele consegue fugir da cadeia e ver no ladrão Alejandro Murrieta (Antonio Banderas, perfeito na papel... Ah, nunca um ator espanhol havia interpretado o herói mascarado, detalhe este que me levou a seguinte questão: será que Zorro não é visto com bons olhos pelos espanhóis???) a oportunidade de se vingar (aliás, Alejandro também que se vingar de um militar que matou o seu irmão Joaquin) e de torna-lo o sucessor do Zorro...

Grande parte do humor empregado no filme vem através desta relação (no início conflituosa) entre mestre e pupilo... Com humor e lutas bem coreografadas (Zorro é um excelente espadachim e acrobata) a aventura se torna mais divertida... O detalhe curioso é que a aventura foi indicada para dois Globos de Ouro, a saber: melhor filme em comédia/musical e melhor ator em comédia/musical (Antonio Banderas)... Agora a pergunta: e quem disse que A Máscara do Zorro é uma comédia??? É cada uma que estes membros de premiações inventam... * * *

Premiações
Recebeu 2 indicações ao Oscar: Melhor Som e Melhores Efeitos Sonoros.

Recebeu 2 indicações ao Globo de Ouro: Melhor Filme em Comédia/Musical e Melhor Ator em Comédia/Musical (Antonio Banderas).

Tiros em Columbine

 

Para quem não sabe o cineasta americano Michael Moore responsável por este documentário, Tiros em Columbine, é um notório ativista contra o presidente americano George W. Bush... Tudo que estiver em seu alcance para desmoralizar (e mostrar o quão nocivo ele é para a nação americana e consequentemente para o mundo) o presidente americano ele o usará... Já o atacou em seu programa de TV, em um livro totalmente dedicado a ele com o sugestivo titulo Stupid White Man, e num documentário que tinha a finalidade de mostrar principalmente ao público americano o quanto de envolvimento e culpa tinha o governo americano atual em relação ao terrível ataque terrorista (comandado por Osama Bin Laden) ao Word Trade Center, que “ajudou” assim o Sr. W. Bush a colocar em prática a sua política do medo, assegurando a cada americano que o país precisava ser proteger das ameaças externas com fortes políticas armamentistas... Invadir o Iraque então era só questão de tempo... A intenção era fazer com que W. Bush não se reelegesse, o que infelizmente não aconteceu...

Tiros em Columbine aparentemente não tem nenhuma correlação com o fato de Moore não gostar de W. Bush, mas este documentário busca entender e analisar o fascínio que a maioria dos americanos sentem por armas de fogo (ao ponto de existir uma tal de Associação Americana do Rifle – cujo principal membro e estandarte da organização é ninguém mais do que Charlton Heston, o grande astro de outrora que entrou para a história do cinema ao interpretar personagens como Ben-Hur em filme homônimo, e Moisés no bíblico Os DEZ Mandamentos – e um banco que oferecia de brinde a pessoa que abrisse uma conta na instituição uma arma de fogo, acreditem se quiser!!!), um gosto com certeza compartilhado pelo presidente norte-americano que baseia toda a sua política em cima do medo e paranóia da população americana, que se sentem seguros ao terem uma arma carregada na parede da casa ou então debaixo do travesseiro...

O titulo do longa-metragem remete ao terrível ataque realizado por dois jovens estudantes num colegial chamado Columbine, na pequenina cidade de Littleton (Colorado), onde 14 estudantes e um professor foram mortos (eles cometeram suicídio logo a seguir se eu não estiver enganado), mas M.M. vai além mostrando outros casos semelhantes como de um menino de 6 anos que matou uma coleguinha da mesma idade com uma arma de fogo, e até visitando o Canadá para mostrar que apesar do país vizinho ter tantas armas quanto o americano em poder dos habitantes, a taxa de criminalidade é bem mais baixa, além deles terem o hábito de deixar a porta aberta(!!!), o que é intrigante tanto para o cineasta como para nós espectadores... Se uma população fortemente armada não a faz violenta (como a canadense) como poderia se supor qual seria a razão então??? Uma questão cultural, um passado sangrento (como tenta explicar Heston a Moore numa entrevista exclusiva na residência do mito hollywoodiano)??? Naturalmente não, já que como o próprio Moore deixa bem claro (pesquisas e a História lhe asseguram o que ele está dizendo) ao retrucar a explicação de Heston, os EUA não foi o único país que teve sua origem através de muito sangue e mortos, outros também tiveram...

Enfim, Tiros em Columbine não consegue responder a esta questão tão complexa, e acredito que nem tinha esta intenção, pois vários são os fatores que contribuem para o aumento da violência (pobreza, desigualdade social, incomunicabilidade entre as pessoas, impunidade, entre outras coisas), mais deixa claro que ter uma arma em casa não ajuda em nada, além de potencializar as chances de uma tragédia... A questão era tão urgente (e ainda é) que o longa foi o primeiro documentário a ser selecionado para a mostra competitiva do Festival de Cannes em 46 anos. * *

Premiações
Ganhou o Oscar de Melhor Documentário.

Ganhou o Cesar de Melhor Filme Estrangeiro.

Ganhou o Prêmio do 55º Aniversário, no Festival de Cannes.

Recebeu uma indicação ao Independent Spirit Awards, na categoria de Melhor Documentário.

Recebeu uma indicação ao Grande Prêmio Cinema Brasil de Melhor Filme Estrangeiro.

Ganhou o Prêmio do Público de Melhor Documentário, na Mostra Internacional de Cinema de São Paulo.

Hellboy

 

Diferentemente dos badalados Homem-Aranha, X-Men, Superman, Hulk, Batman e Quarteto Fantástico que pertencem a grandes editoras como Marvel e DC Comics, Hellboy (sobre um ser todo vermelho com chifres vindo diretamente do inferno) pertence a uma única pessoa, seu criador Mike Mignola... Que aliás, acompanhou a produção deste longa-metragem de perto e aprovou seu resultado final... Eu não... Minha reprovação não tem nada a ver quanto a fidelidade da adaptação (até porque nunca li este gibi) e sim quanto ao filme que resultou muito fraco...

Existem duas vertentes quando o assunto é adaptação de quadrinhos... A primeira, é aquela que leva muito a sério o desenvolvimento da história e dos personagens, seus realizadores não estão apenas interessados em arrecadar rios de dinheiro em cima das estrelas dos gibis, mais sim em contar uma boa história com conteúdo e densidade, casos de Homem-Aranha e Batman Begins (que ainda não vi)... A segunda, se trata daquelas adaptações que tem como principal objetivo apenas entreter os jovens que vão ao cinema em busca de muitos efeitos visuais e barulho, caso de Quarteto Fantástico (que é um passatempo divertido devido ao humor do Homem-Tocha) e com isso alcançar altas bilheterias... O conteúdo da trama e seu desenvolvimento é o que menos importa...

Hellboy se enquadra neste segundo segmento com uma grande diferença: tenta ser divertido ás custas das piadinhas proferidas pelo bem humorado e pasmem apaixonado Hellboy (o estranho e muito feio Ron Perlman), mas a mediocridade da trama é tão forte que termina por prejudicar e muito o resultado final... Tudo é jogado na tela como se na verdade este filme fosse uma seqüência e não um primeiro filme, isto é, nada nos é explicado... Da onde surgiu o grande amor da vida do agente “vermelho”, Liz Sherman (Selma Blair) que assim como ele parece não ser deste planeta (ela parece ter saído do universo dos X-Men)? Pra que serve o terceiro e desnecessário “mutante” da trama o anfíbio Abe Sapien (que tem poderes de prever futuro e enxergar o passado - voz de David Hyde Pierce) senão aumentar o orçamento da produção? E o que dizer da idéia (que não sei se provém dos quadrinhos) dos nazistas usarem magia negra para libertar forças ocultas das trevas para derrotar os exércitos aliados na segunda guerra mundial??? Ah faça-me o favor...E pra completar o vilão do filme é uma nada impactante e desengonçada criatura das trevas que mais parece ter saído dos filmes MIB – Homens de Preto...

O pior é que tem gente que gostou desta porcaria (que terá uma continuação com a mesma equipe em 2008) dirigida pelo mexicano Guillermo Del Toro que é afeito a estes universos povoados por monstros e derivados (é dele o filme Mutação sobre um inseto gigante, e do fraco e pretensioso Blade 2 com Wesley Snipes) e que depois de tantas porcarias alcançou o sublime ao realizar o maravilhoso O Labirinto do Fauno... * *

Sobre Meninos e Lobos

 

Com Clint Eastwood é assim, quando mais seco melhor... Sem firulas narrativas ou enquadramentos estilizados... A força e beleza dos seus filmes são sempre os atores e a história que quer contar... Nada é mais importante que isto... Vide seus projetos posteriores que como este concorreram ao Oscar de melhor filme e direção, a saber: o maravilhoso Menina de Ouro (que venceu nas duas categorias) e o deprimente (não no termo pejorativo da palavra, deprimente aqui quer dizer que a história é muito triste, e não que o filme seja ruim) e cansativo Cartas de Iwo Jima (que perdeu ambas para Os Infiltrados de Martin Scorsese)... E devo confessar que eu sou seu fã... Adoro seu estilo de filmar...

Ele tem um talento nato para criar seqüências trágicas ou intensas sem cair no maniqueísmo, ou então no melodrama barato e realizado apenas para arrancar lágrimas... Os dois filmes citados possuem cenas sim (algumas magníficas) que arrancam lágrimas do espectador, mais não porque elas possuem artifícios (como trilha musical chorosa) melodramáticos ou coisa que o valha, e sim por causa da coesa e segura direção de atores e também pela própria força dramática da seqüência que não precisa de nenhum outro artifício a não ser a entrega completa dos atores aos personagens sofridos e trágicos que compõem o universo de Eastwood...

Com Sobre Meninos e Lobos não é diferente... Eastwood filma com maestria o ótimo roteiro de Brian Helgeland adaptado do livro de Dennis Lehane... O filme fala de traumas, dor, revolta, vingança de forma segura e verdadeira graças ao maravilhoso elenco... Sean Penn (um dos melhores atores da atualidade venceu seu primeiro Oscar com esta atuação, tem um momento inspirando e maravilhoso na seqüência da varanda onde conversa com Robbins) sabe como ninguém expressar raiva, dor, vulnerabilidade, frieza, sentimentos essenciais para o personagem Jimmy Marcus que vê seu mundo desabar com o assassinato de sua filha mais velha (do primeiro casamento) Katie (a bela atriz Emmy Rossum de O Fantasma da Ópera)... Seu passado de marginalidade ressurge das cinzas com seu sentimento de revolta e vingança a flor da pele...

Tim Robbins (que havia dirigido Penn no maravilhoso Os Últimos Passos de um Homem – um dos filmes que eu mais chorei até hoje) faz o atormentado Dave Boyle (casado e pai de um menino) que trás consigo terríveis lembranças do passado, das quais nunca se recuperou... Aliás, o título nacional do filme (que no original se chama Mistic River, ou seja, é o nome do rio que corta a cidade) é proveniente de uma de suas frases, quando ele se remete ao trauma de infância (sofreu abusos sexuais) ele classifica aquele período como sendo de “um menino fugindo de lobos”...

Kevin Bacon (o mais fraco do trio) faz Sean Devine (um homem amargurado porque foi abandonado pela esposa grávida sem ao menos saber o porque), o detetive encarregado (ao lado de Lawrence Fishburne) de investigar o assassinato da garota... O que este trio tem em comum? O fato de serem amigos de infância e de estarem juntos no fatídico dia em que o pequeno Dave Boyle foi o “escolhido” para entrar naquele maldito carro (onde estavam os pedófilos)... Mas o elenco não termina com estes talentosos nomes não... Ainda temos formando o elenco feminino Marcia Gay Harden como esposa de Dave Boyle, e Laura Linney como esposa de Jimmy Marcus...

Merecedor de todos os prêmios e indicações que recebeu Sobre Meninos e Lobos é um ótimo filme, com atuações maravilhosas e roteiro impactante... Assista!!! * * * *

Premiações
Ganhou 2 Oscars, nas seguintes categorias: Melhor Ator (Sean Penn) e Melhor Ator Coadjuvante (Tim Robbins). Foi ainda indicado em outras 4 categorias: Melhor Filme, Melhor Diretor, Melhor Atriz Coadjuvante (Marcia Gay Harden) e Melhor Roteiro Adaptado.

Ganhou 2 Globos de Ouro, nas categorias de Melhor Ator - Drama (Sean Penn) e Melhor Ator Coadjuvante (Tim Robbins), além de ter sido indicado nas categorias de Melhor Filme - Drama, Melhor Diretor e Melhor Roteiro.

Recebeu 4 indicações ao BAFTA, nas seguintes categorias: Melhor Ator (Sean Penn), Melhor Ator Coadjuvante (Tim Robbins), Melhor Atriz Coadjuvante (Laura Linney) e Melhor Roteiro Adaptado.

Recebeu uma indicação ao Cesar, na categoria de Melhor Filme Estrangeiro.

Recebeu uma indicação ao Grande Prêmio Cinema Brasil de Melhor Filme Estrangeiro.

Superman - O Retorno

 

Atendendo pedido da minha namorada Liliane resolvi agendar para sexta-feira a entrega de "Superman – O Retorno", para que pudéssemos vê-lo no final de semana... Ela gostou, eu também mais com algumas ressalvas... Depois de quase 10 anos de tentativas frustradas (4 diretores tentaram colocar em prática o projeto, e vários foram os atores testados e cogitados para viver Clark Kent entre eles Nicolas Cage) para reavivar a cine-série (que parou no episódio IV) eis que finalmente ela foi concretizada no ano de 2006... O curioso é que o diretor que assina esta produção, Bryan Singer, foi um dos 4 cineastas que havia assumido o posto de diretor e depois abandonado o barco... Ou seja, ele foi contratado depois despedido (ou saiu por conta própria, não sei) e depois recontratado... Singer foi o responsável pelos dois primeiros longas-metragens de um outro grupo de super-heróis, os X-Men (o engraçado é que esta franquia remete a personagens do grupo Marvel, enquanto Superman é da concorrente DC Comics, assim como o Batman), e por isso foi considerado mais do que habilitado para levar adiante o projeto... Apesar que considero o terceiro (que foi dirigido por Brett Ratner de "A Hora do Rush" com Jackie Chan e Chris Tucker) o melhor da trilogia...

Não era apenas a escolha do diretor que tirava o sono dos executivos da Warner, o elenco (principalmente a trinca principal) também era motivo de muita preocupação... e não podia ser diferente, afinal estavam falando de Clark Kent, Lois Lane e Lex Luthor imortalizados no cinema respectivamente por Christopher Reeve, Margot Kidder e Gene Hackman... Reeve é um capítulo a parte na história de Superman no cinema... Ele encarnou com tanta precisão o abobado e atrapalhado Clark Kent que sempre será lembrado como o Super-Homem definitivo... Ele se tornou referência quando o assunto é Superman/Clark Kent... Tanto é que o ator escolhido para viver o personagem neste retorno do Homem de Aço as telas do cinema foi o novato Brandon Routh, cuja semelhança com Reeves é muito forte... Até seu estilo de interpretar o personagem buscou lembrar a eternizada pelo já falecido Reeves... Particularmente não me desagradou...

No elenco principal ainda temos a jovem atriz Kate Bosworth (que não conseguiu compor uma Lois Lane marcante e carismática como era a da Margot Kidder, mais também não tentou imitar como foi o caso de Brandon Routh) e o mais famoso dos atores envolvidos no projeto Kevin Spacey como Lex Luthor numa atuação sem grandes momentos... Por culpa de um roteiro irregular (escrito pelos roteiristas dos dois primeiros X-Men, Michael Dougherty e Dan Harris) que é capaz de desenvolver ótimas seqüências de ação (o avião em queda e a melhor de todas o barco de Luthor quebrando ao meio com Lois, esposo e filho a bordo) mais que peca ao não conseguirem criar um plano realmente interessante e até inteligente para Lex Luthor (afinal quem iria comprar terras vendidas por um homem que acabará de matar milhões de pessoas? Não seria mais fácil matá-lo ou prende-lo? Afinal, ele não tem super-poderes e seria um alvo até fácil para ser atingido?) e ao não desenvolverem satisfatoriamente o conflito entre Lois e Clark...

 

Apesar de sua enorme e desnecessária duração (quase duas horas e meia) são pouquíssimos os momentos que vemos Brandon Routh como Clark Kent, ou melhor, ele até aparece mais quase sempre calado... Com isso o roteiro perdeu a oportunidade de explorar a veia cômica deste personagem tão bem aproveitada quando Reeves estava à frente do papel... Dois pontos me chamaram muito a atenção em "Superman – O Retorno": o primeiro foi a tensão e mistério em torno do personagem do garotinho... Depois da seqüência do piano a todo momento eu pensava que ele iria entrar em ação... e fui enganado porque não aconteceu... gostei bastante deste recurso usado pelo roteiro... O outro foi a seqüência onde o Superman perdeu os seus poderes... Foi uma sensação horrível vê-lo a mercê de seus inimigos apanhando... No final entre os altos e baixos do roteiro ainda assim é possível encará-lo como um bom passatempo... Custa a engrenar mais depois que o plano de Luthor finalmente entra em ação o filme se torna em pura adrenalina... * * *

Premiações
Recebeu uma indicação ao Oscar de Melhores Efeitos Especiais.

Recebeu uma indicação ao BAFTA de Melhores Efeitos Especiais.

Recebeu uma indicação ao Framboesa de Ouro de Pior Atriz Coadjuvante
(Kate Bosworth).

Psicose

 

Você talvez nunca tenha assistido "Psicose", mas com certeza já ouviu falar e já leu muito a seu respeito... Sempre que se fala em Alfred Hitchcock é quase que obrigatório citar "Psicose"... O longa-metragem entrou para a história do cinema (na minha opinião) apenas por causa de uma única seqüência: a tão comentada cena do banheiro (inúmeras vezes imitadas por vários filmes), onde a personagem Marion Crane (Janet Leigh mãe da também atriz Jamie Lee Curtis; seu pai é o ator Tony Curtis) é brutalmente assassinada enquanto tomava banho... Esta seqüência é até hoje estudada e esmiuçada por especialistas e professores de cinema que enxergam nela toda a genialidade de Hitchcock... Confesso que foram poucos os filmes (para não falar que este foi apenas o segundo, o primeiro foi há muito tempo atrás na TV Cultura, "Intriga Internacional") que já vi do mestre do suspense e portanto não tenho uma opinião formada sobre sua obra e gênio...

Aproveitando que citei a palavra suspense, é curioso notar que o filme só possui uma única cena realmente tensa: a conversa entre Marion e Norman Bates (este personagem também imortalizou seu intérprete, Anthony Perkins, que ficou estigmatizado para sempre como o psicopata Norman Bates) enquanto ela come um lanche preparado por ele... A tensão vai crescendo à medida que a conversa sobre a mãe de Bates avança e ele fica visivelmente alterado ao não concorda com a sugestão dada por Marion que ele deveria internar a mãe "doente" "em algum lugar"... Ótima cena!!! Assim como também ótima é a trilha musical de Bernard Herrmann... O tema principal composto por violinos é de arrepiar e assim como a cena do chuveiro ela também entrou para a história do cinema... Ah, me lembrei de outra cena bem bacana e com um certo suspense: a da troca do veículo de Marion observada por um policial desconfiado (mas a cena não terá desdobramentos e esta ali apenas para criar suspense)...    

A trama para quem ainda não conhece é a seguinte: mulher (Marion) que roubou U$ 40 mil dólares com o intuito de se casar com o homem que ama, ao errar o caminho (por causa de uma forte chuva) vai parar num motel beira de estrada de propriedade de um jovem homem chamado Norman Bates, um homem aparentemente pacato e tranqüilo mais que na verdade é um doente mental, com habilidades de embalsamador de pássaros...     

Dificilmente para as platéias que hoje freqüentam os cinemas um filme como "Psicose" funcionaria... Muito falado e poucas mortes (apenas duas)... O remake realizado por Gus Van Sant em 1998 (com Anne Heche como Marion Crane e Vince Vaughn como Norman Bates) não me deixa mentir... * * *

Premiações
Recebeu 4 indicações ao Oscar: Melhor Diretor, Melhor Atriz Coadjuvante (Janet Leigh), Melhor Fotografia e Melhor Direção de Arte - Preto e Branco.

Ganhou o Globo de Ouro de Melhor Atriz Coadjuvante (Janet Leigh).

Rei Arthur

 

Confesso que não sei muita coisa a respeito da lenda do Rei Arthur, a não ser que ele foi o único capaz de tirar a espada Excalibur da rocha e que liderava os cavaleiros da Távola Redonda e reinava sobre os bretões (ou seja, os britânicos de hoje)... Portanto não me ative (e nem me incomodou) com o grau de autenticidade dos relatos contados pelo filme... Pouco importa se a trama é fiel ou não aos fatos (é evidente que a intenção dos envolvidos com o projeto não era essa) desde que o projeto resulte num bom filme... E sempre tem aquela velha argumentação: se você está interessado em autenticidade alugue um documentário ou então leia um livro que fale a respeito...

É óbvio que também achei muito forçado a questão de retratarem Arthur (um mito, uma lenda britânica) como um cidadão romano (segundo o filme ele era filho de um soldado romano com mãe britânica), mas não posso somente por isso não enxergar as qualidades que o filme possa a vir ter... E qualidade técnica é o que não falta em "Rei Arthur" (sempre presente nos filmes – bons ou não – produzidos por Jerry Bruckheimer)... Adorei sua fotografia, seus enquadramentos, a construção das cenas de batalhas, sua trilha musical (do talentoso Hans Zimmer)... O roteiro é irregular com certeza, mais o filme tem alma e espírito épico...

Falando em roteiro irregular (escrito por David Franzoni, o mesmo de "Gladiador" de Ridley Scott)... Seu maior problema (na minha opinião) não se trata da absurda concepção de David Franzoni para as origens de Arthur e seus cavaleiros (guerreiros sármatas) e sim no mal desenvolvimento dos relacionamentos primordiais da trama, a saber: o triangulo (amoroso?) formado por Arthur (Clive Owen), Lancelot (Ioan Gruffudd) e Guinevere (Keira Knightley)... Arthur e Lancelot por exemplo, são retratados como "melhores amigos", mas em nenhum momento da projeção vemos algo parecido na tela... Não há cenas que testifique este amor e respeito que um sente pelo outro (e nem o porque disso)... Assim como a jovem Guinevere demora demais para aparecer na trama, e quando aparece não tem muito a dizer ou fazer, na realidade só piora as coisas, principalmente quando do seu envolvimento amoroso com Arthur que soa totalmente falso e sem propósito...

Em compensação me diverti com o cavaleiro Bors (Ray Winstone – o engraçadinho da turma, é um clichê pessoal eu sei, mais pelo menos diverte) e gostei do cavaleiro cheio de posse e estilo Tristan (Mads Mikkelsen)... Os outros 3 (Galahad, Gawain, Dagonet) não me impressionaram... Gostei também do "vilão" Cerdic (Stellan Skarsgard num ótimo desempenho), principalmente do seu visual barbudo (um dia eu ainda fico daquele jeito...rs)... Das seqüências de batalhas a mais marcante é sem dúvida a que se passa no rio congelado... Emocionante!!!

É o típico do filme que apesar de um roteiro falho e absurdo (em termos históricos), se torna ainda assim um bom programa devido a grandiosidade de suas cenas e batalhas... * * *

Nascido Para Matar

 

Este filme de guerra dividido em duas partes distintas (a primeira metade mostra o terrível treinamento pelos quais os candidatos a fuzileiros navais passam, e a segunda já os mostra em plena guerra do Vietnã) foi o penúltimo longa-metragem do grande Stanley Kubrick (seu último filme foi De Olhos Bem Fechados com Tom Cruise e Nicole Kidman) e é protagonizado por uma jovem dupla de atores que não emplacaram, não viraram astros... Matthew Modine (A Ilha da Garganta Cortada) e Vicent D'onofrio (cujo corpo serviu de hospedeiro para o "alien inseto" do primeiro MIB – Homens de Preto)... Assistir recentemente um filme do qual D'onofrio participou, a comédia Separados Pelo Casamento (ele era o irmão mais velho de Vince Vaughn)...  

Dentre tantos recrutas que ingressaram na Escola de Fuzileiros Navais interessa a Stanley Kubrick acompanhar dois em particular: Joker (Modine) e Pyle (D'onofrio)... O primeiro depois de se formar não vai para guerra do Vietnã lutar na linha de frente (como fazem os homens da infantaria) mas sim como jornalista de um jornal do exército... Já o segundo um recruta gordo e humilhado constantemente não irá para a guerra... Ele pode até não participar da segunda metade do filme, mais sua participação é muito mais marcante do que a de Modine, vocês vão ver...

Sua primeira metade é indiscutivelmente melhor do que a segunda por causa de um personagem que rouba a atenção toda vez que entra em cena, Sargento Hartman... Surpreendentemente quem vive este papel é R. Lee Ermey, que na verdade não era ator... Sua inclusão no elenco é curiosa... Ele havia sido contratado (e depois demitido antes mesmo de começar as filmagens) para ser o consultor do filme no que diz respeito aos treinamentos pelos quais os jovens recrutas teriam que passar para ser tornarem nos idolatrados fuzileiros navais, conhecidos também como Marines, mais depois de sua demissão ele enviou para a produção um videotape de 15 minutos mostrando como um sargento deveria agir e tratar seus subordinados em treinamento... Kubrick ficou tão impressionado que mudou de idéia e resolveu recontrata-lo para interpretar o próprio sargento... Realmente, quem já assistiu o filme sabe o quanto é impressionante sua atuação... A ótima seqüência inicial então é ao mesmo tempo hilariante (porque com um homem falando daquele jeito não tem como não rir) e angustiante (suas represálias com aqueles que ousam achar graça do seu comportamento são pesadas e sádicas) com Ermey disparando palavras preconceituosas em cima dos recrutas como se estas fossem uma metralhadora giratória... O filme é irregular mais R. Lee Ermey é ótimo... * *

Premiações
Recebeu uma indicação ao Oscar, na categoria de Melhor Roteiro Adaptado.

Recebeu uma indicação ao Globo de Ouro, na categoria de Melhor Ator Coadjuvante (R. Lee Ermey).

Poltergeist - O Fenômeno

 

Foi com certa surpresa que quando estava colhendo informações sobre o filme Poltergeist, verifiquei que por trás deste filme que aterrorizou milhões de pessoas mundo afora no ano de 1982 estava ninguém menos que Steven Spielberg (ele e um dos co-roteirista que se basearam em estória criada por ele mesmo, além de co-produtor)... Não sabia deste fato que comprova que Spielberg em início de carreira era realmente imbatível... Seja no suspense (Tubarão), na fantasia ( E.T.), na ficção-científica (Contatos Imediatos do Terceiro Grau), na aventura (Indiana Jones) ou no terror como é o caso deste Poltergeist...

E interessante notar que hoje em dia ele não causa mais arrepios como em sua época (devido à evolução tecnológica que tornou seus efeitos visuais vencedor do Oscar ultrapassados) mais ainda assim é possível entender como este filme se tornou um sucesso mundial... Sua temática sobrenatural (fantasmas na casa, mortos que saem das suas covas num momento "o ataque dos mortos vivos") aliada a uma sensacional trilha musical (Jerry Goldsmith vencedor do Oscar) e um ótimo elenco (a menininha que interpreta a coisinha fofa chamada Carol Anne é sem dúvida um charme a parte, como diria Hebe Camargo ela é uma "gracinha"... Também destaco o garotinho Oliver Robins que faz o irmão de Carol Anne, ele consegue com perfeição transmitir pavor e medo) ainda rendem bons momentos de terror e desespero... Nunca me esqueci por exemplo, da seqüência onde a árvore ganha vida ou então do ataque do palhaço... Assustadoras na minha época de criança... Hoje sinceramente não sei dizer se alguma criança se assustaria com a seqüência... Igualmente sinistra é a personagem da segunda mulher que vai exorcizar a casa... Aquela voz fininha aliada com seu minúsculo tamanho é de arrepiar...

A nota triste é que infelizmente a atriz mirim Heather O'Rourke (Carol Anne) morreu em fevereiro de 1988, após uma operação intestinal... Mas antes dela um outro membro do elenco havia morrido de forma mais trágica... A jovem atriz Dominique Duane (a irmã mais velha da loirinha abduzida pela TV) logo após a estréia foi assassinada por um ex-namorado... E por causa destas mortes o filme ficou estigmatizado como maldito... Portanto amigos e por sua conta e risco... * * *

Premiações
Recebeu 3 indicações ao Oscar: Melhores Efeitos Sonoros, Melhores Efeitos Especiais e Melhor Trilha Sonora.

A Casa do Lago

 

Aproveitando este feriadão prolongado de 1º de maio (dia do trabalho e não do trabalhador como muitos dizem) eu e minha namorada Liliane resolvemos alugar alguns filmes para passar o tempo... Ela alugou dois (Separados pelo Casamento e Casa do Lago) e eu quatro (As Torres Gêmeas, A Dama na Água, O Plano Perfeito e O Virgem de 40 Anos – o único que terminei não assistindo)... O interessante é que eu gostei dos filmes que ela alugou e me decepcionei com os meus, principalmente com A Dama na Água... Mais comentarei cada um em separado, portanto, vamos ao filme em questão, no caso A Casa do Lago protagonizado por uma das duplas mais bonitas do cinema americano, Keanu Reeves e Sandra Bullock que já haviam trabalhado juntos no ótimo Velocidade Máxima onde já tinham esbanjado química...  

O roteiro é um pouco confuso com certeza ao relatar uma história de amor no mínimo inusitada, mas agradará aos românticos de plantão... Médica solitária (Sandra Bullock) e arquiteto frustrado (Keanu Reeves) trocam cartas durante dois anos sem nunca terem se visto (mas algo lhes tornavam próximos um do outro a tal casa do lago, já que ela foi a última moradora do local e ele o primeiro)... Se você está pensando que o inusitado da trama se resume a isso esta enganado? O inusitado mesmo é que ele vive no ano de 2004 e ela no de 2006... E é ela quem escreve primeiro e não o contrário, o que confunde mais ainda a cabeça do espectador mais desatento ou que simplesmente não gosta de tramas complicadas (como a minha futura sogra que não agüentou a confusão proposta pelo roteiro e desistiu do filme)...

Não me pergunte o porque pois não saberei responder... O interessante é nem o próprio filme responde a questão... Sabiamente o roteirista David Auburn (que se baseou em roteiro de Ji-na Yeo e Eun-Jeong Kim já que o longa se trata de um remake do filme sul-coreano Il Mare do cineasta Hyun-Seung Lee) não tentou dar qualquer tipo de explicação porque isso enfraqueceria sua história... Qualquer que fosse a explicação ela provavelmente não nos convenceria... A magia do filme está exatamente aí, em nos mostrar um mundo que hoje não existe mais... Tenho apenas 29 anos mais fico imaginando como deveria ser gostoso e romântico ficar esperando uma carta da pessoa amada... Hoje vivemos em plena era dos e-mail's, sms e celulares, tornando obsoleto e pra lá de antiquado a troca de cartas entre duas pessoas que vivem em pleno século 21, ou seja, se você não aceitar a premissa do filme que além de antiquada é confusa passe bem longe do filme...  E infelizmente você não irá desfrutar da bela dupla formada por Keanu Reeves e Sandra Bullock e nem dos bons momentos românticos...

O legal é que no final do filme eu e minha namorada ficamos discutindo tudo o que tínhamos acabado de ver, pois entendemos de forma diferente o porque ele não havia ido ao encontro (quem assistiu sabe do que estou falando)... Depois de muita discussão (no bom sentido) chegamos em um determinador comum... É o tipo do filme com um público bem específico, ou seja, mulheres românticas... A maioria dos homens que assistirem com certeza estarão acompanhados... Ah, ia me esquecendo... Este é o primeiro filme falado em inglês do argentino Alejandro Agresti (não conheço nenhum filme deste cineasta)... * * *

A Dama na Água

 

Havia bastante expectativa da minha parte (apesar de ser contra criar expectativa em torno de qualquer filme) em relação a este filme por um único motivo: M. Night Shyamalan... Sou um grande admirador deste talentoso diretor e roteirista (e às vezes também ator – apesar de ser muito fraco neste aspecto – atuando apenas em seus filmes... mas vale ressaltar que neste aqui ele tem sua maior participação, agora ele de fato é um personagem, e não um mero figurante ou numa pequena participação como havia sido nos seus outros longas-metragens) responsável pelos ótimos O Sexto Sentido e Corpo Fechado, o bom Sinais e o irregular A Vila... Foi com uma certa tristeza que constatei que de fato ele está piorando a cada filme, e o pior é que se antes eram apenas os seus roteiros que eram achincalhados pela maioria da crítica agora também sobrou para a sua direção... Em Sinais e A Vila, por exemplo, por mais que os roteiros deixassem a desejar seus detratores não podiam negar seu talento para a composição de quadros ou para a marcação dos atores em cena, sua excelência como cineasta não podia ser negada, mas infelizmente até como diretor ele deixa a desejar neste equívoco chamado A Dama na Água...

Nada funciona no filme apesar do ótimo protagonista Paul Giamatti (o zelador Cleveland Heep) e da enigmática Bruce Dallas Horward (a "narf" Story)... Ela inclusive trabalhou no filme anterior de Shyamalan, A Vila (onde fez a garota cega)... São os únicos que se salvam na ridícula trama (cuja origem é uma história de ninar criada pelo próprio Shyamalan para seus filhos) que relata as dificuldades enfrentadas por uma "narf" (ninfa que habita as histórias de ninar que tem o dom de prevê o futuro) para voltar para sua terra natal... Ela terá que voltar por onde veio, ou seja, o ralo da piscina!!! O problema é que criaturas malignas (uma espécie de cachorros raivosos cobertos de grama) tentarão impedir seu retorno lhe obrigando a contar com a ajuda do zelador Heep (um ser triste que leva uma vida medíocre) e de alguns dos moradores do prédio...

O filme fica no meio termo porque não se assume nem como terror (Shyamalan tenta imprimir um clima de suspense, que renderam quatro bons sustos) e nem como fantasia (já que trata de seres fantásticos) falhando feio na conexão com o público... Em nenhum momento o filme se torna empolgante ou envolvente... Culpa de um roteiro mal desenvolvido repleto de personagens patéticos (todos ruins com exceção do crítico de cinema) e situações nada inspiradas... Me irritou particularmente a personagem da senhora asiática que contava aos poucos a história de ninar sobre as "narfs"... Porque diabos o zelador não sentava com ela e escutava a história por completo??? Do jeito que ela falava parecia que estava falando de uma maldição e não de uma história infantil... Ridículo!!! O que falar então do personagem feito por Shyamalan??? Inexpressivo como ator e completamente descartável como personagem... Aliás, fazia tempo que eu não via um universo povoado com tantos personagens chatos e desinteressantes... E Shyamalan desta vez eu não posso sair em sua defesa... Eita filminho ruim... O projeto foi tão mal fadado que até venceu duas categorias do prêmio Framboesa de Ouro (pior diretor e ator coadjuvante – Shyamalan), além das indicações a pior filme e pior roteiro... Um filme pra esquecer... *

Premiações
Ganhou 2 Framboesas de Ouro, nas categorias de Pior Diretor e Pior Ator Coadjuvante (M. Night Shyamalan). Foi ainda indicado nas categorias de Pior Filme e Pior Roteiro.

O Plano Perfeito

 

É o típico filme que como disse na quarta-feira um dos jurados do programa Ídolo (Thomas) para um candidato, "é muita manchete pra pouca notícia"... O mesmo pode ser aplicado para este filme superestimado pela crítica... Dirigido pelo principal diretor negro do cinema americano, Spike Lee, O Plano Perfeito se vale do grande elenco (Denzel Washignton, Jodie Foster, Clive Owen) e da suposta engenhosidade do roteiro (um incrível assalto a banco) para chamar a atenção do público, mas no fim das contas entrega uma história nada impactante com um final totalmente anti-climático...

Denzel Washington (como sempre muito bem) faz um detetive sob suspeita de ter desviado U$ 140 mil dólares que assume uma operação de negociação com assaltantes de bancos liderados pelo inteligente bandido interpretado por Clive Owen... Como é de praxe nestes filmes a pergunta que sempre fica no ar é a seguinte: "Como eles sairão do banco ilesos?"... O filme se vende até no título como possuidor de um plano perfeito, quando na realidade não é bem assim... Na verdade não é muito difícil prever de que forma acontecerá a fuga devido uma atitude dos assaltantes bem no início do assalto: ao vestir todos com a mesma roupa, fica óbvio que eles tentarão confundir mais tarde os policiais de quem é bandido e quem é refém...

Pior ainda é como o líder sairá do banco, de um absurdo incrível... Aí como diria os manos "é de forçar a amizade malandro"... Outra coisa que me incomodou e sinceramente não entendi foi à inclusão da personagem de Jodie Foster na trama... O pior é que me lembro muito bem que na época do lançamento do filme nos cinemas muito se falou de sua participação dando um bom destaque pra ela... Ao término do filme pensei "eles – os críticos – enlouqueceram"... Afinal, a personagem de Foster é totalmente desnecessária e sem importância pra trama (tantas outras maneiras poderiam ter sido usadas para revelar o conteúdo da caixa, ou simplesmente não ser revelado)...

Uma outra questão importante não foi revelada e que colaborava e muito para que o plano perfeito desse certo, isto é, como os assaltantes sabiam da existência da caixa de depósito 392 (de propriedade do dono do banco) que nem registro havia e principalmente do seu conteúdo (o que possibilitava o silêncio do dono do banco)??? Pouco envolvente e com um ritmo irregular prefira outro muito melhor do que este e que poderia muito bem se chamar o plano perfeito... Estou falando de Onze Homens e um Segredo, este sim engenhoso e inteligente... * *  

Separados Pelo Casamento

 

Confesso que quando minha namorada Liliane escolheu este filme pensei que não fosse gostar por um simples motivo: Vince Vaghn... Ele faz parte de uma irmandade formada por comediantes dentre os quais estão Ben Stiller, Owen Wilson e Will Farrell... Gosto destes três que acabei de citar, mas não vejo a menor graça ou talento humorístico em Vaughn e muito menos em Luke Wilson (irmão de Owen) os outros integrantes do grupo... Vira e mexe eles estão fazendo pontas nos filmes um dos outros, ou então participando ativamente do projeto... A dupla mais famosa e bem sucedida já formada por este grupo é a composta por Ben Stiller e Owen Wilson, que renderam pérolas do humor besteirol como Zoolander e Starsky & Hutch... Mas em Separados pelo Casamento ele me surpreendeu, mais por causa do bem roteiro (onde ele é um dos co-autores da estória) do que por sua veia humorística... Ele divide a tela com a eterna Rachel do extinto seriado Friends, ou seja, a atriz Jennifer Aniston (ex-namorada de Brad Pitt)... Minha namorada esperava outra coisa e "não gostou muito"... Não sei o que ela esperava...

No filme eles formam um casal que moram juntos a dois anos e que depois de um desentendimento muito sério (iniciado por causa de uma bobagem que foi a não compra da quantidade de limões que ela pediu a ele) Brooke resolve terminar a relação... O problema é que o apartamento foi comprado pelos dois e nenhum deles quer sair do local... O interessante é que eles se amam, mas ela não sabe como abrir os olhos dele para o estado lamentável que chegaram (ela acredita que tentando fazer ciúmes é a melhor solução para trazê-lo a realidade tipo, "viu só a mulher que você perdeu?"), e ele muito imaturo (só quer saber de jogar vídeo game e assistir futebol americano pela TV) é incapaz de enxergar que é necessário mudar e abrir mão de algumas coisas para preservar o seu relacionamento...

O bom deste tipo de filme é que além de render boas risadas você querendo ou não (a não ser que você seja tão imaturo quanto o personagem Gary) termina meio que se enxergando naquelas situações... Você termina se identificando com os personagens... Achei por exemplo fantástica a seqüência da discussão, com diálogos fortes e verdadeiros, e é sempre assim mesmo o início de uma discussão entre casais, ela invariavelmente começa por causa de uma bobagem qualquer... E também gostei do final que com certeza não irá agradar a muitos... Ele foi no mínimo sincero e a possibilidade de um novo recomeço com a pessoa amada é sempre bem vinda... E pra terminar não poderia deixar de citar a boa participação do elenco coadjuvante com destaque para Judy Davis como Marilyn Dean (a patroa de Brooke) e Jon Favreau como Johnny O (melhor amigo do protagonista)... Aliás, o último diálogo entre os dois amigos é impagável... Divirta-se... * * *

As Torres Gêmeas

 

Primeiro filme que não apenas fala abertamente do assunto (o ataque terrorista ao WTC) como também é sobre o assunto (Vôo United 93 também fala do ataque mais da perspectiva de um dos aviões, aquele que caiu no pentágono)... Como muitos poderiam supor (já que o filme é uma realização de Oliver Stone sempre envolto em projetos polêmicos e contestadores) o filme não é sobre o ataque em si (quem atacou, porque atacou, como os EUA reagiram ao ataque, etc... afinal, as questões a serem debatidas seriam inúmeras e convenhamos um prato cheio para Stone divagar suas teorias conspiratórias) mas sim sobre a ação dos policiais e bombeiros na tragédia...

Para tanto, Stone resolveu focar suas lentes em dois policias em específico: John McLoughlin (Nicolas Cage) e William Jimeno (Michael Pena) integrantes de uma força tarefa incumbida de orientar e resgatar pessoas que estavam saindo da Torre Sul (a primeira atingida), que com o desabamento total do edifício foram soterrados... O filme até o presente momento estava me agradando porque estava mostrando uma perspectiva muito interessante, ou seja, de dentro do horror, isto é, de pessoas que estavam trabalhando no resgate de feridos sem ao menos saber o que de fato estava acontecendo, e pior ainda, que a Torre Norte também havia sido atacada...

Mas infelizmente o filme perde o interesse a partir do momento que as famílias dos dois policiais soterrados entram em cena... A partir deste momento era de suma importância que os atores escalados para viver parentes e amigos dos policiais conseguissem transmitir uma forte sensação de medo e desespero aumentando a carga dramática de uma situação limite (até porque os atores Cage e Pena por estarem soterrados pouco tem a fazer, deixando assim a cargo do elenco secundário toda a responsabilidade de envolver o público no drama vivido por eles) e valorizando todo o esforço dos soterrados que conseguem sobreviver em grande parte motivado pelo pensamento nas esposas e filhos que haviam deixado em casa ao saírem para trabalhar... Mas não é o que acontece... O elenco coadjuvante no geral é muito fraco e consequentemente afeta a qualidade do resultado final do filme...

Achei particularmente ruim a atriz Maria Bello... Como sua personagem é a esposa de Nicolas Cage ela é uma das mais importantes da trama (ao lado de Maggie Gyllenhaal), responsável supostamente pelas cenas mais fortes dramaticamente falando... Digo supostamente porque ela falha feio quando o assunto é transmitir sentimentos... Em nenhum momento ela me convenceu que estava sofrendo pela iminente perda do marido... Olha, realmente lamentável... Uma interpretação para se esquecer... Decepcionante também é o filme cujo resultado final ficou bem aquém do esperado do talento de Oliver Stone... Apesar, que seu filme anterior já havia sido ruim, Alexandre O Grande... Portanto é bom ficarmos de olho em Stone... *

O Coronel e o Lobisomem

 

Quando do lançamento deste filme nos cinemas me lembro de ter lido mais críticas negativas que positivas e não conseguia entender como que um filme cuja dupla principal eram os ótimos atores Diogo Vilela e Selton Mello não poderia ser bom, ou pelo menos agradável como passatempo... E mais: escrito por ninguém menos que os ótimos roteiristas Jorge Furtado (Meu Tio Matou um Cara, O Homem que Copiava) e Guel Arraes (O Auto da Compadecida), e ainda João Falcão (A Máquina, que ainda não assistir) que se basearam em livro escrito por José Cândido de Carvalho (este mesmo livro já havia sido transposto para a TV com Marco Nanini como o Coronel Ponciano)... Mas eles tinham razão...

O Coronel e o Lobisomem é decepcionante... O pior veredicto que podemos fazer de uma comédia é que ela é sem graça, o que infelizmente é o caso deste longa-metragem de estréia de Maurício Farias, o que é surpreendente porque Vilela e Mello são ótimos comediantes... Aliás, Vilela ainda consegue arrancar algumas risadas do espectador como o covarde Coronel Ponciano de Azeredo Furtado que vive posando de valentão e tal mais que é um cabra frouxo e medroso, mas Selton Mello não, aqui ele entrega sua pior atuação para cinema como Pernambuco Nogueira (o lobisomem do título), o amigo de infância do coronel Ponciano... O roteiro não ajuda (os diálogos são interessantes mas as situações cômicas não) isso é certo, mas ele não conseguiu imprimir um Pernambuco Nogueira marcante, como é de praxe em suas composições... Pior do que ele somente a participação de Ana Paula Arósio como prima Esmeraldina (o grande amor do coronel Ponciano)... Muito bonita e também muito ruim como atriz... 

Outro que tem alguns bons momentos é o baixinho Pedro Paulo Rangel como Juquinha, uma espécie de braço direito do Coronel que vive lhe metendo em encrencas (e salvando também)... Não diria que me decepcionei com Ana Paula Arósio porque ela não tem uma carreira expressiva e solidificada no cinema, mas sua interpretação é muito ruim... Sua composição para prima Esmeraldina é bem fraquinha e nada cativante... Ao contrário da pequena participação de Andréa Beltrão como um interesse amoroso do coronel que rouba a cena quando esta na tela...  

Por estes pequenos bons momentos individuais é que credito o principal motivo do fracasso do filme a sua proposta narrativa, ou seja, contar toda a história em flash back (Ponciano enfrenta nos tribunais Pernambuco Nogueira tentando reaver sua fazenda Sobradinho) não foi uma boa opção por parte dos realizadores do projeto... Aqui vale uma ressalva... Falo sem conhecimento de causa no que tange ao livro em que ele é baseado, ou seja, não sei se sua estrutura narrativa também seja em flash back mais na telona este artifício se tornou cansativo e desinteressante... Afinal, ficar horas a fio num tribunal (10 horas!!!) escutando um homem contar a história da sua vida sem graça e solitária não é das tarefas mais fáceis... *

Premiações
Recebeu 5 indicações ao Grande Prêmio Cinema Brasil, nas categorias de Melhor Atriz Coadjuvante (Andréia Beltrão), Melhor Figurino, Melhor Maquiagem, Melhor Direção de Arte e Melhor Som.

Ganhou os prêmios de Melhor Ator Coadjuvante - Voto Popular (Selton Mello) e Melhor Atriz Coadjuvante - Voto Popular (Ana Paula Arósio), no Prêmio Contigo! de Cinema.

Nacho Libre

 

Coloquei como foto no meu profile do orkut o pôster de Nacho Libre (já que todos os dias eu coloco um pôster diferente) durante um final de semana e pra minha surpresa na segunda-feira pela manhã havia scraps de pessoas me perguntando que danado era aquilo... Todos riam ao olhar aquele pôster com Jack Black uniformizado como Nacho e Hector Jimenez como Esqueleto... E realmente não tem como não rir com aquela foto... Ela é ridícula!!! Respondi da seguinte maneira pra pessoas que me enviaram recados: se vocês riram com a foto imagina com o filme???

Nacho Libre é uma sucessão de besteiras e palhaçadas que arrancaram a seguinte expressão da minha cunhada Luciana: "Como é que alguém teve coragem de conceber uma coisa dessas???"... Este alguém na realidade são na realidade três pessoas: Jared Hess (o diretor e co-roteirista), Jerusha Hess (co-roteirista) e Mike White (co-roteirista)... Os dois primeiros são os responsáveis pela comédia independente que se tornou cult no circuito alternativo Napoleão Dinamite, e o terceiro concebeu Escola de Rock (também protagonizado por Jack Black)...

Eles se inspiraram na história real de um padre mexicano que durante o dia era cozinheiro de uma igrejinha e a noite se tornava em um "luchador de Lucha Libre"... Apenas a premissa é real todo o restante é pura palhaçada encabeçada pelo comediante e cantor Jack Black (assim como Ben Stiller ele não tem vergonha de nada, ambos são capazes de se transformar em qualquer coisa estranha e esquisita para arrancar o riso do espectador)... Ele faz Ignácio o cozinheiro desta pequena igrejinha que ampara pequenos órfãos, cujo sonho desde criança foi ser um lutador de luta livre... Aqui eu abro um parênteses para dizer que a luta livre que vemos retratada na tela não é a americana (surgida em 1933) e sim a mexicana, isto é, uma derivação daquele esporte inventado nos EUA mais com características culturais agregadas ao combate, cuja principal é a máscara usada pelos lutadores... Além de todo o figurino exótico e ridículo havia aquelas máscaras que reza a lenda eles não tiravam em circunstância alguma... Também reza a lenda que se algum lutador tivesse sua máscara arrancada em pleno combate ele perderia sua força...

Aliás, o figurino de Nacho e Esqueleto é uma atração à parte... Nacho (Black) usa uma calça de lycra azul marinho com uma cueca vermelha por cima, além de uma capa igualmente vermelha... E Esqueleto (o ator mexicano Hector Jimenez) usa apenas um short azul marinho... Detalhe: Nacho esta muito acima do peso e Esqueleto, bem o nome já diz tudo... Eles formam uma dupla que irá apanhar o filme inteiro de duplas tão exóticas e estranhas como eles... Neste ínterim, Nacho se apaixona pela nova professora das crianças órfãs a linda Encarnácion (a mexicana Ana De La Requera que é uma mistura de Winona Ryder com Penélope Cruz)...

O filme é repleto de cenas hilariantes e constrangedoras como as duas canções cantadas por Ignácio (uma para seu ídolo Ramsés e a outra para seu amor Ercarnácion), suas poses de galã nada sutis (caio na gargalhada só de lembrar) e o seu relacionamento com a figuraça chamada Steven (Esqueleto) que adora um milho cozido com maionese e catchup... Fãs de comédia besteirol não podem perder esta pérola chamada Nacho Libre... * * * * 

Premiações
- Recebeu uma indicação ao MTV Movie Awards de Melhor Luta (Jack Black e Hector Jimenez contra Los Duendes).

Drácula de Bram Stocker

 

Numa tarde de um dia qualquer do mês de janeiro ou fevereiro do distante ano de 1993 (pois foi no início deste ano que o filme estreou no Brasil), eu e mais dois amigos (o divertido Junior e o atrapalhado Robson) estávamos em Santo Amaro (não sei fazendo o que) quando de repente nos deparamos com o pôster do filme "Drácula de Bram Stoker" na entrada do extinto "Cinema Galeria Borba Gato" (hoje nas dependências existe uma igreja), e como não tínhamos nada de mais interessante pra fazer resolvemos assistí-lo. Minha vida nunca mais foi a mesma depois desta experiência. Saí da sala extasiado com o que acabará de ver e daquele dia em diante decidi que trabalharia com cinema (com o tempo percebi que fazer cinema no Brasil é para poucos e preferir então me tornar um crítico profissional – sonho este que também não é fácil realizar, mas com a internet é possível pelo menos se tornar um crítico "independente"). Me apaixonei completamente pelo filme e pela arte cinematográfica. 

"Drácula" é um filme visualmente deslumbrante (cenários e figurinos impecáveis), com uma trilha musical (a única canção cantada da trilha – as outras músicas são as chamadas incidentais compostas por Wojciech Kilar – é a lindíssima "Love Song For A Vampire" composta e interpretada por Annie Lennox – eu tenho a trilha) e sonora arrebatadora. Um roteiro muito bem escrito com uma mistura divertida e emocionante de vários gêneros com seqüências magníficas (a perseguição final é sensacional e tensa) e com um final magnífico e trágico. O que falar então da direção de Francis Ford Coppola? Não menos que sensacional, pois soube trabalhar como ninguém com todos os elementos oferecidos pela magnífica história de amor e redenção entre um homem condenado pra sempre a andar na escuridão (Drácula) e sua eterna amada Elisabeta. Ele abordou o universo dos vampiros de uma maneira luxuosa, sexy, com muita sensualidade e beleza, muito diferente das abordagens oferecidas por outros filmes do gênero. E o resultado é um filme muito bonito e tocante com cenas fortes e dramáticas (a seqüência inicial é na minha opinião um dos melhores inícios que já vi  - o cavaleiro chorando a morte da amada é de cortar o coração), uma das maiores histórias de amor que já vi o cinema retratar (ao lado de "Romeu e Julieta" e "Moulin Rouge").

Isso não quer dizer que ele seja um filme romântico, não é isso, pois as maldades estão lá, sua sede de sangue também. Mas a maneira que Coppola desenvolve a sua história e seus personagens é que é o diferencial (além da excelente produção). Seu estilo é refinado, é exuberante. Agora grande parte de seu sucesso (principalmente com as mulheres) deve ser creditado ao talentoso ator (até então um desconhecido) Gary Oldman (que aliás anda sumido) que arrasou como o Conde Drácula (elegante quando humano desprezível quando monstro). No elenco principal ainda encontramos Anthony Hopkins muito divertido como o caçador de vampiros Van Helsing e a dupla protagonista Keanu Reeves e Winona Rider que formaram na tela um bonito casal.

Já devo ter visto mais de 15 vezes este filme (somando Cinema, DVD e TV). O filme da minha vida. * * * * *

Premiações
Ganhou 3 Oscars: Melhores Efeitos Sonoros, Melhor Figurino e Melhor Maquiagem. Foi ainda indicado na categoria de Melhor Direção de Arte.

A Paixão de Cristo

 

Antes de mais nada devo dizer que sou adventista desde 2001 e portanto, é natural que meu olhar sobre a produção seja diferente daqueles que não são evangélicos ou até mesmo católicos, porque termino querendo ou não analisando o contexto histórico (o quanto de verdade bíblica a no filme) e a qualidade cinematográfica do longa. Digo isso porque a maior polêmica criada em torno do filme (a outra era em relação a sua violência) era se Mel Gibson tinha ou não criado um longa anti-semita. Teologicamente falando não, ele não criou um filme anti-semita. E nem violento. Ou melhor, o filme possui várias seqüências fortes e chocantes sim (sendo a principal delas a das chibatadas), mas nada gratuitamente. Tudo que esta lá aconteceu de fato (segundo o relato bíblico), e não é segredo pra ninguém que os romanos eram tiranos e cruéis com suas vítimas (a História está aí para não me deixar mentir - o Coliseum visto em "Gladiador" por exemplo, servia também para matar cristãos que eram jogados no meio da arena e estraçalhados pelos leões). Agora isso também não quer dizer que ele pessoalmente falando não seja um anti-semita (até porque num fato recente ele foi preso dirigindo embriagado e proferiu frases preconceituosas sobre os judeus). Pode até ser, mas seu filme não. Ele apenas colocou na tela de forma muito crua e impressionante as últimas horas de vida de JESUS CRISTO

Para conseguir esse realismo e transmitir tanta veracidade em seu relato, Gibson teve que produzir e arcar com todo o custo de produção praticamente sozinho já que os principais estúdios americanos lhe viraram as costas quando ele lhes falou que iria rodar seu filme em aramaico e latin (línguas mortas vigentes na época). Ele também pensou em não colocar legendas mais desistiu da idéia (segundo ele as imagens falariam por si só). Isso porque a idéia sempre foi fazer um filme pra um público específico, conhecedor da história. Tanto é que o roteiro (escrito pelo próprio Gibson e Benedict Fitzgerald) não faz nenhuma introdução ou explicações em relação ao que está acontecendo. Sua coragem em não ceder as facilidades e concessões exigidas pelos grandes estúdios resultou num filme maravilhoso. Numa experiência sem igual e angustiante repleta de cenas magníficas fortes e tocantes, apoiadas num excelente trabalho de direção de arte/figurinos e uma envolvente trilha musical tudo conduzido com muito talento por um inspiradíssimo Mel Gibson.

Senão bastasse a força que a história tem em si mesma, Gibson arrasa nos enquadramentos (num excelente trabalho de fotografia e iluminação) e na condução dos atores (todos ótimos), com destaque para Jim Caviezel (Gibson deve ter assistido "Além Da Linha Vermalha" e visto a maravilhosa cena em que o personagem de Caviezel se vê cercado pelos inimigos, aquele olhar transmite a mais pura sensação do horror e imbecilidade de uma guerra) que com seu corpo todo flagelado e apenas um dos olhos (o outro esta fechado devido aos maus tratos) consegue transmitir todo o sofrimento e dor que o FILHO DO HOMEM está sentindo e Hristo Shopov como Pôcios Pilatos (numa atuação maravilhosa transmitindo com maestria todo o horror e desconforto que esta sentindo com a delicada situação colocada em suas mãos, o destino de JESUS CRISTO).

Também já vi este filme várias vezes (pretendo até comprá-lo) e sempre choro quando revejo. Uma experiência inesquecível. * * * * *

Premiações
Recebeu 3 indicações ao Oscar, nas seguintes categorias: Melhor Fotografia, Melhor Maquiagem e Melhor Trilha Sonora.

Recebeu uma indicação ao MTV Movie Awards de Melhor Ator (Jim Caviezel).

Guerra dos Mundos

 

Impossível não se decepcionar com este que foi um dos filmes mais aguardados do ano de 2005. Que roteiro ruim (escrito por David Koepp do ótimo "Homem-Aranha" e Josh Friedman que escreveu recentemente "A Dália Negra" de Brian de Palma). Nem todo o talento do cineasta Steven Spielberg foi capaz de salvar um script tão fraco, tão absurdo, cujo ápice é seu final confuso e ridículo (pra não dizer patético). Não foi somente as situações absurdas que me incomodaram (e o longa esta repleto delas), mas também seus personagens (que na verdade são poucos e é aí que mora o problema, passar cerca de duas horas na companhia de personagens chatos e irritantes).

Como ficamos praticamente o filme inteiro acompanhando o trio formado por um pai (Tom Cruise), um filho ( Justin Chatwin) e uma filha (a talentosa Dakota Fanning num mal momento) numa fuga alucinante e desesperada dos invasores alienígenas, o mais sensato seria estes personagens nos cativarem e não o contrário, mas é o que acontece. Com exceção do pai (a não ser que você não goste de Tom Cruise) não vemos a hora dos outros dois saírem de cena (é lógico que isso não acontece). É altamente irritante e histérica a personagem e a interpretação de Dakota Fanning (seus gritos chegam a doer o ouvido). Enquanto o personagem do filho realizado de forma apagada pelo jovem ator Justin Chatwin é um completo imbecil. Tom Cruise como sempre atua com muita garra e determinação passando todo o seu carisma e energia para o personagem do pai. Completando o elenco temos ainda a mal aproveitada Mirando Otto - como a mãe ("O Senhor Dos Anéis – As Duas Torres") e Tim Robbins (sua participação é pequena, mas é quando seu personagem esta em cena que o filme cresce em tensão e emoção, rendendo os melhores momentos da produção) como o paranóico americano que pretende enfrentar sozinho os invasores do planeta Terra.

Aliás, devo reconhecer que o que não falta a narrativa é tensão e emoção. Apesar de todas as falhas de roteiro o que não falta é correria. É adrenalina do começo ao fim. O sucesso estrondoso do filme deve ser creditado a esta "qualidade" do longa. Blockbuster que se preza tem que ter ação do começo ao fim e muitos efeitos visuais. E quando essa ação é orquestrada pelo especialista em efeitos especiais Steven Spielberg (exímio manipulador das emoções humanas, no bom sentido), e sua trama apresenta uma situação limite que leva o espectador a se perguntar quase o tempo todo "como será que eles irão escapar deste ataque destruidor?", o sucesso é quase certo. E é exatamente por isso que o final decepcionou tanto (além de ser confuso). A situação proposta era tão alarmante, tão sem saída, que a solução encontrada para a destruição dos aliens beira o patético. Duas horas de pura correria e adrenalina e apenas 30 segundos para a resolução final através de uma narração dizendo que a água tinha sido o responsável pela a destruição dos invasores? Faça-me favor. Outra coisa que decepciona são os próprios alienígenas. Tanto barulho (ou seria mas correto dizer tanto silêncio) por nada. Se fez tanto mistério, tanto segredo em relação ao visual dos seres invasores que até agora não sei porque. Primeiro, que mal enxergamos eles por inteiro (a ação se passa num lugar escuro quando eles nos são apresentados) e segundo, porque eles aparecem em raríssimas oportunidades. Pura jogada de marketing mais nada. Pra finalizar, o filme até que possui seus bons momentos, mas no conjunto da obra deixa a desejar. * *

Premiações
Recebeu 3 indicações ao Oscar, nas categorias de Melhor Som, Melhor Edição de Som e Melhores Efeitos Especiais.

Recebeu uma indicação ao MTV Movie Awards de Melhor Performance Assustada (Dakota Fanning).

Recebeu uma indicação ao Framboesa de Ouro de Pior Ator (Tom Cruise).

Edward Mãos de Tesoura

 

"Edward Mãos de Tesoura" é protagonizado pelo meu grande ídolo, o ator Johnny Depp... Minha admiração é da época que ele ainda muito jovem fazia parte do elenco do seriado adolescente da TV americana chamado "Anjos da Lei"... Se não me engano seu papel era de um jovem policial infiltrado numa "high school" (o nosso antigo 2º grau, hoje ensino médio)... Não me lembro dos outros atores mas me lembro que gostava do seriado... Ficava me imaginando naquela situação...rs!!! Coisas de adolescentes vocês sabem né...rs???

Então, Johnny Depp desde o início demonstrou seu gosto por personagens "estranhos" (como o "pior cineasta de todos os tempos" o lendário Ed Wood em filme de mesmo título ou então como o rebelde adolescente que derramava lágrimas por apenas um dos olhos no divertidíssimo "Cry Baby" para ficar em apenas dois bons exemplos) e pelos filmes pouco comerciais de pequeno alcance para um público maior (como por exemplo "Arizona Dream" e "Medo e Delírio")... Ele sempre fez questão de ficar a margem de Hollywood, não se importando com o título de ídolo adolescente conquistado pelo sucesso do já citado seriado "Anjos da Lei"... Os chamados blockbuster's nunca lhe interessaram... O interessante de tudo isso é que até o momento da estréia de "Piratas Do Caribe – A Maldição Do Pérola Negra " (o primeiro blockbuster de fato da carreira de Depp) havia um temor no ar (por parte dos executivos) pela carreira do filme... O medo??? O estilo afeminado e estranho do personagem Jack Sparrow concebido por Johnny Depp... O filme foi um estouro como todos sabem devido ao hilário Capitão Jack Sparrow... Portanto até quando participou de uma grande produção foi a sua maneira... Palmas para Johnny Depp... Ele também nunca se importou em se vestir bem...rs!!! Um dia desses estava lendo o livro "Bastidores – Um Outro Lado do Cinema" da jornalista Elaine Guerini (onde ela trás além da entrevista propriamente feita com o artista, os bastidores do encontro emitindo sua opinião sobre o ator ou atriz entrevistado) e na parte onde ela fala de seu encontro com Depp (que pra variar estava vestindo uma roupa velha e rasgada...rs) ela comenta que a comediante Woophi Goldberg uma vez falou que cumprimenta todos os mendigos que encontra na rua na esperança de um dia encontrar Johhny Depp...rs!!! Minha admiração acredito que venha daí... Não apenas pelo seu talento e carisma, mas também por sua independência e atitude em relação a indústria cinematográfica americana, ou seja, não vive conforme a cartilha de Hollywood e nem escolhe seus papéis pensando no retorno financeiro... 

"Edward Mãos de Tesoura" marca a estréia desta bem sucedida parceria entre o ator e o estranho e excêntrico diretor Tim Burton ("Ed Wood", "A Lenda do Cavaleiro Sem Cabeça", "A Fantástica Fábrica de Chocolate" e "A Noiva-Cadáver" – este apenas dublando o protagonista – foram ás outras parcerias)... Tenho certeza que o cabelo de Edward foi inspirado no corte de cabelo de Burton...rs!!! O filme foi realizado em 1990 e portanto tanto Depp como Burton estavam em "início" de carreira... Burton havia realizado um ano antes "Batman – O Filme" e com isso ganhado certa notoriedade... Com o passar dos anos imprimiu sua marca registrada, ou seja, filmes exóticos com belíssimos visuais... E Johnny Depp que se revelava aqui para o público cinematográfico começaria a pavimentar sua carreira com personagens e filmes a margem de Hollywood...

"Edward Mãos de Tesoura" relata em forma de fábula a bonita e tocante história de um homem solitário (que foi criado por um inventor (Vincent Price) que vivia recluso no alto de uma montanha) que no lugar das mãos possuía enormes tesouras (seu criador morreu antes de completá-lo)... Ao ser "descoberto" por uma simpática vendedora de cosméticos (numa ótima interpretação de Dianne Wiest que aliás há tempos que não faz nada de significativo) que resolve levá-lo pra casa, ele se tornará em princípio numa atração (por causa da sua habilidade com as tesouras fazendo belas imagens nas árvores dos jardins dos moradores e cortes de cabelos exóticos nas donas de casas) e depois numa ameaça (também por causa de suas tesouras)... Todo o elenco está excelente (Kathy Baker como a perua e fogosa Joyce, Robert Oliveri como o pacato e honesto pai de família Kevin), mas o destaque é mesmo Johnny Depp (que recebeu uma indicação ao Globo de Ouro de melhor ator por comédia/musical por esta atuação)... Aqui ele já demonstra todo o seu talento e carisma embaixo de uma pesada e bela maquiagem (que foi indicada ao Oscar)... Winona Ryder faz o interesse romântico de Edward... Assistindo este filme notei que assim como Drew Barrymore ela possui uma beleza, um ar de ingenuidade que derrete qualquer marmanjo...rs!!! E aqui está bem novinha, uma gracinha...rs!!! * * * *

Premiações
Recebeu uma indicação ao Oscar, na categoria de Melhor Maquiagem.

Recebeu uma indicação ao Globo de Ouro, na categoria de Melhor Ator - Comédia/Musical (Johnny Depp).

O Caminho das Nuvens

 

Nesta última quarta-feira (29/11) a Tv Globo passou no seu Festival Nacional o filme "O Caminho das Nuvens" protagonizado por Wagner Moura e Claúdia  Abreu e dirigido por Vicente Amorim... Tenho uma queda por filmes cuja ambientação e personagens sejam nordestinos (não nasci no nordeste – sou paulistano – mas minha mãe é pernambucana e meu pai sergipano)... Adoro o sotaque, a maneira com que estas pessoas se movimentam e expressam suas emoções... E a dupla protagonista está de parabéns... Aliás, chega a ser até um choque ver Claúdia Abreu totalmente exposta, sem maquiagem, sem glamour... E isso fica mais latente ainda porque o diretor Vicente Amorim gosta de filmar de muito perto, dando closes nos rostos dos personagens constantemente...

Wagner Moura transmite segurança num personagem de difícil aceitação por parte do público já que para alcançar sua "graça" (conseguir um emprego de "mil real") ele coloca em risco não somente sua vida mais também a da sua família ao se embrenharem estrada adentro de bicicleta rumo ao Rio de Janeiro (sendo o ponto de partida o estado do Ceará)... Parece loucura mais esta viagem realmente aconteceu e foi realizada por Cícero Ferreira Dias e sua família... Na verdade esta obstinação de arrumar um emprego de "mil real" é apenas um ponto de partida para que o diretor desenvolva o que realmente lhe interessa, ou seja, o relacionamento entre os membros desta família nordestina bem típica (mulher submissa ao marido e vários filhos nas costas pra criar, mesmo sem terem a mínima condição pra isso)...

Principalmente a relação conflituosa e por isso mesmo a mais interessante travada pelo pai e o filho mais velho, que tenta a todo custo sair da proteção do pai (e mostrar a estupidez de seu sonho impossível) e assim sendo ganhar o seu respeito, a sua aceitação (ele querer fumar a todo custo é uma das formas de mostrar ao pai que já é "homem")... Seu principal problema (que na verdade não é um problema e sim uma opção do diretor) é terminar a saga desta família em aberto... Ou seja, não ficamos sabendo se ele conseguirá ou não arrumar o tão sonhado emprego de "mil real" para dar uma vida digna pra sua família... Isso não me incomodou mas desagradou a muitos com quem conversei a respeito do filme... Paciência... Eu gostei... Ah, e a trilha musical é toda do rei Roberto Carlos (que cedeu os direitos autorais sem cobrar nenhum centavo por eles) ao qual o filme é dedicado... * * * 

O Grande Truque

 

Este filme sobre dois mágicos rivais tem como principal atrativo sua dupla de protagonistas, nada menos nada mais que dois super-heróis dos quadrinhos se enfrentando, o temido Wolverine (da trilogia "X-Men") e o sombrio Batman (de "Batman Begins" também dirigido por Christopher Nolan cineasta revelado pelo ótimo "Amnésia" )... Ou melhor, os personagens são vividos pelos mesmos atores que viveram na tela estes ícones da cultura pop americana... Hugh Jackman e Christian Bale respectivamente... É impossível não pensar nisso quando eles estão lado a lado...

E como principal trunfo seu roteiro intrincado e inteligente (sua narrativa desconexa com presente e passado se misturando arma um verdadeiro quebra-cabeças com desfecho surpreendente... como se tivéssemos assistido a um número de mágica com a revelação final sendo "o grande truque")... A trama que se desenrola durante anos conta a história de dois mágicos iniciantes que se tornam rivais mortais depois que um acidente mata uma jovem assistente de palco (esposa do mágico Robert Angier Hugh Jackman)... A culpa teria sido de Alfred Borden (Christian Bale) responsável pelo nó que vitimou a assistente (ela não conseguiu se desamarrar a tempo e morreu afogada)... Inconformado, a obsessão de se tornar melhor mágico que Borden e o desejo interminável de vingança toma conta de Angier... Mas não só de Angier... Borden também será capaz de cometer absurdos em nome da rivalidade... Acreditem, eles serão capazes de tudo (mas de tudo mesmo para alcançar os seus intentos)... Chega ser revoltante as ações dos personagens para levar adiante esse desejo estúpido de vingança e obssesão... Um pouco longo demais talvez canse um pouco, mas no final das contas o público termina sendo surpreendido e isso é o que conta... * * *

O Labirinto do Fauno

 

Adorei!!! Ao término da sessão estava atordoado e muito abalado com tudo o que tinha acabado de assistir... "O Labirinto do Fauno" é um filme maravilhoso e envolvente!!! Entrei no cinema pensando em assistir uma história repleta de fadas e seres fantásticos e me deparei com um drama forte e impactante... Na verdade o realismo fantástico não é o prato principal do filme e sim o drama de se viver numa época de guerra (especificamente em 1944 numa Espanha comandada pelo ditador fascista Franco) e suas terríveis conseqüências...

Tudo filtrado pelo olhar de uma criança (a talentosa Ivana Baquero – a versão mirim da atriz francesa Audrey Tatou) cujo maior prazer é se refugiar nos seus livros de contos de fadas e que foi morar numa base militar comandada com braço de ferro pelo Capitão Vidal (numa atuação marcante do ator Sérgi Lopez) - por sua mãe está esperando um filho deste... E é aí que cabe a pergunta: será que tudo o que ela viveu para voltar para o Mundo Subterrâneo foi apenas fruto de sua imaginação (uma maneira de se refugiar dos horrores da guerra?) ou de fato aconteceu??? Caberá ao próprio espectador decidir em que acreditar...

Visualmente as cenas são muito bonitas, mas o que fica de fato na memória do espectador são as seqüências de crueldades protagonizadas pelo Capitão Vidal (aliás, sempre que ele está em cena a tensão toma conta do ambiente e o terror psicológico é intenso)... Outro detalhe importante é que o filme é todo falado em espanhol e todo o elenco também é de nacionalidade latina... O diretor Guillermo Del Toro ("Blade 2" e "Hellboy") por exemplo é mexicano e também foi o autor deste excelente roteiro... Trágico e belo ao mesmo tempo... Maravilhoso... "O Labirinto do Fauno" foi escolhido para representar o México na categoria melhor filme estrangeiro no Oscar 2007... * * * * *

Premiações

Ganhou 3 Oscars, nas categorias de Melhor Direção de Arte, Melhor Fotografia e Melhor Maquiagem. Foi ainda indicado nas categorias de Melhor Filme Estrangeiro, Melhor Roteiro Original e Melhor Trilha Sonora.

Recebeu uma indicação ao Globo de Ouro de Melhor Filme Estrangeiro.

Ganhou o Independent Spirit Awards de Melhor Fotografia, além de ser indicado na categoria de Melhor Filme.

Ganhou 3 prêmios no BAFTA, nas categorias de Melhor Filme Estrangeiro, Melhor Maquiagem e Melhor Figurino. Foi ainda indicado nas categorias de Melhor Roteiro Original, Melhor Fotografia, Melhor Direção de Arte, Melhor Som e Melhores Efeitos Especiais.

Ganhou 7 prêmios no Goya, nas seguintes categorias: Melhor Revelação Feminina (Ivana Baquero), Melhor Roteiro Original, Melhor Maquiagem, Melhor Som, Melhores Efeitos Especias, Melhor Fotografia e Melhor Edição. Foi ainda indicado nas categorias de Melhor Filme, Melhor Diretor, Melhor Ator (Sergi López), Melhor Atriz (Maribel Verdú), Melhor Trilha Sonora e Melhor Desenho de Produção.

Papai Bate Um Bolão

 

No meu post anterior havia comentado do programa humorístico Saturday Night Live dizendo entre outras coisas que Eddie Murphy e Mike Myers foram revelados lá... Pois bem, o protagonista desta fraca comédia também foi revelado neste programa... Will Ferrell também faz parte daquele grupo de amigos comediantes que quando não atuam juntos fazem pontas nos filmes um dos outros... O grupo é formado pelos irmãos Luke (não vejo a menor graça nele) e Owen Wilson, Ben Stiller, Vince Vaughn e Will Ferrell... Ferrell é daqueles comediantes capazes de realizar seqüências constrangedoras e por isso mesmo hilariantes (quem assistiu a comédia "O Âncora" ou então "Zoolander" sabe do que eu estou falando)... Portanto, mesmo quando o filme não é lá grande coisa (como é neste caso) você termina se divertindo com suas palhaçadas... Dei muita risada em duas cenas particularmente... Ele passando mal na cama do filho e numa outra também com o seu filho quando ele chuta suas canelas... Hilariantes...

Sua notoriedade veio com o inesperado sucesso de bilheteria "Um Duende em Nova York" (que até hoje não vi)... A partir daí ele entrou para o time principal de comediantes do cinema americano... Seu mais recente filme ainda está nos cinemas brasileiros o ótimo "Mais Estranho Que A Ficção" – uma mistura excelente de comédia com drama... Agora Papai Bate Um Bolão é apenas um passatempo despretensioso que se apóia completamente na figura de Ferrell que faz um filho com complexo de inferioridade sempre a sombra do pai vencedor um técnico de futebol infantil (Robert Duvall)... Seu roteiro é muito ruim e pouco inspirado... Uma de suas principais piadas por exemplo se da através do café... O pior é que elas são de suma importância para a trama já que é responsável por várias seqüências supostamente engraçadas... O roteiro homenageia duas das principais escolas do futebol mundial... O Brasil e a Itália... O Brasil através do fascínio que o personagem de Robert Duvall tem pela bola do Pelé... E a Itália através dos dois garotos que levam o sofrível time dos Tigers (dirigido por Ferrell) a grande final do campeonato... *

Apocalypto

 

Depois do polêmico "A Paixão de Cristo" (inteiramente falado em línguas já mortas como o latin e o aramaico) por causa de sua violência (mas é importante dizer que ela não é gratuita como muitos dizem por aí) e da "suspeita" (está entre aspas porque não compartilho desta opinião... na realidade Gibson pode até ser anti-semita devido os últimos acontecimentos ocorridos com ele (ao ser parado por policiais por estar dirigindo embriagado proferiu frases racistas e preconceituosas), mas o filme não... o que vemos na tela é apenas a descrição do relato bíblico sobre as últimas horas de vida terrestre de Jesus Cristo) do anti-semitismo do diretor Mel Gibson, ele se envolve mais uma vez num projeto "violento" e inusitado... "Apocalypto" relata a história desesperadora e angustiante de um jovem índio maia tentando resgatar sua esposa grávida e seu pequeno filho de um enorme buraco (que ele mesmo os havia colocado pra que estes escapassem da invasão sanguinária imposta por índios mercenários a sua aldeia) enquanto foge desesperadamente mata adentro de seus perseguidores implacáveis...

Mais uma vez os detratores de Mel Gibson aparecem em cena (virou moda agora falar mal de Gibson) para dizer que "Apocalypto" é muito violento e que tem vários erros históricos... Devo dizer que não conheço a história da civilização maia (a não ser aquilo que aprendemos na escola sobre os maias, os astecas e os incas e que nem me lembro mais pra ser sincero...rs) e que essa falta de conhecimento histórico não interferiu em nada na minha apreciação do longa... Portanto se o período retrato pelo roteiro de Mel Gibson em parceria Farhad Safinia está correto ou não isso pouco importa (pelo menos pra nós que queremos apenas sentar na cadeira de um cinema e ser envolvido com a história que nos está sendo contada)... Se eu quisesse saber a fundo dos Maias eu procuraria ler um livro ou então assistir um documentário sobre o assunto...

Para aqueles que dizem o filme é muito violento e que Mel Gibson é um doente obcecado pela violência e tal eu tenho a seguinte pergunta: Porque ele deixou então todas as crianças da aldeia vivas? Não seria mais sádico ele ter matado uma por uma com requintes de crueldade? Ora bolas, toda a violência retratada no filme tem respaldo no seu contexto, não é gratuito como gostam de falar (afinal estamos falando de uma civilização que fazia sacrifícios humanos – ou os maias não faziam? Sinceramente não sei... – que viviam da caça, que cultuavam deuses, que usavam na maioria das vezes seus instintos e força pra sobreviver)... Até porque o que nós entendemos como sendo violento (e na realidade é isso é fato) pra eles eram apenas praticas do seu dia-a-dia, do seu cotidiano (a caça que presenciamos na seqüência inicial do longa por exemplo é nojenta e violenta mas bem real e comum para um índio), ou então necessário quando dos confrontos ou então dos sacrifícios oferecidos aos deuses pois eles eram idolatras...

O que é preciso entender é que Gibson buscou em seus dois últimos filmes a veracidade até as últimas conseqüências (seja ela no idioma em que seriam falados ou na representação da violência intrínseca á história que queria relatar), sem meias palavras, alcançando altos níveis de tensão e seqüências impactantes e maravilhosas que de uma outra maneira não alcançariam... A seqüência por exemplo da corrida em busca da liberdade através do milharal é fantástica, assim como tudo o que ocorrerá depois desta fuga... É alucinante e ao mesmo tempo angustiante...

Considero Mel Gibson um excelente diretor, ator e produtor... E mais uma vez trabalhando com nomes desconhecidos do grande público consegue arrancar atuações convincentes de um elenco carismático... O elenco é formado por atores de origem mexicana (o idioma falado no filme é um dialeto maia se eu não me engano falado até hoje em alguns lugares no México)... Como não se identificar com o sofrimento do personagem central com aquele jovem ator (Rudy Youngblood) transmitindo tanto medo e angustia através de seus olhos? Como não ficar apavorado em apenas olhar para aquele índio instável e cruel que denomina o protagonista de "Quase"? Mel Gibson da um show na construção de toda a seqüência da "descoberta" do "medo" pelo personagem Jaguar Paw (é óbvio que ele já havia sentido medo na vida, mas não naquela intensidade, não aquele tipo de medo) ao se deparar com um outro índio simplesmente atônito com o que acabará de presenciar na sua tribo... Até aquele exato momento Jaquar Paw nunca havia sentido medo de perder sua família, suas raízes... Nunca havia sentido o medo da ameaça de um perigo real e imediato... Mais uma vez Mel Gibson realiza um filme impactante... * * *

Recebeu 3 indicações ao Oscar, nas categorias de Melhor Som, Melhor Edição de Som e Melhor Maquiagem (que acredito irá vencer, pois está excelente mesmo a caracterização dos personagens). Uma indicação ao Globo de Ouro de Melhor Filme Estrangeiro (que perdeu pra um outro filme americano que havia sido indicado nesta mesma categoria por apenas ser falado em outra língua no caso a japonesa, "Cartas de Iwo Jima" de Clint Eastwood) e uma indicação ao BAFTA (o Oscar britânico) de Melhor Filme Estrangeiro.

Ritmo De Um Sonho

 

Este eu vi em DVD neste final de semana... Não gosto de hip-hop e nem de rap... Muito menos curto o estilo rapper de se vestir e falar... Na verdade não suporto... Mas "Ritmo De Um Sonho" é um filme muito bom... Vc pode não gostar do estilo musical retratado no longa, mas sua história é forte e envolvente o bastante para se tornar em uma boa pedida pro final de semana... O elenco ajuda a criar empatia entre aquele universo sujo e seus personagens marginais e a margem da sociedade (um cafetão e suas prostitutas) com o público... Terrence Howard (que foi indicado por este filme ao Oscar de melhor ator – perdeu para Philip Seymour Hoffman) está ótimo como o cafetão que numa crise de meia idade decide que tem que mudar de vida... A via de escape??? A música... No caso o rap... Com a ajuda de um amigo de tempo de escola (Anthony Anderson) ele começa a escrever letras sobre sua difícil vida de cafetão... A chegada de um rapper famoso no seu bairro lhe acende a esperança de ser descoberto e quem sabe mudar de vida... A seqüência da criação da música "Ferro na Boneca" é maravilhosa e contagiante... Só não consigo entender como a atriz Taraji P. Henson (que no filme faz a grávida Shug) não foi indicada ao Oscar de melhor atriz coadjuvante... Ela está magnífica... * * * *

     

Premiações
Ganhou o Oscar de Melhor Canção Original ("It's Hard Out Here for a Pimp"), além de ter sido indicado na categoria de Melhor Ator (Terrence Howard).

Recebeu uma indicação ao Globo de Ouro de Melhor Ator - Drama (Terrence Howard).

Recebeu uma indicação ao Independent Spirit Awards de Melhor Ator (Terrence Howard).

Ganhou os prêmios de Melhor Filme - Voto Popular e Melhor Fotografia, no Sundance Film Festival.

Recebeu 3 indicações ao MTV Movie Awards, nas categorias de Melhor Performance (Terrence Howard), Melhor Revelação (Taraji Henson) e Melhor Beijo (Terrence Howard e Taraji Henson).

 

Outro filme indicado ao Oscar de melhor produção do ano que vi no domingo a tarde no Cine Bristol na Avenida Paulista... Muito bom o filme... Com certeza dos longas indicados ao Oscar de melhor filme de 2006 (ainda não vi "Pequena Miss Sunshine") ele é o mais leve e o que teria maior facilidade de diálogo com o público médio que freqüenta o cinema... Isso não quer dizer que sua história seja uma comédia ou algo irrelevante, muito pelo contrário, o longa trata justamente de um dos momentos mais difíceis que a monarquia inglesa sofreu nos últimos tempos, ou seja, o falecimento da princesa Diana... A grande questão era como a família real deveria ser postar diante de uma tragédia destas??? Se pronunciar ou não??? Comparecer ou não ao velório??? Conceder honras reais ou um velório comum e simples??? O filme nos mostra com muita competência os bastidores deste momento crucial para a Rainha Elizabeth II e a monarquia inglesa já que ela estava mais do que relutante em relação ao envolvimento da família real neste assunto que ela considerava ser apenas da família da princesa (já que ela era uma ex-membro da corte real)... Tony Blair (então recente nomeado Primeiro Ministro da Inglaterra) foi o principal articulador para que a Rainha mudasse de idéia... Helen Mirren está ótima e dificilmente deixa de ganhar a estatueta de melhor atriz deste ano... * * *    

 

Premiações
Recebeu 6 indicações ao Oscar, nas categorias de Melhor Filme, Melhor Diretor, Melhor Atriz (Helen Mirren), Melhor Roteiro Original, Melhor Figurino e Melhor Trilha Sonora.

Ganhou 2 Globos de Ouro, nas categorias de Melhor Atriz - Drama (Helen Mirren) e Melhor Roteiro. Foi ainda indicado nas categorias de Melhor Filme - Drama e Melhor Diretor.

Ganhou 2 prêmios no BAFTA, nas categorias de Melhor Filme e Melhor Atriz (Helen Mirren). Foi ainda indicado nas categorias de Melhor Filme Britânico, Melhor Diretor, Melhor Ator Coadjuvante (Michael Sheen), Melhor Roteiro Original, Melhor Trilha Sonora, Melhor Maquiagem e Melhor Edição.

Ganhou o Goya de Melhor Filme Europeu.

Ganhou o Volpi Cup de Melhor Atriz (Helen Mirren), o prêmio de Melhor Roteiro e o Prêmio FIPRESCI, no Festival de Veneza.

Cartas de Iwo Jima

 

Com "A Conquista da Honra" Clint Eastwood mostrou o lado americano da batalha travada nas montanhas de Iwo Jima... Ainda não vi este filme mas ele já está na minha lista... E com Cartas de Iwo Jima ele mostra o lado japonês do mesmo conflito... É um bom drama de guerra, mas cansativo... Saí da sessão exausto... Na verdade espera mais dele... Não sei exatamente o que, mas espera um pouco mais... O elenco japonês é ótimo com destaque para o "samurai" Ken Watanabe e para o jovem ator Kazunari Ninomiya (na verdade o grande protagonista da história)... O filme é muito pra baixo... Não bastasse a natureza da própria guerra e as dificuldades que aqueles soldados japoneses estavam enfrentando com um número bastante reduzido de homens e armamentos (e alimentos também) havia também o agravante da cultura nipônica... Ou seja, uma vez a derrota iminente é preferível o suicídio (que eles consideram uma maneira honrosa de morrer) do que a fuga (que eles consideram um ato de covardia e falta de companheirismo com seus colegas de batalhão que morreram lutando)... No filme há uma seqüência chocante que ilustra muito bem isso que estou comentando... É horrível... Na verdade desde quando o filme começa temos (e os soldados japoneses também) a convicção que a derrota é certa e irrevogável... Não há escapatória... A única coisa que eles podem fazer (e irão) é dificultar ao máximo a conquista americana da montanha Iwo Jima... Num ato de bravura e amor ao seu país... Não terá forças para vencer "Babel" ou mesmo "Pequena Miss Sunshine" no Oscar de melhor filme... * *

 

Premiações
Recebeu 4 indicações ao Oscar, nas categorias de Melhor Filme, Melhor Diretor, Melhor Roteiro Original e Melhor Edição de Som.

Ganhou o Globo de Ouro de Melhor Filme Estrangeiro, além de ser indicado na categoria de Melhor Diretor.

Babel

 

Dando continuidade em minha maratona nos cinema da cidade de São Paulo assistindo os filmes que foram indicados a melhor produção do ano ontem a tarde foi a vez de "Babel" do mexicano Alejandro Gonzalez Iñárritu no Shopping Santa Cruz... Ele havia meio que dividido os críticos e pessoas que conheço que já haviam assistido ao longa não tinham gostado... Fui meio que com o pé atrás mas no final ele me surpreendeu... É cansativo? É... Mas também é o mais forte dos indicados que vi até agora (só falta "Pequena Miss Sunshine" que mesmo sem ver é o filme que acredito que irá vencer o principal prêmio da noite)... Muito bem dirigido (não ficaria surpreso se Iñárritu vencesse Martin Scorsese) e roteirizado "Babel" relata quatro histórias distintas entre si (o drama de Brad Pitt e sua esposa Cate Blanchet que levou um tiro – a família marroquina que se vê em apuros com a policia local devido ao rifle responsável pelo tiro disparado por um dos filhos do dono da arma – a babá mexicana que se envolve numa grande enrascada ao tentar atravessar a fronteira de seu país com os Estados Unidos com os filhos do casal Pitt/Blanchet e por último o drama de uma moça japonesa surda e muda (filha do antigo dono da arma que foi parar no Marrocos) que tenta a todo custo chamar a atenção para sua solidão e desespero), mas que em algum ponto da narrativa irão se encontrar mesmo que indiretamente... É meu segundo candidato á melhor filme... E na realidade tem grandes chances de vencer... A melhor das histórias é a da família marroquina... Os atores mirins são ótimos e a ambientação bastante real... Brad Pitt está excelente numa caracterização sem glamour e bastante sofrida... * * *

  

Premiações
Recebeu 7 indicações ao Oscar, nas seguintes categorias: Melhor Filme, Melhor Diretor, Melhor Atriz Coadjuvante (Adriana Barraza e Rinko Kinkuchi), Melhor Roteiro Original, Melhor Trilha Sonora e Melhor Edição.

Ganhou o Globo de Ouro de Melhor Filme - Drama, além de ter sido indicado nas categorias de Melhor Diretor, Melhor Ator Coadjuvante (Brad Pitt), Melhor Atriz Coadjuvante (Rinko Kikuchi e Adriana Barraza) e Melhor Roteiro.

Ganhou o BAFTA de Melhor Trilha Sonora, além de ser indicado nas categorias de Melhor Filme, Melhor Diretor, Melhor Roteiro Original, Melhor Fotografia, Melhor Edição e Melhor Som.

Ganhou o prêmio de Melhor Diretor, o Prêmio Ecumênico do Júri e o Grande Prêmio Técnico, no Festival de Cannes.

Herói

 

"Herói" é protagonizado por um dos mais famosos lutadores de artes marciais da atualidade (o outro é Jackie Chan... mas seu estilo é outro, mais voltado para acrobacias inacreditáveis e mirabolantes... além de seus filmes sempre terem um pé na comédia) e dirigido por um dos diretores mais prestigiados da China, Zhang Yimou... Além de contar com uma das principais atrizes daquele país a bela Zhang Ziyi... Visualmente muito bonito "Herói" é uma bonita declaração de amor do diretor Yimou ao seu país... A China ancestral era dividida em sete reinos antes que Qin (o primeiro Imperador Chinês) unificasse a nação (a espetacular Muralha da China é obra sua)... E é neste período que o longa se passa... Havia uma resistência muito forte quanto a unificação pelos outros reinos e Jet Li representa exatamente uma destas pessoas que derrota três dos maiores assassinos daquela época para estar frente a frente com o futuro imperador e consequentemente matá-lo... Assistimos as versões de como tudo isso aconteceu contada pelo personagem Sem Nome (Jet Li) e pelo próprio Qin que não acredita na versão de Jet Li... E por último vemos o que de fato aconteceu... Para cada versão uma cor predominante... Um estilo de luta e armas diferentes... Tudo muito bonito... Sua beleza cativou os membros da Academia que lhe indicaram como melhor produção estrangeira... Assim como os correspondentes estrangeiros de Hollywood que lhe indicou para esta mesma categoria no Globo de Ouro... Mas como todo filme de artes marciais é necessário gostar do gênero, não se importando por exemplo com homens voando (o que é muito comum nestes filmes)... Um produto de qualidade... * * *  

 

Premiações
Recebeu uma indicação ao Oscar de Melhor Filme Estrangeiro.

Recebeu uma indicação ao Globo de Ouro de Melhor Filme Estrangeiro.

Ganhou o Prêmio Alfred Bauer, no Festival de Berlim.

O Clã das Adagas Voadoras

 

Zhang Yimou pelo visto gostou da experiência de trabalhar com o gênero artes marciais ("Herói" havia sido sua primeira incursão pelo gênero)... E desta vez deu para Zhang Ziyi (que também trabalhou em "Herói" mas num papel relativamente pequeno e no aclamado "O Tigre e o Dragão") um papel de destaque nesta produção que conseguiu a proeza de ser ainda mais bonito visualmente que aquele protagonizado por Jet Li... Bom pelo menos eu achei... Na verdade não apenas é mais bonito com é também melhor filme que aquele... Sua trágica e bela história de amor (um triângulo amoroso) irá surpreender (e muito) aqueles que esperam apenas cenas espetaculares de ação (ambientadas num visual deslumbrante)... Sua história também é importante... E essa é a diferença de "O Clã das Adagas Voadoras" (adoro esse nome) para a maioria dos filmes de artes marciais... Acompanhamos com interesse o desenrolar da trama que terá um final arrebatador e inesperado... Curiosamente ele não foi indicado ao Oscar de melhor produção estrangeira (apesar de ser melhor que "Herói" eles devem ter pensando... "Indicar novamente um filme chinês de artes marciais??? Melhor não...rs") mas sim de melhor fotografia... Voltou a ser indicado ao Globo de Ouro e teve nada menos que 9 indicações ao Bafta (o Oscar britânico)... Mas do que indicado aos fãs do gênero... Que se não gostarem da conclusão, irão pirar com as cenas de ação... Uma melhor do que a outra... * * * *

 

Premiações
Recebeu uma indicação ao Oscar de Melhor Fotografia.

Recebeu uma indicação ao Globo de Ouro de Melhor Filme Estrangeiro.

Recebeu 9 indicações ao BAFTA, nas seguintes categorias: Melhor Filme Estrangeiro, Melhor Atriz (Zhang Ziyi), Melhor Fotografia, Melhores Efeitos Especiais, Melhor Figurino, Melhor Edição, Melhor Maquiagem, Melhor Som e Melhor Desenho de Produção.

Recebeu uma indicação ao European Film Awards de Melhor Filme Não-Europeu.

Recebeu uma indicação ao MTV Movie Awards de Melhor Luta.

Noivo Neurótico, Noiva Nervosa

 

Sempre que algum filme de Woody Allen é lançado nos cinemas a mesma discussão volta a tona: Se aquele filme em questão é ou não é um grande Woody Allen... Foi assim com os seus últimos lançamentos os longas "Match Point" e mais recentemente "Scoop – O Grande Furo"... Não assistir nenhum dos dois... Na verdade até hoje só havia assistido á apenas 5 filmes (este portanto é o sexto) de Woody Allen... Os bons "Tiros Na Broadway" e "Poderosa Afrodite" e os horríveis
"Desconstruindo Harry" (que a crítica considera um grande Woddy Allen) e "Celebridades" e o cansativo "Setembro" (com excelente atuação de Mia Farrow)... Filmes como vocês perceberam da década de 1990 pra cá (exceto "Setembro que é da década de 1980")... Nunca tinha visto os antigos, aqueles que fizeram sua fama e pavimentaram sua credibilidade como comediante e excelente roteirista... Este é um deles... Annie Hall (título do filme no original que foi traduzido para o português como "Noivo Neurótico, Noiva Nervosa" apesar de em nenhum momento eles ficarem noivos...rs) é Diane Keaton (sua segunda musa... Mia Farrow que chegou ser sua esposa foi a primeira... e agora ele começa a dar sinais que sua terceira musa será Scarlett Johansson já que ela trabalhou com ele em seus dois últimos filmes) uma mulher com pretensões artísticas (ele quer ser cantora) que se envolve com um comediante neurótico (Woody Allen acredito que fazendo ele mesmo, ou pelo menos com este filme ele meio que estruturou o seu personagem padrão, ou seja, um neurótico cheio de manias e com tiradas sarcásticas e irônicas da vida e do cotidiano) em plena Nova York (outras das obsessões de Allen sua cidade natal New York – ele nasceu no Brooklyn)... Aliás, eu não sei até que ponto esta história é autobiográfica (pelo menos me deu está impressão) pois seu personagem nasceu e cresceu no Brooklyn e além de ser comediante é também cheios de manias, isto é, como ele mesmo...

Como sou uma pessoa com algumas manias me deparei com uma onde me divertir bastante... Alvy (Allen) assim como eu não gosta de começar a assistir um filme que já tenha começado, nem que seja como no longa onde o filme que eles iriam ver no cinema tinha apenas 2 minutos de projeção...rs!!! Também não consigo...rs!!! Também não gosto de assistir filmes comendo ou acompanhado (pelo menos na primeira vez que eu estiver assistindo) entre outras coisas mas até aí... Bom voltando ao filme...rs!!! Boas tiradas estão espalhada por todo o filme que não tem uma narrativa linear... Passado e presente se misturam ao nos mostrar (quando o filme começa eles estão se separando) como este casal se conheceram e o que os levaram ao rompimento do relacionamento... Em certos momentos Alvy olha para a câmera e conversa com o espectador... Em outro momento os personagens participam de uma situação que na verdade faz parte do passado (da infância do comediante)... Gostei... Bastante divertido... É o que se convencionou chamar de comédia inteligente... Com este filme Woody Allen venceu 4 Oscars (filme, diretor, roteiro original e atriz)... * * * *

Obs: A participação pequena de Christopher Walken (como irmão de Annie que participará de uma das boas piadas do filme... aquele que se passa dentro de seu carro) e a ponta de Jeff Goldblum (em início de carreira atendendo um telefone)...

Premiações
Ganhou 4 Oscars: Melhor Filme, Melhor Diretor, Melhor Atriz (Diane Keaton) e Melhor Roteiro Original, além de ter sido indicado na categoria de Melhor Ator (Woody Allen).

Ganhou o Globo de Ouro de Melhor Atriz em Comédia/Musical (Diane Keaton), além de ter sido indicado nas seguintes categorias: Melhor Filme - Comédia/Musical, Melhor Diretor, Melhor Ator em Comédia/Musical (Woody Allen) e Melhor Roteiro.

Apocalypse Now Redux

 

Ao lado da trilogia do "O Poderoso Chefão" este é o filme mais famoso do cineasta Francis Ford Coppola (que também realizou "Drácula de Bram Stoker" o grande responsável pelo meu fascínio pela sétima arte)... Como adoro filmes de guerra tinha muita curiosidade em ver este longa... Esperava algo bastante emocionante como "O Resgate do Soldado Ryan" de Spielberg ou marcante e impactante como "Platoon" de Oliver Stone... Não foi nem uma coisa nem outra... "Apocalypse Now" é um filme atípico de guerra... Atípico no sentido que mais lhe interessa se aprofundar na procura de um certo Coronel Kurtz que aparentemente enlouqueceu e comanda um grupo de fanáticos na selva cambojana (feito por um Marlon Brando 40 quilos acima do seu peso normal... notem que na maioria das suas cenas ele está meio que escondido entre sombras) do que propriamente na guerra travada em território vietnamita... Tanto é que em pouco mais de 3 horas de duração (na versão redux foi acrescentado cerca de 45 minutos a mais) apenas em dois momentos temos o vislumbre do conflito travado naquela selva... A seqüência das flechas e o ataque da ponte...

Agora uma coisa tem que ser dito... esta seqüência na ponte é emblemática ao mostrar a loucura e o horror em que aqueles soldados americanos estavam mergulhados... Fantástica!!! Outra cena que de tão absurda parece surreal é a protagonizada pela tropa do tenente-coronel Kilgore (Robert Duvall em atuação que lhe valeu indicação ao Oscar de coadjuvante)... Eles simplesmente achem em meio a um bombardeio como se nada estivessem acontecendo... é a alienação em estado bruto... o que eles querem mesmo é surfar!!! É o horror da guerra mostrada por um outro viés (estamos acostumados a ver filmes repletos de batalhas sangrentas e desumanas)... O roteiro que narra a missão do Capitão Willard (Martin Sheen... é inacreditável a semelhança com seus filhos famosos os atores Emilio Estevez e Charlie Sheen) e sua pequena equipe (formada por apenas 5 soldados dentre eles o jovem ator Laurence Fishburne) foi co-escrito pelo próprio diretor e por John Millius (diretor de Conan O Bárbaro que revelou Arnold Schwazenneger) baseado em romance de Joseph Conrad... Poderia ser muito mais emocionante mais ainda assim é marcante... * *

Premiações
Ganhou 2 Oscars: Melhor Fotografia e Melhor Som. Recebeu ainda outras 6 indicações: Melhor Filme, Melhor Diretor, Melhor Ator Coadjuvante (Robert Duvall), Melhor Edição, Melhor Direção de Arte e Melhor Roteiro Adaptado.

Ganhou 3 Globos de Ouro: Melhor Diretor, Melhor Roteiro e Melhor Ator Coadjuvante (Robert Duvall). Foi ainda indicado a Melhor Filme - Drama.

Ganhou a Palma de Ouro no Festival de Cannes, empatado com O Tambor.

Recebeu uma indicação ao César, na categoria de Melhor Filme Estrangeiro.

Recebeu uma indicação ao Grande Prêmio BR de Cinema, na categoria de Melhor Filme Estrangeiro.

Touro Indomável

 

Sempre que um novo filme de Scorsese é lançado nos cinemas (o mesmo fenômeno acontece com Woody Allen) os críticos levantam a questão se o filme se trata de um grande Scorsese ou não... E eles sempre citam dois longas para situar a grande fase de Scorsese: "Táxi Driver" e "Touro Indomável" ambos protagonizados por Robert DeNiro (que curiosamente a tempos também tem visto sua reputação de grande ator sendo questionada já que suas atuações e filmes recentes ficam bem aquém do seu talento)... Tudo isso para dizer que ontem eu assisti "Touro Indomável" que aliás, num exagero por parte da imprensa especializada chegou a ser considerá-lo o melhor filme da década de 1980... O filme é uma espécie de cine-biografia (ascensão e queda) do lendário pugilista dos anos 1940 e 1950 Jake LaMotta (Robert DeNiro numa grande atuação que lhe valeu o Oscar e o Globo de Ouro de melhor ator) mas com um porém... Interessa ao cineasta Scorsese mais a vida pessoal do que a profissional deste homem que era conhecido no meio do boxe como "o touro do bronx" devido a violência e brutalidade com a qual lutava (e que Scorsese faz questão de mostrar com muito detalhe pois vários são os closes nos rostos dos lutadores... e ainda dizem que Mel Gibson é que é fascinado pela violência)...

E aqui vale um parênteses... As lutas (que intercalam a vida pessoal do lutador) retratadas no filme se parecem mais com briga de rua do que com boxe propriamente falando... É de uma selvageria total... Essas seqüências me levantaram a seguinte questão: Será que os boxeadores daquela época lutavam como animais ferozes??? Ou era apenas com LaMotta que as lutam ficavam daquele jeito??? Quem assistir o filme entenderá do que eu estou falando... Outra coisa: E os juízes??? Estavam ali apenas para contar até 10 caso um dos oponentes caíssem??? Pois a impressão que tinha era que a qualquer momento um dos lutadores fosse cair morto na lona... As lutas me pareceram um pouco forçadas demais neste quesito mais servem para ilustrar (e de repente essa tenha sido mesmo a intenção de Scorsese) com perfeição toda a brutalidade e violência também de LaMotta fora dos ringues... De temperamento explosivo e de difícil relacionamento inter-pessoal até as pessoas mais próximas dele sofrem com sua brutalidade, a saber: seu irmão Joey (numa bela atuação de Joe Pesci antigo colaborador de Scorsese e parceiro de DeNiro em vários outros filmes) e sua esposa Vickie (a estreante Cathy Moriarthy)... Acrescentem a toda a sua violência um ciúme doentio... ele desconfia de tudo e de todos e consequentemente pouco a pouco os dois sairão de sua vida (o irmão porque foi espancado por ele na frente da própria família; a esposa porque não agüentava mais apanhar e ser mal tratada)... ninguém pode ser responsabilizado por sua ruína, por sua queda a não ser ele mesmo... perdeu tudo, família, irmão, até seu cinturão de campeão mundial ele vendeu para conseguir dinheiro... seu fim será melancólico como um comediante de segunda categoria se apresentando em barzinhos de mesma qualidade... Aliás, para esta fase DeNiro engordou cerca de 25 quilos para retratar bem a decadência física (do outrora temido campeão) e moral do personagem... Um final deprimente para um grande esportista (e péssimo e doentio ser humano) mas mais do que esperado para um homem como Jake LaMotta... * * *

Premiações
Ganhou 2 Oscars: Melhor Ator (Robert De Niro) e Melhor Montagem, além de ter recebido outras 6 indicações: Melhor Filme, Melhor Diretor, Melhor Ator Coadjuvante (Joe Pesci), Melhor Atriz Coadjuvante (Cathy Moriarthy), Melhor Som e Melhor Fotografia.

Ganhou o Globo de Ouro de Melhor Ator em Drama (Robert De Niro), além de ter recebido outras 6 indicações: Melhor Filme - Drama, Melhor Diretor, Melhor Ator Coadjuvante (Joe Pesci), Melhor Atriz Coadjuvante (Cathy Moriarthy), Melhor Roteiro e Melhor Revelação Feminina (Cathy Moriarthy).

Kill Bill Vol.2

 

Antes de começar minha resenha preciso relatar isso... Estava assistindo o "Kill Bill Vol.1" quando minha irmã chegou da academia (com a nossa amiga Sandra) e começou a assistir o filme enquanto jantava sentada no sofá... sua intenção era apenas assistir um pouquinho e ir dormir... não conseguiu... se interessou pela jornada de vingança da "Noiva" e assistiu até o fim, resultado: ficou super-curiosa para ver como tudo aquilo iria acabar, e segundo ela passou o dia inteiro de ontem comentando sobre o filme e imaginando o que diabos "A Noiva" teria feito para que Bill tivesse mandado realizar um ato tão bárbaro e covarde que foi o massacre dentro da igreja??? E ainda por cima pelos seus antigos companheiros de "profissão"... Bom, a curiosidade acabou ontem mesmo ao término de "Kill Bill Vol.2"...

Acredito que não era apenas a minha irmã que tinha curiosidade em saber o porque de tudo aquilo (não que eu não estivesse curioso, mas espero as coisas acontecerem, e ela não, fica impaciente divagando durante o filme as possibilidades do que pode ter acontecido, na verdade ela e nossa amiga Sandra)... Outra curiosidade grande era o que de fato havia acontecido dentro da igreja, ou seja, como as pessoas foram mortas... E aqui vale uma observação importante... Esta seqüência (que mostra os personagens dentro da igreja ensaiando para um casamento – ah, inclusive aproveito a deixa para me corrigir... ela não iria se casar com Bill como eu havia dito na minha resenha sobre o Vol.1 e sim com uma outra pessoa) que é a inicial do Vol.2 já deixa bem claro que o tom do filme será totalmente diferente do Vol.1 (muito movimentado e repleto de sangue e violência explícita)... Em vez de assistirmos o massacre acontece justamente o contrário, a câmera sai de dentro da igreja quando os assassinos chegam ao local e apenas escutamos os tiros e gritos...

Tarantino neste volume deixa a ação e adrenalina de lado para se concentrar nos seus personagens e no desenvolvimento da história (ele agora explica como "A Noiva" adquiriu toda habilidade mostrada no Vol.1, revela a pessoa de Bill, apresenta o treinamento da "heroína" e os outros dois assassinos da sua lista)... Os críticos caíram matando no ator David Carradine que consideraram fraco e inadequado para o papel, mas tenho uma opinião um pouco diferente... Carradine realmente não é um bom ator, mas o personagem em si também não é tão marcante ou carismático assim... Faltam-lhe cenas e diálogos marcantes que infelizmente (e até surpreendentemente) Tarantino não conseguiu escrever... A maioria das cenas que ele está presente não são de impacto ou memoráveis, infelizmente... Até o tão aguardado embate por exemplo entre ele a "A Noiva" é um verdadeiro anti-clímax... Pra falar a verdade ele praticamente não existiu... Afinal, todos esperavam uma seqüência de luta espetacular bem movimentada e tal mas não foi isso o que aconteceu... Tudo se sucedeu de forma lenta e mediante muita conversa... Não eram diálogos que todos sentiram falta no Vol.1??? Pois bem, eles apareceram em abundancia no Vol.2... Mais apesar de não comprometerem o resultado final resultaram pouco inspiradores nos momentos mais importantes da trama... Eu por exemplo, senti falta dos diálogos recheados de humor e banalidades que Tarantino escreve como ninguém...

São filmes com clima e enfoque totalmente diferente, mas a comparação é inevitável... a comparação das seqüências que resultam nas mortes dos integrantes do grupo Víboras Assassinas (acho que é esse o nome do grupo), dos diálogos, dos enquadramentos, da trilha musical (aliás a trilha musical é bem inferior ao Vol.1)... E sem dúvida o Vol.1 é bem melhor, mas o Vol.2 tem suas qualidades... Eu por exemplo, adorei a seqüência da luta entre "A Noiva" e Elle Driver (Daryl Hannah) dentro do trailer do irmão de Bill, Budd (Michael Madsen muito ótima atuação)... O mais vibrante e intenso combate dos dois filmes... Infelizmente o filme não nos brinda com o confronto entre "A Noiva" e Budd (Tarantino resolveu eliminar este personagem de uma outra maneira a não ser em uma briga direta com Black Mamba), mas em compensação sua participação é marcante e ele será o autor de uma crueldade enorme (enterrar viva a loirinha assassina)... Ah, quer saber o porque que Bill mandou matar "A Noiva"??? Assista os dois filmes em seqüência, você não vai se arrepender... * * *

Premiações
Recebeu 2 indicações ao Globo de Ouro, nas seguintes categorias: Melhor Atriz - Drama (Uma Thurman) e Melhor Ator Coadjuvante (David Carradine).

Ganhou o MTV Movie Awards de Melhor Luta (Daryl Hannah e Uma Thurman), além de ter sido indicado nas categorias de Melhor Filme e Melhor Atriz (Uma Thurman).

Kill Bill Vol.1

 

Depois de assistir a alguns clássicos e obras-primas do cinema mundial resolvi fazer uma reformulação na minha lista alternando entre filmes atuais (diversos gêneros) e clássicos/importantes de grandes cineastas/atores/atrizes... Iniciei minha nova lista com "Kill Bill Vol. 1" que marcou o retorno de Tarantino atrás das câmeras... Ele não filmava (dirigir uma seqüência de "Sin City – A Cidade do Pecado" não conta) desde Jackie Brown de 1997... Ele fez seu nome e fama com os filmes independentes "Cães de Aluguel" e principalmente "Pulp Fiction" (com nomes como John Travolta, Bruce Willis, Samuel L. Jackson, entre outros no elenco)... Com estes filmes ele impôs sua característica de filmar (montagem fragmentada e diálogos sensacionais, sendo este último seu principal talento, seu ponto forte) como uma marca registrada... Sempre que algum cineasta aparecia com uma proposta parecida com a dele era logo comparado com o fenômeno Tarantino... Um bom exemplo disso é o britânico Guy Ritchie que realizou dois ótimos filmes com estilo parecido ("Jogos, Trapaças e Dois Canos Fumegantes" e "Snatch – Porcos e Diamantes")... um universo povoado de personagens interessantes, com um roteiro recheado de situações e diálogos inteligentes ou engraçados e uma montagem acelerada e esperta... Infelizmente depois que ele casou com a popstar Madonna ele realizou somente a bomba chamada "Destino Insólito" (protagonizado por ela) e nada mais...

Mais antes de começar a falar propriamente do filme uma informação... Kill Bill não foi pensando nem desenvolvido para ser uma história dividida em duas partes, e sim um único filme... mais como o resultado final havia ficado muito longo (o filme teria mais de 4 horas de duração) a Miramax (sempre brilhante quando o assunto é marketing) numa jogada puramente mercadológica e genial resolveu dividi-lo e lança-lo nos cinemas com um intervalo de 6 meses um do outro... Mais é importante dizer que isso só foi possível e aceito pelos chefões dos estúdios envolvidos com a produção porque o filme em questão se tratava de um projeto Tarantino, ou seja, a expectativa em torno de seu retorno (atrás das câmeras) era muito grande tanto da parte dos críticos quanto do público... Palmas para os executivos pois a jogada deu tão certo que o Vol.1 somente nos EUA arrecadou U$ 70 milhões (U$ 110 milhões foi sua arrecadação total) e o Vol.2 U$ 66 milhões (U$ 152 milhões em seu total)... Seu orçamento foi de apenas (dentro do padrão americano é considerado baixo) U$ 55 milhões... Agora voltando ao assunto...

O interessante em "Kill Bill Vol.1" é que o que as pessoas mais esperavam em se tratando de um filme com a marca Quentin Tarantino não aconteceu (pelo menos com tanta freqüência ou ênfase e neste volume) que era os aguardados diálogos inteligentes e por vezes banais e hilariantes entre seus personagens... Mais para isso existe uma explicação... o que importa para Tarantino (pelo menos neste primeiro volume) é o desenvolvimento da ação, a criação de seqüências de lutas de artes marciais memoráveis (mais isso não impede dele por exemplo escrever o divertido diálogo entre Hattori Hanzo – o grande astro de outrora dos filmes e seriados japoneses de artes marciais Sonny Chiba – e seu funcionário a respeito de quem deve servir o saquê)...

Pouco ou quase nada nos é explicado (nem mostrado) sobre o massacre que resultou na morte de 9 pessoas incluindo "A Noiva" (também conhecida como Black Mamba – seu codinome dentro da gangue de assassinos liderados pelo tal de Bill, cuja face não vemos neste primeiro capítulo, apenas voz e algumas partes do corpo)... O que sabemos é que em pleno dia do seu casamento a loirinha assassina (a linda e ótima Uma Thurman) é "assassinada" por membros de sua equipe a
mando de seu próprio noivo Bill (David Carradine), e que estava grávida... Depois de 4 anos ela acorda do coma e não pensa em outra coisa a não ser em vingança... Para tanto ela anota num caderninho o nome das 5 pessoas que deve matar, e depois vai à caça...

A primeira a ser eliminada (na verdade ela é a segunda... resultado de uma montagem não linear bem ao gosto de Tarantino) é Vernita Green interpretada por Vivica A. Fox num interessante embate dentro de sua casa (ela se casou com um médico e é mãe de uma garotinha) que começa na sala e termina na cozinha... A segunda (que consequentemente é a primeira da lista) atende pelo nome de O'Ren Ishii vivida por Lucy Liu (toda a sua história de como ela presenciou a morte dos pais com apenas 9 anos, vingou a morte dos mesmos anos depois e se tornou a líder da máfia japonesa Yakusa é magistralmente contada em formato animação, repleta de sangue e violência... magnífico!!!)... O legal é que esse embate "A Noiva" vs. O'Ren é o clímax do filme, mas sua luta é relativamente simples e curta, econômica nos golpes mais de uma grande beleza plástica nunca antes vista em um filme de Tarantino, com bonitos enquadramentos e uma bela direção de arte... a neve caindo só realçou a beleza do confronto...

Além destes dois embates (um no início e o outro no fim) "A Noiva" ainda irá lutar (no meio da projeção) com os capangas de O'Ren formados por nada menos que 88 homens (numa seqüência insana onde rolam braços, pernas e cabeças, além de muito sangue jorrado para todos os lados)!!! Ah, e antes lutará também com a japonesinha GoGo (Chiaki Kuriyama – hábil com uma corrente com uma bola de ferro na ponta) e arrancará o braço da advogada (Julie Dreyfus) de O'Ren... Animal como diria o outro... Outra marca registrada de Tarantino é a trilha musical de seus filmes... Neste aqui ele usa e abusa de temas típicos de filmes de western... O mais interessante é que ele os usa quase sempre em momentos de ação como na estupenda seqüência animada... Aquela música ao fundo enquanto os pais de O'Ren são assassinados é merecedora de aplausos por 10 minutos ininterruptos, ou melhor, não somente a música mas toda a seqüência...

Tarantino realizou o filme dos seus sonhos homenageando diretores/atores e gêneros (western, artes marciais, máfia) que fizeram parte de toda a sua infância e lhe alimentaram cinematograficamente falando... Mas quem ganha caro amigo leitor somos nós com um filme que sem dúvida nenhuma nos deixa com gostinho de quero mais... Que venha "Kill Bill Vol.2"... * * * *

Premiações
Recebeu uma indicação ao Globo de Ouro, na categoria de Melhor Atriz - Drama (Uma Thurman).

Recebeu 5 indicações ao BAFTA, nas seguintes categorias: Melhor Atriz (Uma Thurman), Melhor Som, Melhor Trilha Sonora, Melhor Edição e Melhores Efeitos Especiais.

Recebeu uma indicação ao Grammy, na categoria de Melhor Trilha Sonora - Cinema/TV.

Ganhou 3 prêmios no MTV Movie Awards, nas seguintes categorias: Melhor Atriz (Uma Thurman), Melhor Vilão (Lucy Liu) e Melhor Luta (Uma Thurman e Chiaki Kuriyama).

Jogos Mortais 2

 

E pensar que eu fui um crítico ferrenho do primeiro "Jogos Mortais"... Não sou fã do gênero terror e filmes como "O Chamado" (que achei horrível – o segundo até hoje não vi), "O Grito" (que também não vi) e afins nunca me atrairam... E com "Jogos Mortais" não foi diferente... Sempre o critiquei muito (mesmo antes de vê-lo)... Seu trailer me pareceu mais uma sessão de tortura do que qualquer outra coisa... Até que num sábado qualquer eu resolvi da uma oportunidade para este longa que passaria no TeleCine Premium as 22h e tudo mudou... Ao término do filme fiquei boquiaberto com o inteligente e intrincado roteiro e com a maneira como tudo foi desenvolvido... Simplesmente tinha acabado de ver um dos melhores filmes de terror/suspense dos últimos anos... Com o sucesso do filme no mundo inteiro era mais do que evidente que logo mais sairia uma seqüência ("Jogos Mortais 3" acabou de ser lançado nos cinemas e o quarto já está agendado para 2007)...

A principal mudança em termos técnicos foi á saída do jovem diretor James Wan (que também havia co-escrito o roteiro do primeiro) para a entrada do também jovem Darren Lynn Bousman (que álias é o diretor de "Jogos Mortais 3")... O ator australiano Leigh Whannell o idealizador desta intrigante trama ainda continua como um dos roteiristas... E novamente eles nos entregam uma trama envolvente e intrigante, mas como já era esperado sem o frescor da originalidade do primeiro, mas ainda assim se assiste com interesse e curiosidade... Sempre ficamos nos perguntando de que forma os personagens serão eliminados da trama (um outro filme de suspense que também conquistou a platéia e despertava semelhantemente na gente essa sensação foi o primeiro "Premonição")... A sensação de angústia é menor, mas nem por isso as seqüências de mortes são menos chocantes ou bem boladas... Um exemplo disso é a seqüência que se passa num poço cheio de agulhas... É de arrepiar... Outro detalhe importante do roteiro e que achei sensacional (uma jogada de mestre) foram eles terem situado o clímax no mesmo local que se passa a ação do filme anterior, ou seja, no banheiro... Fazendo com que tenhamos uma sensação de continuidade e sincronia perfeita com os fatos que testemunhamos no primeiro filme... Outro ponto positivo é que ele é curtinho tem apenas 1h28m de filme corrido – sem contar os créditos finais...

Desta vez o serial killer Jigsaw (Tobin Bell) tranca em uma casa velha 8 pessoas aparentemente sem ligação, cujo objetivo será além de sair de lá (em apenas duas horas) encontrar seringas espalhadas pelos cômodos da residência com o antítodo do gás venenoso que pouco a pouco vai minando as forças dos personagens... Aqui vale um parênteses: este foi um dos poucos deslizes do roteiro, demorou demais para o filho do policial começar a sentir os efeitos do gás venenoso, isso aconteceu já quase no final, enquanto era notório que os outros já estavam bastante debilitados... Caberá ao policial durão feito pelo ex – New Kids On The Block, Donnie Whalberg (irmão do também cantor e ator Mark Whalberg) encontrar as pessoas e consequentemente salvar seu filho... Ótimo filme... * * * *

Premiações
Recebeu uma indicação ao MTV Movie Awards de Melhor Vilão (Tobin Bell).

Jogos Mortais

 

Não dava absolutamente nada por este filme (na verdade falava muito mal dele, antes mesmo de vê-lo) que me deixou boquiaberto com seu final totalmente inesperado e surpreendente... Tenso e muito bem realizado e escrito, este longa é o melhor suspense/terror dos últimos anos... Danny Glover é o único nome de destaque no seu elenco... Excelente!!! Ele vai te surpreender... * * * * *

...E O Vento Levou

 

Um dos maiores clássicos de todos os tempos "E O Vento Levou..." narra a conturbada e sofrida vida da jovem sulista Scarlett O'Hara (a inglesa Vivien Leigh) em plena época da Guerra Civil Americana (quando os sulistas queriam proclamar independência do restante do território americano)... Admirada e bajulada por todos os homens do local ela tem como o grande amor de sua vida o jovem Ashley Wilkes (Leslie Howard) que não a ama e irá casar com sua prima Melanie Wilkes (numa atuação maravilhosa de Olívia de Havilland)... Arrogante ela sempre buscará alcançar seus objetivos nem que para isso tenha que se casar três vezes sem amar as pessoas em questão (sendo a última delas o mulherengo e charmoso Rett Butler - o enigmático Clark Gable) ou então passando por cima de sentimentos e desejos alheios... Por isso mesmo devo confessar que não me simpatizei com a personagem principal deste best seller da escritora Margaret Mitchell achando mais do que normal e apropriado que ela tenha terminado sozinha... Arrogante, mesquinha, não merecia melhor fim mesmo...

 

O filme é muito longo (quase 4 horas de duração) e isso atrapalhará a sua apreciação já que ele parece ser dois filmes em um, ou seja, sua primeira metade é inferior a segunda causando uma sensação de ritmo irregular... Sua segunda metade conta com a presença mais constante do personagem Rett Butler e o filme ganha e muito com Clark Gable em cena... Assim como também cresce quando Olívia de Havilland está em ação como a doce e admirável Melanie ( e por isso mesmo a falsidade de Scarlett com ela - já que ama seu marido e tudo que faz por ela é por amor a ele - aumenta é muito o nosso desprezo por suas atitudes)... Já não posso dizer o mesmo da personagem Prissy (Butterfly McQueen)... Com aquela voz pra lá de irritante toda vez que ela entrava em cena eu me desesperava torcendo pra que aquela seqüência terminasse o quanto antes... E por fim temos a primeira negra a vencer um Oscar a atriz Hattie McDaniel (que está bem não posso negar mas que não é melhor jamais do que Havilland que perdeu o Oscar pra esta) como a governanta da propriedade Tara (uma enorme fazenda que será depois de Ashley a grande obsessão de Scarlett)... Um dos grandes filmes da história do cinema americano e mundial "E O Vento Levou..." é obrigatório para qualquer cinéfilo... * *

 

Premiações
Recebeu 10 Oscars: Melhor Filme, Melhor Diretor, Melhor Atriz (Vivien Leigh), Melhor Atriz Coadjuvante (Hattie McDaniel), Melhor Direção de Arte, Melhor Fotografia Colorida, Melhor Edição e Melhor Roteiro, além um Oscar honorário para William Cameron Menzies e um Oscar técnico, para Don Musgrave.

Recebeu ainda outras 5 indicações ao Oscar: Melhor Ator (Clark Gable), Melhor Atriz Coadjuvante (Olivia de Havilland), Melhor Som, Melhor Trilha Sonora e Melhores Efeitos Especiais.

Amor, Sublime Amor

 

Um dos mais famosos e admirados musicais de todos os tempos o maravilhoso "Amor, Sublime Amor" venceu 10 Oscar de 11 possíveis (perdeu apenas o de roteiro adaptado)... O filme é a versão musical para cinema do musical da Broadway criado por Arthur Laurents (que por sua vez se inspirou na história de Romeu e Julieta) ambientada em Nova York no início dos anos 1960... Coube a Ernest Lehman a adaptação... O longa mostra as terríveis conseqüências que uma rixa entre gangues rivais (os porto riquenhos do Shark e os "nativos" dos Jet's) trará para a vida daqueles jovens rebeldes e inconseqüentes (principalmente dos protagonistas vividos por Richard Beymer – Tony – e Natalie Wood – Maria)... Apesar de todos saberem o desfecho desta história trágica o prazer ainda assim será imenso ao você se deliciar com as seqüências de dança (o baile onde Maria e Tony se conhecem por exemplo é fantástica, assim como o excelente início) e as belas músicas que embalam as coreografias (gostei particularmente daquela que Tony fala da beleza do nome Maria e daquela dançada no teto de um prédio pelos porto riquenhos provavelmente chamada de "América")...

 

O elenco é excelente e a dupla central foram dublados respectivamente por Marni Nixon e Jimmy Bryant... Só não consigo entender uma coisa deste excelente musical... A escalação de Natalie Wood... Não que ela não tenha desempenhado um bom papel não é isso... Ao contrário, ela está uma gracinha como Maria... O que não entendo é que ela é a única branca entre os porto riquenhos... A maioria é negro... Vejamos: Os personagens principais deste núcleo (Bernardo, Anita e Chino) são todos de pele morena... Por isso que acho que ela me pareceu um pouco deslocada deste universo... Mas isso é apenas uma questão estética não comprometendo em nada no andamento do filme... Rita Moreno e George Chakiris (vencedores do Oscar de coadjuvantes) formaram realmente um excelente casal... Da gosto vê-los em cena... Pra quem gosta de musical é imperdível... * * * * *

 

Premiações
Ganhou 10 Oscars, nas seguintes categorias: Melhor Filme, Melhor Diretor, Melhor Ator Coadjuvante (George Chakiris), Melhor Atriz Coadjuvante (Rita Moreno), Melhor Direção de Arte, Melhor Fotografia - Colorida, Melhor Figurino - Colorido, Melhor Edição, Melhor Som e Melhor Trilha Sonora. Foi ainda indicado na categoria de Melhor Roteiro Adaptado.

Ganhou 3 Globos de Ouro, nas seguintes categorias: Melhor Filme - Comédia/Musical, Melhor Ator Coadjuvante (George Chakiris) e Melhor Atriz Coadjuvante (Rita Moreno).

Recebeu uma indicação ao BAFTA de Melhor Filme.

Ganhou o Grammy de Melhor Trilha Sonora - Cinema/TV.

O Pagador de Promessas

 

Me lembro que quando criança eu havia assistido "O Pagador de Promessas" na televisão (na TV Cultura... aliás foi nesta emissora que eu tive o prazer de assistir duas ótimas comédias na minha adolescência, "1941" de Steven Spielberg e "Levada da Breca" com Cary Grant e Katherine Hepburn) e que o filme tinha me impressionado bastante... Não me lembrava dos detalhes da história apenas do ponto central da trama (homem humilde da roça pretendendo pagar uma promessa feita a Santa Bárbara encontra terríveis dificuldades para entrar na igreja) mais tinha certeza que iria assistir a um bom filme... Bom filme não... Um excelente filme... Devo dizer que ele voltou a me impressionar e que Dias Gomes (o dramaturgo e autor de novelas como a excelente "Roque Santeiro" que na minha opinião ao lado de "Tieta" são as melhores novelas já produzidas até hoje) era realmente um autor sensacional... Sua história é tocante e ao mesmo tempo ácida ao transformar a via crúcis do humilde Zé do Burro em um verdadeiro espetáculo...

 

Não pude conter as risadas ao ouvir um personagem dizer a um outro (o jornalista feito pelo então jovem Othon Bastos) que ele não deveria se importar com a qualidade de sua reportagem e sim com o grau de sensacionalismo que ela continha... Meu DEUS do céu isso em 1962!!! Não é a toa que hoje a coisa está totalmente fora de controle com uma porção de programas sensacionalistas e profissionais (se é que podemos chamar estas pessoas de profissionais) sem talento ou carisma ganhando cada vez mais espaço na televisão brasileira e na mídia em geral... Outro momento sensacional é quando um comerciante pede para um fotógrafo tirar uma foto do Zé do Burro com o seu estabelecimento como pano de fundo... Inacreditável!!! 

 

Mas grande parte da força e impacto que o filme nos proporciona vem da magistral interpretação de Leonardo Vilar... Não tem como não se envolver com o drama deste personagem, com o seu sofrimento... Ele consegue a proeza de nos fazer acreditar em seu amor pelo burro Nicolau tornando assim crível sua obstinação pelo pagamento da promessa... Maravilhoso!!! Na verdade todo o elenco está fantástico (destaque para a presença da então jovem e em início de carreira Glória Menezes e para o furação chamado Norma Bengell)...

 

Primeiro e único filme brasileiro até o presente momento a vencer a Palma de Ouro no Festival de Cannes "O Pagador de Promessas" (que também foi indicado ao Oscar de melhor filme estrangeiro) e sem dúvida um dos melhores filmes brasileiros já realizados... Emocionante!!! * * * * *

 

Obs: Após o recebimento do prêmio em Cannes, o diretor e a equipe do filme que viajou até o Festival foi recebida com um desfile público em carro aberto, ao desembarcar no Brasil. Merecidamente...

 

Premiações
Recebeu uma indicação ao Oscar, na categoria de Melhor Filme Estrangeiro.

Ganhou a Palma de Ouro, no Festival de Cannes.

M – O Vampiro de Düsseldorf

 

Um dos maiores clássicos do cinema alemão "M – O Vampiro de Düsseldorf" é considerado a obra-prima do cineasta Fritz Lang (um dos principais nomes da cinematografia alemã responsável pelo também clássico "Metrópoles")... A principal vantagem de ser assinante da locadora virtual Net Movies é exatamente poder ver os grandes clássicos do cinema mundial e consequentemente conhecer a obra e o talento de todos estes grandes cineastas que entraram para a história do cinema... Fritz Lang é um deles... "M – O Vampiro de Düsseldorf" foi seu primeiro filme falado e relata a seguinte história: No final dos anos 1920 um assassino de crianças aterroriza uma cidade alemã (Düsseldorf) deixando os moradores em pânico e as ruas repletas de policias ameaçando assim as atividades do submundo do crime local... Eles mesmos (os bandidos) resolvem então capturar e julgar o infanticida com duas possibilidades de sentença: uma seria a condenação e consequentemente a morte do assassino e a outra seria entregá-lo a polícia...

 

Não posso deixar de comentar que o plano arquitetado pelos marginais foi de uma inteligência e perspicácia incríveis... Catalogar todos os mendigos da cidade e os colocar estrategicamente espalhados pelas ruas da cidade para vigiar e denunciar o menor indício que poderia indicar o infanticida... Jogada de mestre também do ótimo roteiro (escrito por Fritz Lang em parceria com sua esposa na época Thea Von Harbou) foi fazer com que quem identificasse o assassino fosse justamente um cego... O infanticida tinha o hábito de assobiar uma canção quando estava prestes a atacar: uma ária de "Peer Gynt" do compositor norueguês Edvard Grieg... E foi por este motivo que ele foi identificado e posteriormente preso...

 

Peter Lorre faz com maestria o infanticida, cujo olhos esbugalhados acentuam sua loucura... Aliás, seu discurso de defesa (no tribunal formado apenas por criminosos) é fantástico... E por incrível que possa parecer muito tocante... Ele expondo sua loucura e dependência destes atos terríveis e cruéis é comovente... Seu final abrupto (uma importante e dolorosa mensagem) nos causa estranheza por não ter os habituais créditos finais (os integrantes do elenco e da equipe técnica já foram mencionados nos créditos iniciais)... Há a fala da mulher de luto e de repente corta pro menu inicial do DVD... Cheguei a pensar que o DVD estaria com problemas...rs!!! * * *

Scarface - A Vergonha de Uma Nação

 

De terça pra quarta-feira levantei as 4:20 da manhã para poder assistir a "Scarface - A Vergonha de Uma Nação" - não aquele com Al Pacino dirigido por Brian DePalma - mais um realizado em 1932 com co-direção de Horward Hawks (o motivo que me levou a relacionar este filme na minha lista de clássicos e filmes importantes foi exatamente por Horward Hawks ser seu diretor... Ele foi muito influente em sua época e consta no livro "Os 100 Maiores Diretores" de Rubens Ewald Filho)... Richard Rosson foi o outro diretor... Isso porque anteontem foi dia de eliminação no Big Brother Brasil e minha irmã e mãe não queriam perder por coisa alguma a eliminação do odiado Alberto, vulgo Cowboy... Hawks é o diretor da excelente comédia "Levada da Breca" com Cary Grant e Katherine Hepburn... Foi uma vez indicado ao Oscar de melhor diretor pelo filme "Sargento York" de 1941...

 

O filme se inicia por uns letreiros basicamente dizendo que o filme é uma denúncia de que a América (os EUA) havia se tornado refém dos gangsters que a cada dia se fortalecia e dominava as cidades americanas... Se cobrava mais empenho e uma atitude mais feroz do governo federal em relação a estes  marginais (há até uma espécie de discurso de um jornalista cobrando leis mais severas para que os negócios destes mafiosos fossem dificultados - o contrabando de bebidas - e posteriormente de armas - era o carro chefe da bandidagem que se aproveitava da Lei Seca - que proibia a bebida alcoolica - para abastecer os estabelecimentos clandestinamente)...  E também alertava dizendo que o longa era livremente inspirado em fatos reais (no caso na vida de Al Capone)...

 

"Scarface" (Cara de Cicatriz) era o apelido nada carinhoso de Al Capone que aliás o detestava (ai daquele que o chamasse assim)... Em nenhum momento por exemplo no filme nós ouvimos alguém chamá-lo assim... Paul Muni (5 vezes indicado ao Oscar - vencendo em uma oportunidade como melhor ator pelo filme "A Vida de Louis Pasteur"... Sem falar que Paul Muni é um dos apenas 5 atores que conseguira a proeza de conseguir uma indicação a melhor ator em sua estréia no cinema pelo filme "The Valiant") é Antonio "Tony" Camonte o braço direito do chefão do "Lado Sul" que tem dificuldades de obdecer ordens e se apaixona pela esposa (Karen Morley) do patrão... Não demorará muito e Tony começará a ganhar espaço dentro do grupo com o seu jeito malandro e duro de ser... Sua consagração vem ao eliminar o chefão do "Lado Norte" e seu substituto Gaffney (interpretado por Boris Karloff que entrou para a história do cinema mundial como o monstro Frankstein)...

 

Na vida real Al Capone nunca foi preso por causa de seus crimes ou delitos e sim por causa de sonegação de impostos... Ficou mais de uma década preso por causa disso... Morreu devido a problemas cardíacos e não assassinado seja pela polícia ou por algum inimigo (que não eram poucos)... Não é o que vemos no filme... Ele é morto pela polícia ao tentar fugir da iminente prisão... O filme também nos apresenta um Scarface muito ciumento em relação a sua irmã Cesca (Ann Dvorak) ao ponto de ter matado seu braço direito Guino Rinaldo (ao encontrá-lo na casa da sua irmã)... Aliás George Raft que faz este personagem é pra mim uma das melhores coisas do filme... Ele consegue ser enigmático com pouquíssimas palavras... Apenas sua presença basta para torná-lo marcante... Muito polêmico em sua época (sofreu problemas com a censura) hoje em dia é apenas um filme comum entre tantos outros... Não há nenhuma cena inesquecível ou um diálogo marcante... * *

RAN

 

Como gosto de assistir filmes sem nenhum barulho e sem nenhuma interrupção estava tendo dificuldades para cumprir a minha relação de um filme por dia (somente clássicos ou filmes antigos)... Esperava todo mundo de casa dormir (lá por volta das 22:30, 23 horas) para só depois então colocar o DVD e assistir em paz... Resultado: o sono chegava e eu não conseguia assistir o filme inteiro... Até que sem querer percebi que ao dormir muito cedo (entre 21 e 22 horas) eu acordava mais ou menos ás 4 horas da manhã e não mais conseguia pegar no sono... Foi aí que pensei "encontrei a solução"...rs!!! Vou dormir todo dia mais cedo para poder acordar neste horário e assim assistir aos filmes sem barulho e sem conversas paralelas...rs!!! Fiz isto com "Scarface" e agora com "Ran" de Akira Kurosawa...

 

Com "Ran" eu tive que acordar um pouquinho mais cedo... Afinal o filme tem 2 horas e 35 minutos... Akira Kurosawa é tido como um dos principais nomes do cinema japonês e por isso o relacionei na minha lista... Não me lembro agora quantos filmes dele eu listei mas se eu levar em consideração "Ran" não irei gostar muito de sua filmografia... Ao ver filmes assim como "Ran" que é considerado uma obra-prima eu fico me perguntando: O que faz de um filme uma obra-prima??? Ou de um diretor um grande cineasta??? Não vi nada demais em "Ran"... É óbvio que possui belas imagens e tecnicamente (figurino, direção de arte e fotografia) tem suas qualidades... Mais não é nada envolvente, emocionante a história adaptada para os moldes japoneses de "Rei Lear" de William Shakespeare... Até as tão comentadas cenas de batalhas me pareceram "normais" no sentido que não criam muito impacto no espectador (a não ser pelos numerosos extras)... Mais aqui vale ressaltar um porém... Muito provavelmente o que atrapalhe o impacto destas famosas e elogiadas seqüências de batalhas nos dias de hoje é o público (eu incluso) estar familiarizado com a absurda qualidade e avanço dos efeitos especiais... Na verdade nossos olhos estão maus acostumados... Veja o caso de "300" com seu visual arrebatador... Nunca o cinema alcançou uma imagem tão fantástica creio eu... Mas as seqüências de ação é só um exemplo de que o filme não empolga...

 

A história do pai (Tatsuya Nakadai) que divide seu reino entre os três filhos – o mais velho Taro (Akira Terao), o do meio Jiro (Jinpachi Nezu) e o mais novo Saburu (Daisuke Ryu) é demasiado lenta e fria... O argumento é muito bom (os dois filhos mais velhos entram em conflito pelo poder soberano do clã Ichimonji enquanto o mais novo é banido pelo pai por não aceitar a partilha... Lorde Hidetora por sua vez vai aos poucos enlouquecendo ao ter que fugir da presença dos filhos mais velhos que o querem matar) mais seu desenvolvimento deixa muito a desejar e isso independe de época ou assunto a ser tratado... Os conflitos e os personagens são mal desenvolvidos e aquele pelo qual o público teria mais chances de ser identificar por possuir valores e princípios (o filho mais novo) mal aparece em um filme que tem mais de duas horas e meia de duração... As seqüências finais de batalhas são confusas e não dizem muita coisa... Aliás, elas terminam em aberto porque não vemos o término do conflito... A seguinte frase é dita para o único filho que sobrevive a este banho de sangue em busca de poder e status... "Esteja preparado para morrer"... E só... Fim de filme... Kurosawa pode ser um mestre e "Ran" sua última obra-prima... Mas devo dizer que eu não gostei do filme... Que venha "Rashomon"... * 

 

Premiações

Ganhou o Oscar de Melhor Figurino, além de ter sido indicado em outras 3 categorias: Melhor Diretor, Melhor Direção de Arte e Melhor Fotografia.

 

Recebeu uma indicação ao Globo de Ouro, na categoria de Melhor Filme Estrangeiro.

 

Ganhou 2 prêmios no BAFTA, nas categorias de Melhor Filme Estrangeiro e Melhor Maquiagem. Recebeu ainda outras 4 indicações, nas seguintes categorias:

 

Melhor Roteiro Adaptado, Melhor Fotografia, Melhor Figurino e Melhor Desenho de Produção.

 

Recebeu 2 indicações ao Cesar, nas categorias de Melhor Filme Estrangeiro e Melhor Pôster.

 

Ganhou o Prêmio Bodil de Melhor Filme Europeu. 

 

Ganhou o Prêmio OCIC, no Festival Internacional de San Sebastian.

Lawrence da Arábia

 

Estou começando a ficar preocupado... Tenho assistido a grandes clássicos do cinema americano e mundial e tenho quase sempre (não digo me decepcionado porque não crio expectativas em torno deles) não gostado da experiência de assisti-los... Explico: Assistir pela metade (o sono não deixou) um dos clássicos de Federico Fellini a suposta comédia "Amarcord" e um dos clássicos do cinema francês "Meu Tio" do comediante Jaques Tati... Em ambos os casos até onde eu havia assistido não tinha gostado... O caso era mais grave com o filme italiano... Os relacionei novamente na minha lista porque só baterei o martelo a respeito dos filmes quando os tiver assistido por completo... Já com "Ran" do mestre japonês Akira Kurosawa que vi inteiro posso afirmar que não gostei mesmo... Agora voltei a não gostar de mais um clássico do cinema mundial "Lawrence da Arábia" (vencedor de 7 Oscars e 4 Globos de Ouro)...

 

Confesso que não curto filmes muito longos (222 minutos é filme que não acaba mais) e contemplativos (são varias as tomadas de pessoas montadas em camelos andando pelo deserto)... Isso frequentemente o torna muito bonito em termos de fotografia e tal mais em compensação sua lentidão e muitas vezes falta de movimento, diálogos o torna cansativo e chato... Aliás, sempre busco em um filme que se diz grande, importante, diálogos e seqüências marcantes que ficam na memória do espectador durante muito tempo ou até mesmo pra sempre... Não encontrei estes momentos em Lawrence da Arábia... Todos os seus grandes momentos são graças a fotografia e imponência do deserto nunca pelo poder da palavra ou ações dos personagens... Nem mesmo Peter O'Toole tão elogiado pela crítica por esta interpretação me cativou... O elenco de apoio também não me surpreendeu (e olha que tínhamos Anthony Queen e Alec Guinnes para citar os mais famosos)... Nem mesmo o vencedor do Oscar de coadjuvante Omar Shariff me convenceu... Me pareceu muitas das vezes caricato e exagerado (sua interpretação caberia melhor se fosse numa peça teatral)...

 

O roteiro é baseado nos textos do próprio cine-biografado T.E. Lawrence um tenente do exército inglês em missão em território árabe... Seu grande objetivo é unificar as tribos árabes (uma nação dividida por muitos clãs... o filme retrata em particular duas... uma liderada por Omar Shariff e a outra por Anthony Queen) para enfrentar os exércitos turcos na 1º Grande Guerra Mundial... O filme tenta mostrar um pouco do que foi esta figura real vista com bons olhos por uns e com repulsa por outros... Infelizmente apesar de quase quatro horas de filme poucos são os momentos memoráveis (a morte de um dos ajudantes de Lawrence na areia movediça, a execução de um árabe por Lawrence) ou empolgantes... A não ser que você goste de apreciar o deserto dificilmente irá se envolver com este épico nada emocionante... *

 

Premiações
Ganhou 7 Oscars: Melhor Filme, Melhor Diretor, Melhor Edição, Melhor Direção de Arte - A Cores, Melhor Fotografia - A Cores, Melhor Som e Melhor Trilha Sonora. Recebeu ainda outras 3 indicações, nas categorias de Melhor Ator (Peter O'Toole), Melhor Ator Coadjuvante (Omar Sharif) e Melhor Roteiro Adaptado.

 

Ganhou 4 Globos de Ouro: Melhor Filme - Drama, Melhor Diretor, Melhor Ator Coadjuvante (Omar Sharif) e Melhor Fotografia - A Cores

O Processo

 

Relacionei este filme na minha lista pelo simples fato dele ter sido escrito e dirigido por Orson Welles (que entrou para a história do cinema mundial pela criação daquele que é considerado por muitos críticos o melhor filme de todos os tempos "Cidadão Kane")... Seu roteiro foi baseado no livro "The Trial" de Franz Kafka... Apesar de nos primeiros minutos do filme o próprio Welles (em off) dizer que a lógica do livro (e consequentemente de seu roteiro) é a lógica de um sonho (portanto muitas coisas não fará sentido e provavelmente causará estranhamento) isso não evita o aborrecimento que é assistir a um filme como "O Processo"... O chamado filme sem pé nem cabeça... Tudo é estranho, confuso e fora do lugar... Acompanhamos por duas horas o desespero de um homem que foi "preso" (apesar de não ir a cadeia) sem ao menos saber quem o acusa e do que é acusado... Durante toda a projeção ele tentará em vão descobrir do que se trata tudo aquilo... Eu sinceramente não consegui captar a mensagem que Welles quis passar com este seu filme... Não gostei nenhum pouco da experiência...

 

Decididamente para um público seleto e específico (os intelectuais e os admiradores do escritor Franz Kafka)... Ah, para não falar que não gostei de nada, gostei sim... Gostei de parte do elenco feminino (Jeanne Moreau como a vizinha "dançarina", Elsa Martinelli como a mulher do segurança do tribunal e principalmente da enfermeira do advogado interpretado por Orson Welles, Romy Schneider)... Os papéis são pequenos mais foram interpretados por mulheres bonitas e sensuais... Do protagonista Anthony Perkins (que dois anos antes havia feito Norman Bates o psicopata de "Psicose" um dos clássicos de Alfred Hitchcock)... E dos planos abertos realizados dentro do escritório onde Joseph K. (Perkins) trabalha... Mais o filme em si é intragável... 0 *

Por Um Punhado de Dólares

 

Quem diria em Clint Eastwood??? De coadjuvante de um seriado de TV americano nos anos 1960 (quando foi "descoberto" por Sergio Leone) ao estrelato e reconhecimento mundial nos dias atuais (inclusive vencendo por duas vezes o Oscar de melhor diretor pelos filmes "Os Imperdoáveis" e "Menina de Ouro")... Porque digo isso? Explico: Assistir nesta quinta-feira (de madrugada) seu primeiro filme como protagonista (que também foi sua primeira colaboração com o cineasta italiano Leone com quem trabalharia em mais duas oportunidades sendo a segunda a continuação desta fita) o longa "Por Um Punhado De Dólares"... Foi a partir deste filme que surgiu a expressão "spaghetti western" para os faroestes italianos e que Clint começou a esculpir sua persona de durão (elevada depois ao máximo com os filmes protagonizados pelo policial Dirty Harry)...

 

No filme ele faz um pistoleiro solitário que chega numa cidadezinha controlada por duas famílias rivais... Os Rojos (que controlam o contrabando de armas) e os Baxters (que controlam o contrabando de bebidas), e vê nesta rixa pelo controle do lugar a grande oportunidade de ganhar alguns dólares fingindo a todo tempo está ao lado de uma das famílias... Com isso ele irá inevitavelmente colocar uma gangue contra a outra... Ou seja, no fim além de ganhar seu dinheirinho irá livrar os decentes moradores daquele vilarejo dos mandos e desmandos daquelas duas famílias de marginais... Ah, ele também irá ajudar uma mulher (Marianne Koch - feita refém pela família Rojo) a fugir com o marido e o filho pequeno, para mostrar que ele não age apenas em proveito próprio... Também sabe pensar e ajudar os menos protegidos... O engraçado é que eu já vi está história em algum lugar... Fiquei pensando em que filme eu teria visto história semelhante mais não me lembrei... Sou um admirador do gênero western (devo ter herdado este gosto por faroestes de minha mãe que adora filmes com "índios") e gostei deste aqui... É simples, pequeno, com ótimos atores e um final muito bem filmado e arquitetado... Ah, já ia me esquecendo de mencionar a trilha musical de Ennio Morricone... É sempre um prazer escutar trilhas de bons faroestes... Dificilmente elas não ficam na nossa memória... Vou programar na minha lista "Por Um Punhado de Dólares A Mais" e "Três Homens Em Conflitos" os outros filmes protagonizado por Eastwood e dirigido por Sergio Leone considerado um dos grandes nomes do cinema mundial... * * * 

Monty Python Em Busca do Cálice Sagrado

 

Sempre ouvir muito falar desta trupe de comediantes ingleses chamada Monty Phyton (cujo estilo de humor influenciou muita gente e o extinto programa de humor brasileiro "TV Pirata" – o melhor já realizado no Brasil – com certeza bebeu desta fonte) mais nunca tinha visto nenhum filme do grupo... Mais esta lacuna teve fim hoje... Recebi no serviço "Monty Python em Busca do Cálice Sagrado" e fiquei imaginando que desta vez eu iria me divertir um pouquinho depois de tantos filmes longos e chatos... E não deu outra... Se o filme não chega a ser ótimo (pois o filme é recheado de momentos hilariantes com outros bem fraquinhos) é impossível não se divertir com as palhaçadas realizadas por este sexteto... A turma era formada pelos comediantes Graham Chapman (impagável como Rei Arthur, de longe o mais engraçado do grupo pelo menos neste filme onde suas expressões sempre me levavam ao riso), John Cleese (Sir Lancelot, que tem uma cena hilária onde vemos ele ao longe correndo em direção a um castelo e de repente ele já está nas dependências do mesmo matando tudo que lhe parece a frente), Eric Idle (Sir Robin, a seqüência que seu ajudante canta uma música em homenagem a ele que é chamado de O Bravo é de chorar de tanto rir), Terry Jones (Sir Bedevere, não tem uma cena por assim dizer muito engraçada mais em compensação passa o filme inteiro levantando a proteção facial de seu capacete sem ao menos ter sua visão prejudicada pela mesma), Michael Palin (Sir Galahad O Puro, sua principal seqüência que se passa dentro de um castelo repleto de mulheres não resultou tão engraçada como o grupo supunha que fosse) e Terry Gilliam (como é um dos diretores acredito que ele não quis se envolver tanto nas interpretações das piadas e não tem nenhum momento inesquecível)... Gilliam aliás é o diretor de filmes como "12 Macacos" e "Irmãos Grimm"... Destes quem mais se destacou depois do término do grupo foi John Cleese trabalhando em filmes de sucesso como a comédia "Um Peixa Chamado Wanda" com Kevin Kline e Jamie Lee Curtis...

 

Todo o grupo participou da concepção do roteiro (uma paródia sobre a busca do Rei Arthur e seus caveleiros – os da Távola Redenda – pelo Cálice Sagrado) e das piadas... Além dos momentos já citados aqui outros que merecem destaque são: a luta do Rei Arthur com o Cavaleiro Negro... a leitura do que José de Arimatéia teria escrito na parede de uma caverna, impagável... o encontro do Rei Arthur com os homens de "Ni"... as três perguntas que precisam ser respondidas para que eles possam atravessar uma ponte... E o que dizer do primeiro diálogo do filme??? Onde Rei Arthur e um cavaleiro conversam a respeito se é ou não possível os cocos (frutas tropicais encontradas em países temperados) terem sido migrados por andorinhas...rsrsrs??? Só vendo pra acreditar... Muitos podem estar se perguntando "poxa vida Alex com tantos momentos engraçados e você ainda não achou este filme um ótimo divertimento"??? Explico: O filme é um excelente passatempo não tenho dúvidas disso, mais não posso deixar de mencionar que cenas pouco inspiradas atrapalham o ritmo do filme... Cenas como por exemplo dos habitantes de um vilarejo pedindo para que uma bruxa seja queimada... os diálogos entre o Rei Arthur e o cavaleiro francês... um segmento inteiro que fala de Sir Galahad O Puro no castelo das mulheres solitárias está bem aquém dos melhores momentos do filme... o encontro entre Rei Arthur e os cavaleiros da Távola Redonda com um mago... o ataque do coelho... O interessante é que terão pessoas que gostarão destas cenas mencionadas por mim como os momentos fracos do filme... Mais com comédia é assim mesmo... Vai muito de sua preferência de humor (intelectual, besteirol, inteligente, irônico, sarcástico, negro, sátira e por aí vai)... Eu gostei... O filme é um convite ao riso descompromissado do humor anárquico dos Monty Phyton... * * *

Alexander Nevsky

 

O cineasta russo Serguei Eisenstein (um dos maiores nomes do então cinema soviético – hoje russo) é mundialmente conhecido e reverenciado por suas teorias sobre a montagem cinematográfica e principalmente pelo filme "O Encouraçado Potenkim"... E por isso que este épico de guerra (a história se passa na primeira metade do século XIII) entrou para a minha lista... Tinha curiosidade de conhecer a obra deste importante cineasta (quem é cinéfilo mais ainda não teve a oportunidade de ver seu mais famosos filme já cansou de lê por exemplo sobre a antológica seqüência nas escadarias de Odessa)... Gostei do que vi... Não há grandes interpretações mas a história da resistência russa (liderados pelo príncipe Aleksandr Nevsky – Nikolai Cherkasov) frente a invasão alemã rende ótimas seqüências de batalhas (com certeza grandiosas para sua época) comprovando assim o talento de Eisenstein...

 

Fiquei impressionado com a preparação dos enquadramentos e marcação dos atores (dando a impressão de uma batalha bastante sangrenta e insana com milhares de soldados)... Ah, quase ia me esquecendo Eisenstein co–dirigiu este longa com Dmitri Vasilyev... E outra coisa que eu não posso deixar de mencionar é o patriotismo que o filme passa... A trilha musical é recheada com músicas ufanistas exaltando a Rússia... Conclamando os russos a grande batalha contra os alemães (que coincidentemente entrariam em guerra um ano depois com o início da 2º Grande Guerra Mundial)... * *

O Anjo Azul

 

Cada vez fica mais forte a minha dúvida do que é necessário ou o que faz de um filme um clássico ou obra-prima... É sua importância perante o contexto político e social da época? É sua inovação estética e narrativa??? Outra coisa... Em que momento da história filmes são considerados clássicos ou obra-primas? Pois tenho assistido filmes considerados clássicos (ou obras-primas) e invariavelmente tenho me decepcionado com eles... Não que todos sejam ruins ("M – O Vampiro de Düsseldorf" por exemplo é muito bom... Em compensação "Lawrence da Arábia" vencedor de 9 Oscar é um porre... "Amarcord" de Fellini que vi apenas pela metade (não se preocupem eu irei assisti-lo por completo) estava me dando sono de tão desinteressante e enfadonho que era)... mas muitos são apenas filmes medianos como é o caso deste "O Anjo Azul"... Fico imaginando então quais filmes da minha geração serão considerados clássicos ou obras-primas... Deste século 21 já considero dois filmes obras-primas... Os excelentes "Moulin Rouge" e "O Labirinto do Fauno"... Maravilhosos!!! Mais será que com o tempo eles
ganharão estes status??? O interessante é que são os críticos que definem o que é ou não uma obra-prima para a posteridade... É por isso que listei apenas clássicos e obras-primas para conhecer as obras destes ditos grandes cineastas do século 20... Joseph Von Sternberg diretor de "O Anjo Azul" é um deles... E pelo o que li mais por ter descoberto e moldado Marlene Dietrich para o estrelato do que pelos próprios filmes realizados... Não sei até que ponto isso é correto ou sensato... Prefiro acreditar que o que define um grande cineasta seja a qualidade de seus filmes ou no mínimo suas habilidades técnicas (enquadramentos, marcação de atores, qualidade das interpretações,etc)... Depois deste desabafo vamos ao filme em questão...rs!!!

"O Anjo Azul" (baseado em livro de Heinrich Mann irmão de outro escritor famoso Thomas Mann) relata a história de um professor respeitado e temido por seus alunos (coisa rara hoje em dia, já que a falta de respeito dos alunos para com os professores hoje em dia é algo que beira o absurdo) que ao investigar onde seus alunos têm ido a noite (já que eles foram pegos com um cartão postal de uma bela mulher) termina se apaixonando pela atração principal de um cabaré
chamado "Anjo Azul", a cantora Lola,Lola... Só que este relacionamento irá levá-lo a ruína tanto profissionalmente como mentalmente... O professor é feito por um ator alemão muito respeitado na época Emil Jennings, que aliás foi o primeiro ator a vencer o Oscar da categoria de melhor ator em 1927... A cena do professor no palco como assistente de um mágico é seu grande momento (e do filme também)... Já a cantora é interpretada pela então novata Marlene Dietrich, que depois ficaria muito famosa no mundo inteiro e se tornaria num dos principais nomes do cinema mundial... Ela levava os homens á loucura com suas belas pernas... Se tinha talento??? Ainda não sei por que este foi o primeiro filme que assisti com ela no elenco... Mais aqui ela apenas cantou e mostrou as pernas... O grande problema do filme é que seu roteiro não desenvolve a contento o seu bom argumento, os personagens e as situações... Em nenhum momento fica evidente que a cantora é uma destruidora de corações (no sentido de se envolver com um homem e depois trocá-lo por outro) ou que aquele relacionamento levaria a ruína aquele homem... Tudo acontece muito rápido e sem coerência... O amor do casal, o casamento, os sentimentos, as situações constrangedoras... Num piscar de olhos temos uma passagem de tempo de 4 anos e já encontramos aquele outrora professor respeitado por todos já em frangalhos e moralmente humilhado... Ao término da projeção fica a certeza que o grande mérito do filme foi realmente lançar em terras ianques a beldade Marlene Dietrich... *

A Batalha de Argel

 

Filme vencedor do Leão de Ouro do Festival de Veneza além de 3 nomeações ao Oscar (Melhor Diretor, Melhor Filme Estrangeiro e Melhor Roteiro Original) "A Batalha de Argel" é o que podemos chamar de ficção travestida de documentário... Foi filmado em preto e branco e narra a luta dos argelinos em busca da independência da Argélia (antiga colônia francesa na África) de forma seca e informativa... Do lado dos revolucionários/guerrilheiros acompanhamos o rude e arruaceiro Ali La Pointe (Brahim Haggiag) em sua jornada em prol da causa e a maneira com que os integrantes da FLN (Frente de Libertação Nacional) agiam para alcançar os seus objetivos, ou seja, atentados terroristas... E do lado dos franceses acompanhamos o Coronel Mathieu (numa ótima atuação de Jean Martin) e a ação policial para coibir a crescente onda de terrorismo, ou seja, através de torturas...

Ele consta da minha lista pelo simples motivo de fazer parte do livro dos 100 Melhores Filmes do Século 20 de Rubens Ewald Filho... Achei apenas razoável portanto nada memorável... O roteiro se ateu aos anos de 1954 a 1957 (porque foi neste período que agiu um dos seus principais líderes Yacef Saadi que participa do filme fazendo o papel de Djafar exatamente o líder da organização) mas a independência só foi alcançada em 1962... A trilha musical foi composta em parceria entre o diretor Pontecorvo e o compositor Ennio Morricone... *

Premiações

Recebeu 3 indicações ao Oscar, nas categorias de Melhor Diretor, Melhor Filme Estrangeiro e Melhor Roteiro Original.

Ganhou o Leão de Ouro e o Prêmio FIPRESCI, no Festival de Veneza.

Os Incompreendidos

 

Filme de estréia da carreira de cineasta do então crítico de cinema François Truffaut... O longa aliás é dedicado ao renomado crítico francês André Bazin que ele conheceu em sua adolescência e foi quem lhe indicou para trabalhar na cultuada revista cinematográfica Cahiers Du Cinema... Declaradamente autobiográfico o filme deu início ao movimento francês denominado Nouvelle Vague... O filme relata a adolescência conturbada e problemática do jovem Antoine Doinel (Jean-Pierre Léaud... este personagem depois apareceria em vários outros filmes de Truffaut sempre interpretado pelo mesmo ator) que sofre com a negligência e o descaso da mãe e a falta de um pai biológico (apesar do seu padrasto o criar como se fosse realmente seu filho)... Sem encontrar amor e carinho em seu lar e com problemas de relacionamento e comportamento escolar Antoine resolve se refugiar (ou o correto seria dizer se defender, responder as agruras de sua iniciante vida?) em pequenos delitos (sempre na companhia de um amigo) inclusive fugindo de casa e indo preso... Por fim sua família o coloca em um colégio interno na esperança de se ver livre deste problema chamado Antoine Doinel... O filme é isso... o relato de uma adolescência problemática e muito difícil... Felizmente este garoto que vemos metido em tantos problemas se tornou em um dos maiores nomes da cinematografia mundial... Em contra-partida o longa em nenhum momento me emocionou ou me empolgou... Terminou sendo uma experiência vazia e sem sentido... Não gostei... *

Premiações
Recebeu uma indicação ao Oscar de Melhor Roteiro Original.

Recebeu 2 indicações ao BAFTA, nas categorias de Melhor Filme e Melhor Revelação (Jean-Pierre Léaud).

Ganhou o Prêmio Bodil de Melhor Filme Europeu.

Ganhou o prêmio de Melhor Diretor e o Prêmio OCIC, no Festival de Cannes.

Rashomon

 

Segundo filme do cineasta (e um dos principais nomes japoneses no ramo cinematográfico) Akira Kurosawa que eu tenho a oportunidade de assistir... O primeiro havia sido o chato "RAN"... Agora foi a vez de Rashomon com o ator Toshirô Mifune (que também atuou em vários outros filmes do cineasta)... Se não é toda está maravilha que a crítica especializada (e os prêmios) nos fazem acreditar, pelo menos é melhor do que o outro... Sua história é melhor desenvolvida e mais interessante... O assassinato de um samurai e sua esposa (que antes havia sido estuprada) contada de 4 maneiras diferentes... Qual a verdadeira??? O filme não responde... fica a nosso cargo decidir qual seria a mais coerente ou a que nos agrade mais...

O que mais me irritou neste longa foi a forma de atuar dos japoneses... principalmente Mifune e Machiko Kyô (a única mulher na história... aliás o filme só possui 6 atores e 3 ambientes de filmagens – o local onde estão os 3 homens que relatam a história, o local dos assassinatos e o local do julgamento) que em certos momentos (quando estão dando risadas principalmente) agem como loucos, débeis mentais... Não sei se na época que o filme foi rodado (1950) isso era comum no cinema japonês, mas que incomoda ah não tenha dúvida... Filmado em preto e branco (recebeu até uma indicação ao Oscar de melhor direção de arte em preto e branco) o filme ganhou o Leão de Ouro do Festival de Veneza e ainda foi honrado com um Oscar honorário de melhor filme em língua estrangeira exibido nos Estados Unidos em 1951... Isso porque a categoria de melhor filme estrangeiro só iria ser instituída de fato somente no ano de 1956... Fica até difícil falar alguma coisa em relação a estes prêmios porque seria necessário ver os filmes concorrentes e sentir o clima da época (detalhe muito importante nos Festivais e premiações em geral), mas que tinha filmes bem melhores do que ele ah eu tenho certeza disso... *

Premiações
Recebeu uma indicação ao Oscar de Melhor Direção de Arte - Preto e Branco.

Ganhou um Oscar honorário, por ser considerado o melhor filme em língua estrangeira exibido nos Estados Unidos em 1951.

Recebeu uma indicação ao BAFTA de Melhor Filme.

Ganhou o Leão de Ouro, no Festival de Veneza.

No Tempo das Diligências

 

John Ford, John Wayne... Duas lendas do cinema americano... Duas lendas do gênero Western... Tinha uma vontade enorme de conhecer o trabalho destes dois ícones do cinema mundial e graças ao Netmovies (ao qual sou associado) vários clássicos e obras-primas estão ao meu dispor diariamente em casa... Nada melhor do que começar com um dos primeiros longas-metragens realizados pela dupla, No Tempo das Diligências que acabou recebendo 7 indicações ao Oscar (vencendo duas: ator coadjuvante para Thomas Mitchell como o alcoólatra Doc Boone, e trilha musical) incluindo melhor filme e diretor... Sabe o que é pior? O filme não é nada disso... Na realidade é decepcionante... Quase nada acontece durante o filme, o tornando desinteressante e por vezes chato...

O filme mostra de maneira pouco envolvente os perigos que uma diligência enfrentará durante o seu percurso devido há iminência de um ataque indígena... E é aí que mora o grande problema... Há diligência sofrerá apenas um ataque durante todo o filme e o aguardado confronto (o clímax do projeto ) entre o foragido Ringo (John Wayne) e o bandido Luke Plummer (Tom Tyler) - e seus dois comparsas - é uma afronta ao espectador... Depois de assistir durante uma boa parte do longa a anunciação do inevitável encontro, o filme nos entrega uma seqüência clássica do gênero (de um lado o mocinho e do outro o(s) bandido(s), mas decepcionante, mostrando apenas Ringo se jogando no chão com a cena sendo cortada para um outro lugar onde alguns disparos são escutados... Lamentável!!! *

Premiações
Ganhou dois Oscars, nas seguintes categorias: melhor ator coadjuvante (Thomas Mitchell) e melhor trilha musical. Foi ainda indicado em outras 5 categorias: direção de arte, fotografia em preto e branco, diretor (John Ford) e filme.

Diabo a Quatro

 

Sempre quando leio sobre os maiores comediantes da história do cinema (Chaplin, Keaton, Monty Python, entre outros), o quarteto formado por Groucho (aquele que tem como característica um enorme bigode preto pintado em seu rosto), Harpo (aquele de peruca loira e que nunca fala em cena), Chico (depois de Groucho o principal nome do grupo) e Zeppo (que não herdou a veia cômica dos outros irmãos e abandonou a carreira de ator) é citado como um dos maiores... Eles eram conhecidos como Os Irmãos Marx... Groucho era o líder (e mais engraçado) e consequentemente todos os filmes giravam em torno de seu personagem, exatamente como acontecia com Os Trapalhões com todas as histórias girando em torno do personagem Didi (Renato Aragão líder do quarteto)...

Para me iniciar no universo dos irmãos Marx, selecionei Diabo a Quatro de 1933, um dos filmes mais elogiados do quarteto pelos críticos... O filme é bem curto (tem apenas 1h06 de duração) e se passa no país fictício chamado Freedonia que depois que seu governante pediu renuncia (na verdade foi forçado a isso por uma milionária que o governo sempre recorre em tempos difíceis) passa a ser governado por Rufus T. Firefly (Groucho) um fanfarrão que não quer saber de outra coisa a não ser declarar guerra ao país vizinho Sylvania...

E interessante notar que cada irmão tem seu estilo próprio de comédia... Groucho é uma metralhadora falante, com ele é uma piada atrás da outra, você mal começou a rir da primeira e ele já está na terceira... Eu particularmente não gosto deste estilo humorístico porque não lhe dá tempo de apreciar com a devida atenção as piadas, quase todas boas e bem elaboradas, mas com Groucho não há refresco, você precisa entrar em seu ritmo senão perderá a oportunidade de admirar sua inteligência verbal... Harpo ao contrário de Groucho não fala absolutamente nada, seu humor é todo criado em cima dos gestos corporais e gags visuais... Dois momentos que ilustram muito bem esta característica são as seqüências do chapéu (quando ele e Chico ficam enfernizando a vida de um coitado vendedor de amendoim) e do espelho (cena dividida com Groucho)... Chico já me pareceu uma mistura dos irmãos Groucho e Harpo, pois ele se mostrou talentoso tanto com as palavras como com as gags visuais... E por último temos Zeppo, a ovelha negra da família por assim dizer... O que faltou aos outros irmãos ele tem, isto é, beleza... E o que os irmãos tem de sobra (talento cômico) lhe falta em abundancia...

Sinceramente
, será necessário assistir há outros filmes dos Irmãos Marx (talvez até este novamente)... Percebi nesta primeira experiência que se é necessário familiarizar com os estilos tão diferentes de humor num único filme e com a agilidade narrativa com que as piadas são dispostas em cena...  * * *

Pequenas Resenhas Cinematográficas - Parte XI

Dois É Bom, Três É Demais

A premissa é a seguinte: Recém casados (Matt Dillon e Kate Hudson) resolvem deixar por apenas "alguns dias" o melhor amigo do noivo morar com eles (o famoso "até quando ele arrumar um lugar pra ficar", ou então "até ele arrumar um emprego")... Mas quando o amigo em questão é Randy Dupree (Owen Wilson), estes "alguns dias" podem se tornar em "até que a morte nos separe"... Preguiçoso e inconveniente Randy Dupree é acima de tudo um adolescente em corpo de adulto... E Owen Wilson adora estes personagens (adultos inconseqüentes e brincalhões onde a vida é uma eterna festa)... Aqui ele colocará fogo na casa do casal, dormirá pelado, até irá fazer suas necessidades fisiológicas na suíte dos noivos... Ele não tem a mínima noção das coisas... É óbvio que a paciência da noiva irá chegar ao seu limite e ele terá que sair da casa... Mas a história dará uma reviravolta em sua segunda metade quando ele conquistar a confiança da noiva, levando seu melhor amigo (já com os nervos a flor da pele por causa da pressão sofrida em seu trabalho – detalhe: seu patrão também é seu sogro, o ótimo Michael Douglas) a imaginar "coisas" entre eles... É divertido, mas fica a sensação de que poderia ter sido melhor... Principalmente se o roteiro se concentrasse mais nas inconveniências do personagem Randy Dupree do que no gradativo aumento da paranóia do personagem Carl Peterson... * * *         

 

As Loucuras de Dick e Jane  

Remake da comédia " Adivinhe Quem Vem Para Rouba r" de 1977 protagonizada por George Segal e Jane Fonda e dirigida por Ted Kotcheff... É obvio que alguns ajustes foram realizados para a história melhor se enquadrar nos dias atuais... No caso a produção se aproveitou do escândalo "Enron" (organização que decretou falência deixando milhares de colaboradores sem nenhum tostão, mas seus executivos com o bolso cheio) para moldar a história do casal que perdeu tudo quando a empresa onde Dick Harper (Jim Carrey) trabalhava simplesmente quebrou de uma hora pra outra (literalmente)... Desesperado e aflito por não conseguir uma recolocação no competitivo e cruel mercado de trabalho Dick e sua esposa Jane (Téa Leoni) resolvem apelar para pequenos assaltos na tentativa de recuperar o estilo de vida que tinham antes... Tudo de forma bem humorada, mas nem por isso menos triste, já que o desemprego e consequentemente a dificuldade de se recolocar no mercado de trabalho é muito grande e a realidade de milhões de pessoas no mundo inteiro... Uma cena hilária e que resume muito bem esta situação é a seqüência da entrevista de emprego onde vários engravatados tentam uma única vaga...

 

Obs: Não deixa de assistir as seqüências cortadas disponíveis nos extras do DVD... Lá você encontrará a melhor cena de comédia de todo o filme que infelizmente foi cortada... Dick entrando em combate contra o segurança de uma loja de brinquedos... Detalhe: o segurança é um velhinho... É pra morrer de rir... 

 

Quarteto Fantástico

Depois de "Homem-Aranha" e "X-Men" ganharem as telas do cinema, chegou a vez de outros heróis da Marvel também ganharem sua adaptação cinematográfica... O Quarteto Fantástico é formado pelo comédia Tocha Humana (Chris Evans), pela belíssima Mulher Invisível (Jéssica Alba), pelo inseguro Dr. Fantástico (Ioan Gruffudd), e pelo revoltado "O Coisa" (Michael Chiklis)... O vilão da vez é o magnata Dr. Destino (Julian McMahon)... O longa é um divertido filme de ação onde o humor está sempre presente graças ao jovem e ativo Tocha Humana , cuja vítima preferida é "O Coisa"... É evidente que este longa é de apresentação dos personagens e por isso mesmo uma seqüência já está a caminho (acredito que desta vez com muito mais ação e adrenalina)... Perfeito com pipoca e guaraná... * * *

 

Premiações
Recebeu 2 indicações ao MTV Movie Awards, nas categorias de Melhor Herói (Jessica Alba) e Melhor Equipe (Jessica Alba, Ioan Gruffudd, Chris Evans e Michael Chiklis).

Recebeu uma indicação ao Framboesa de Ouro de Pior Atriz (Jessica Alba).

Pequenas Resenhas Cinematográficas - Parte X

Debi & Loide - Dois Idiotas em Apuros

Este filme além de consolidar Jim Carrey como o comediante atual mais rentável nas bilheterias (havia feito antes "Ace ventura 1" e "O Máskara" ) nos apresentou também os irmãos diretores Peter e Bobby Farrelly (que fizeram depois várias comédias de sucesso cujo destaque maior foi sem dúvida "Quem Vai Ficar com Mary?"). Uma das melhores comédias da década de 1990, "Debi e Loide" é uma sucessão de seqüências hilariantes (Jeff Daniels brincando na neve é impagável). Você irá chorar de tanto rir... * * * * *

Premiações
Ganhou 2 prêmios no MTV Movie Awards, nas seguintes categorias: Melhor Comediante (Jim Carrey) e Melhor Beijo (Jim Carrey e Lauren Holly). Foi ainda indicado na categoria de Melhor Dupla (Jim Carrey e Jeff Daniels).

Recebeu uma indicação ao Framboesa de Ouro, na categoria de Pior Revelação (Jim Carrey).

Ligado em Você

É inacreditável que esta comédia onde nada funciona tenha sido realizada pelos irmãos Farrely's, cujos filmes anteriores havia sido as divertidas comédias "Eu, Eu Mesmo e Irene" e "O Amor é Cego". Eles erraram feio na escalação do elenco (falta química entre Kinnear e Matt Damon) e foram infelizes na elaboração do roteiro (que mistura drama e comédia, falhando terrivelmente em ambos os gêneros), onde rir é um prazer quase em extinção. *

Revelação

Bom suspense protagonizado pela bela e talentosa Michelle Pfeiffer, tendo como companheiro de cena o canastrão Harrison Ford (que aqui devo confessar não comprometeu) num papel relativamente pequeno... Dirigido pelo sempre competente Robert Zemeckis (de sucessos como "Forrest Gump" e "Náufrago", ambos com Tom Hanks)... * * *

O Paciente Inglês

Um dos maiores absurdos já realizados pela Academia de Hollywood foi exatamente conceder a este drama épico romântico excessivamente longo e frio nove Oscar's (incluindo melhor filme, diretor - Anthony Minghella - e roteiro adaptado)... Um absurdo sem precedentes... É óbvio que o filme possui qualidades (como seu elenco encabeçado pelo ótimo Ralph Fiennes e sua fotografia), mas haja paciência para acompanhá-lo... *

Premiações
Ganhou 9 Oscars, nas seguintes categorias: Melhor Filme, Melhor Diretor, Melhor Atriz Coadjuvante (Juliette Binoche), Melhor Direção de Arte, Melhor Fotografia, Melhor Figurino, Melhor Edição, Melhor Trilha Sonora - Drama e Melhor Som. Foi ainda indicado em outras 3 categorias: Melhor Ator (Ralph Fiennes), Melhor Atriz (Kristin Scott Thomas) e Melhor Roteiro Adaptado.

Ganhou 2 Globos de Ouro, nas seguintes categorias: Melhor Filme - Drama e Melhor Trilha Sonora. Foi ainda indicado em outras 5 categorias: Melhor Diretor, Melhor Ator - Drama (Ralph Fiennes), Melhor Atriz - Drama (Kristin Scott Thomas), Melhor Atriz Coadjuvante (Juliette Binoche) e Melhor Roteiro.

Ganhou o Urso de Prata de Melhor Atriz (Juliette Binoche), no Festival de Berlim.

Recebeu uma indicação ao César, na categoria de Melhor Filme Estrangeiro.

Recebeu uma indicação ao Prêmio Goya, na categoria de Melhor Filme Europeu.

Ganhou o Grammy na categoria de Melhor Composição Instrumental Composta Para um Filme.

Dupla Explosiva

Filme B de quinta categoria onde nada se salva... Roteiro horrível e direção amadora... Será que Antonio Banderas estava devendo o aluguel para aceitar participar deste lixo? 0 *

Pequenas Resenhas Cinematográficas - Parte IX

Sexta-Feira Muito Louca

Nem me lembro mais porque que eu aluguei este filme (provavelmente pra assistir com minha namorada que adora comédias românticas ou simplesmente comédias). O filme é mais uma variação daquela velha história de troca de corpos vistas em filmes como "Vice-Versa" e "Tal Pai Tal Filho" (os clássicos do gênero) ou até mesmo no recente "Se Eu Fosse Você" comédia brasileira de Daniel Filho protagonizada pelos ótimos Tony Ramos e Glória Pires. Aqui mãe e filha, respectivamente Jamie Lee Curtis (que em "True Lies" mostrou com competência sua veia cômica) e Lindsay Lohan ("Meninas Malvadas") trocam de "corpos" dando início assim as confusões que já são de praxe neste tipo de filme. Diversão garantida numa sessão da tarde com muita pipoca e guaraná. * * *   

Premiações
Recebeu uma indicação ao Globo de Ouro, na categoria de Melhor Atriz - Comédia/Musical (Jamie Lee Curtis).

Ganhou o MTV Movie Awards de Melhor Revelação Feminina (Lindsay Lohan).

Como se Fosse a Primeira Vez

Ótima comédia romântica protagonizada pelo casal Drew Barrymore e Adam Sandler que juntos fizeram o também ótimo "Afinados no Amor" ... O filme é muito bonito e tocante, sendo perfeito pra se assistir ao lado da pessoa que amamos... Deixe o preconceito de lado (se você não gosta do estilo paspalhão de atuar de Sandler) e se delicie com esta romântica e bonita história de amor... Ela vai te surpreender... * * * * *

Premiações
Ganhou o MTV Movie Awards de Melhor Equipe, além de ter sido indicado nas seguintes categorias: Melhor Filme, Melhor Ator (Adam Sandler) e Melhor Atriz (Drew Barrymore).

Sete Anos no Tibet

Através do relato verídico da amizade entre um alpinista austríaco e o atual Dalai Lama ficamos conhecendo um pouco mais da história do Tibet (cujo governo chinês se auto proclamou proprietário do território tibetano) que apesar de visualmente bonito é emocionalmente frio... Brad Pitt estava no auge de sua beleza, mas sua composição se mostrou equivocada ao não criar nenhum vínculo com o espectador, assim como o seu roteiro que em nenhum momento nos envolve... * *

Premiações
Recebeu uma indicação ao Globo de Ouro, na categoria de Melhor Trilha Sonora.

Recebeu uma indicação ao Grammy, na categoria de Melhor Composição Instrumental feita para o Cinema.

O Diário da Princesa 2

Assistir está porcaria na casa da minha namorada numa sessão da tarde qualquer. Tem como principal atração á eterna noviça rebelde Julie Andrews... Anne Hathaway (é a princesa do título) é muito bonita e participou recentemente do premiado e elogiado drama "O Segredo de Brokeback Mountain" ... Excessivamente longo e infantil... Obs: Não assistir a primeira parte... *

Premiações
Recebeu uma indicação ao MTV Movie Awards, na categoria de Melhor Revelação Feminina (Anne Hathaway).

Witchblade

Não tinha nada pra fazer numa noite dessas e resolvi assistir "Witchblade" com Yancy Butler. Resultado? Perdi meu tempo precioso com um telefilme barato e ruim de doer. 0 *

Pequenas Resenhas Cinematográficas - Parte VIII

O Casamento de Romeu e Julieta

Sou são-paulino mas nem por isso deixei de me divertir com esta comédia romântica sobre o relacionamento conturbado (graças ao pai dela - Luis Gustavo em ótimo momento - um palmeirense fanático, e a avó dele - a hilária Berta Zemmel - uma corinthiana doente) entre uma palmeirense e um corinthiano. A cena de Luiz Gustavo beijando a camisa palestrina queimada é um primor de paixão ao clube (até me emocionei). E a do avião voltando de Tóquio depois da derrota palmeirense para o time inglês Manchester United é a mais engraçada do longa... * * *

Premiações
Recebeu uma indicação ao Prêmio ACIE de Cinema de Melhor Ator (Luís Gustavo).

Ganhou o prêmio de Melhor Ator Coadjuvante (Luiz Gustavo), no Prêmio Contigo! de Cinema.

Bob Esponja - O Filme

Sempre ouvir muito falar do tal do Bob Esponja, mas nunca tinha visto sequer um episódio na TV. Resolvi então alugar o filme é verificar o porquê de tanto sucesso. O filme é repleto de situações bobas e infantis, mas é irresistivelmente muito engraçado!!! Bob Esponja e seu amigo Patrick Estrela são o equivalente ao Debi e Lóide do fundo do mar, ou seja, especialistas em entrar em confusões absurdas e hilárias. A cena no bar de beira de estrada e a que se passa na lanchonete onde eles tomam o tal do sorvete "amendobobo" é de chorar de tanto rir... * * *

King Kong

Aproveitando seu imenso prestígio alcançado depois da trilogia "O Senhor dos Anéis", Peter Jackson não pensou duas vezes e resolveu transformar em realidade seu sonho de infância (o remake de "King Kong" de 1933). O resultado? A aventura se transformou no melhor blockbuster de 2005, com efeitos visuais espetaculares, seqüências de ação grandiosas (dignas de um Spielberg em seus melhores momentos) e um elenco afiado (com destaque para Jack Black – cuja escalação eu considerava um equívoco – que está excelente) Sem falar que eu me apaixonei pela bela Naomi Watts, que mulher linda!!! Entretenimento de primeira! * * * *

Premiações
Ganhou 3 Oscars, nas categorias de Melhores Efeitos Especiais, Melhor Edição de Som e Melhor Som. Foi ainda indicado na categoria de Melhor Direção de Arte.

Recebeu 2 indicações ao Globo de Ouro, nas categorias de Melhor Diretor e Melhor Trilha Sonora.

Ganhou o BAFTA de Melhores Efeitos Especiais, além de ter sido indicado nas categorias de Melhor Som e Melhor Desenho de Produção.

Recebeu 2 indicações ao MTV Movie Awards, nas categorias de Melhor Filme e Melhor Luta (Kong contra os aviões).

Se Eu Fosse Você

O argumento não é nada original ("Vice -Versa", "Tal Pai, Tal Filho" e o mais recente "Sexta-Feira Muito Louca" estão aí para não me deixar mentir), mas isso não é problema algum quando os protagonistas são os excelentes Tony Ramos (hilariante nas cenas de apresentação da nova campanha e na da piscina) e Glória Pires (esbanjando competência como sempre). Outra que está muito bem é a Glória Menezes como uma mulher fútil que detesta o genro... Direção de Daniel Filho... A cena com a participação do diretor-palhaço Jorge Fernando é hilariante... * * *

A Volta dos Mortos Vivos... O meu filme preferido em se tratando de longas assumidamente trash... Divertidíssimo, assisto todas as vezes que reprisa na TV!!! * * * * *

Lisbela e o Prisioneiro

Ao lado de "O Auto da Compadecida" também de Guel Arraes considero esta divertidíssima comédia romântica uma das melhores que o cinema nacional realizou desde sua retomada... Elenco ( Marco Nanini, Selton Mello, Debora Falabella, Bruno Garcia, todos excelentes) e roteiro (com diálogos hilários e situações engraçadíssimas) fantásticos e uma direção segura fazem de "Lisbela e o Prisioneiro" um programão... Imperdível!!! * * * * *

Premiações
Ganhou 2 prêmios no Grande Prêmio Cinema Brasil, nas seguintes categorias: Melhor Ator (Selton Mello) e Melhor Trilha Sonora. Recebeu ainda outras 10 indicações, nas seguintes categorias: Melhor Filme, Melhor Diretor, Melhor Ator Coadjuvante (Bruno Garcia e Tadeu Mello), Melhor Atriz Coadjuvante (Virginia Cavendish), Melhor Roteiro Adaptado, Melhor Figurino, Melhor Maquiagem, Melhor Montagem e Melhor Som.

Pequenas Resenhas Cinematográficas - Parte VII

Com a Bola Toda

Ben Stiller se especializou em personagens absurdos e bizarros ("Zoolander", "Heróis Muito Loucos") e este não foge a regra a começar pelo argumento: duas academias rivais irão se enfrentar em um torneio de queimada( !!!) É um festival de situações pra lá de idiotas e absurdas (mas em alguns casos divertidas)... Vince Vaughn é o contra ponto para tanta palhaçada e por isso mesmo parece estar em outro filme, totalmente deslocado... Mais indicado para fãs de Ben Stiller e olhe lá (já que sou um deles e achei bem abaixo da média)... *

Premiações
Ganhou o MTV Movie Awards de Melhor Vilão (Ben Stiller), além de ter sido indicado nas categorias de Melhor Comediante (Ben Stiller) e Melhor Equipe (Vince Vaughn, Christine Taylor, Justin Long, Adam Tudyk, Stephen Root, Joel David Moore e Chris Williams).


Recebeu uma indicação ao Framboesa de Ouro de Pior Ator (Ben Stiller).

Brilho Eterno de uma Mente Sem Lembranças

Argumento brilhante, elenco fantástico (um excelente Jim Carrey em papel dramático e uma cativante Kate Winslet), um título poético e muito bonito, mas infelizmente uma narrativa confusa e fragmentada, causando uma sensação de incômodo no espectador... Ainda assim não deixa de ser uma linda história de amor... * *

Premiações
Ganhou o Oscar de Melhor Roteiro Original, além de ter sido indicado na categoria de Melhor Atriz (Kate Winslet).


Recebeu 4 indicações ao Globo de Ouro, nas seguintes categorias: Melhor Filme - Comédia/Musical, Melhor Ator - Comédia/Musical (Jim Carrey), Melhor Atriz - Comédia/Musical (Kate Winslet) e Melhor Roteiro.

Ganhou 2 prêmios no BAFTA, nas categorias de Melhor Edição e Melhor Roteiro Original. Recebeu ainda outras 4 indicações, nas seguintes categorias: Melhor Filme, Melhor Diretor, Melhor Ator (Jim Carrey) e Melhor Atriz (Kate Winslet).

Recebeu uma indicação ao César de Melhor Filme Estrangeiro.

Recebeu uma indicação ao European Film Awards de Melhor Filme Não-Europeu.

Recebeu uma indicação ao Grande Prêmio Cinema Brasil de Melhor Filme Estrangeiro.

O Filho de Chucky

No princípio era terror (os 3 primeiros filmes), mas depois de "A Noiva de Chucky" se transformou em uma divertida comédia de humor negro se auto-paradiando. Neste quinto exemplar da série por exemplo, vemos Chucky e sua esposa Tiffany entrando em conflito por causa da educação que deverão dar ao filho Glen (para o pai) ou Glenda (para a mãe). O boneco foi fabricado sem sexo. Ela pretende se regenerar e começar uma nova vida. Já ele, quer é que o boneco siga o seu exemplo e seja um assassino inveterado. É muito divertido... * * *  

Premiações
Recebeu uma indicação ao MTV Movie Awards de Melhor Performance Assustada (Jennifer Tilly).

As Crônicas de Nárnia - O Leão, A Feiticeira e o Guarda-Roupa

O filme mais esperado do ano de 2005 se transformou proporcionalmente no mais decepcionante também. Os mais animados esperavam um novo "O Senhor dos Anéis" , mas a produção resultou em uma aventura juvenil com uma história muito mal conduzida, uma direção totalmente equivocada e um elenco muito mal escalado... Nem os efeitos visuais são tão grandiosos assim (incluindo o Leão Aslan). *

Premiações
Ganhou o Oscar de Melhor Maquiagem, além de ser indicado nas categorias de Melhores Efeitos Especiais e Melhor Som.

Recebeu 2 indicações ao Globo de Ouro, nas categorias de Melhor Trilha Sonora e Melhor Canção Original ("Wunderskind").

Ganhou o BAFTA de Melhor Maquiagem, além de ter sido indicado nas categorias de Melhor Figurino e Melhores Efeitos Especiais.

Recebeu uma indicação ao MTV Movie Awards de Melhor Vilão (Tilda Swinton).

Pequenas Resenhas Cinematográficas - Parte VI

Sin City - A Cidade do Pecado

Baseado na graphic novel de Frank Miller, Robert Rodrigues ao lado do autor deste universo sombrio e sujo, realizou um projeto visualmente espetacular (preto e branco com algumas inserções de colorido) com personagens marcantes e atuações inspiradas (excelente e numeroso elenco de astros com destaque para Mickey Rourke) Ótimo! * * * *

Premiações
Ganhou o MTV Movie Awards de Melhor Performance Sexy (Jessica Alba). Foi ainda indicado nas categorias de Melhor Filme e Melhor Beijo (Rosario Dawson e Clive Owen).

Tratamento de Choque

Divertida comédia protagonizada pelo abobalhado Adam Sandler e pelo "louco" do Jack Nicholson (os únicos que podem rivalizar com ele em relação as suas expressões de psicopata são os atores Willen Dafoe e Nick Nolte)... Pena que o personagem feito por John Turturro (de longe o personagem mais engraçado do longa) apareça tão pouco... Ele é hilário... Obs: Não poderia deixar de falar que acho Marisa Tomei muito bonita... * * *

Casamento Grego

Foi um dos maiores sucessos em seu ano de lançamento, esta independente e divertida comédia romântica sobre uma mulher grega que está prestes a se casar com um jovem americano... A partir deste argumento nos é apresentado a cultura grega e seus valores, e todas as confusões provocadas pelo inevitável choque cultural entre as famílias... Diversão garantida... * * *

Premiações
Recebeu uma indicação ao Oscar, na categoria de Melhor Roteiro Original.


Recebeu 2 indicações ao Globo de Ouro, nas seguintes categorias: Melhor Filme - Comédia/Musical e Melhor Atriz - Comédia/Musical (Nia Vardalos).

Ganhou o Independent Spirit Awards, na categoria de Melhor Revelação (Nia Vardalos).

Recebeu uma indicação ao MTV Movie Awards, na categoria de Melhor Revelação Feminina (Nia Vardalos).

O Âncora - A Lenda de Ron Burgundy

Will Ferrell depois de roubar a cena de Ben Stiller em "Zoolander" e de protagonizar o sucesso "Um Duende em Nova York" ganhou status de comediante de primeira linha... Ele realmente é engraçado e sua cena com Jack Black e sua posterior reação é de chorar de tanto rir... Pena que o roteiro não tenha proporcionado momentos verdadeiramente engraçados para os coadjuvantes, com destaque para Steve Carrell ("O Virgem de 40 Anos"). O embate entre os jornalistas é memorável (e conta com as presenças de Ben Stiller, Owen e Luke Wilson)... * * *

Premiações
Recebeu 4 indicações ao MTV Movie Awards, nas seguintes categorias: Melhor Comediante (Will Ferrell), Melhor Equipe (Will Ferrell, Paul Rudd, Fred Armisen e Steve Carell), Melhor Luta e Melhor Sequência Musical.


Recebeu uma indicação ao Framboesa de Ouro de Pior Ator (Ben Stiller).

American Pie 3 - O Casamento

Como Stifler (Seann William Scott ) sempre foi o personagem mais engraçado e maluco dos longas anteriores - rendendo sempre hilárias seqüências - os produtores desta vez resolveram torná-lo na figura central da narrativa (apesar do casamento ser de Jim – Jason Biggs), mas ele esta tão exagerado que em muitos momentos soa forçado... Ainda assim é possível dar boas risadas (principalmente quando ele esta em cena)... * *

Premiações
Ganhou o MTV Movie Awards de Melhor Sequência de Dança.

Pequenas Resenhas Cinematográficas - Parte V

X-Men - O Filme

Boa adaptação da famosa HG da Marvel dirigida por Bryan Singer ("Os Suspeitos") que nos apresentou os principais personagens deste universo mutante (na sua luta contra o vilão Magneto – Ian McKellen) com destaque para Wolverine (feito com maestria por Hugh Jackman até então um total desconhecido). Mística (Rebecca Stamos) sempre que aparece é um arraso e Ciclope não teve diálogos e nem um ator a sua altura (o inexpressivo James Marsden). A cena do embate entre Magneto e o Prof. Xavier (Patrcik Stewart)é sensacional, mas fiquei com a sensação que as seqüências de lutas poderiam ser mais emocionantes... * * *

 

X-Men 2

Novamente dirigido por Bryan Singer esta seqüência apresenta novos personagens (Noturno, Lady Letal, Pyro, Homem de Gelo) e um novo vilão, Coronel Stryker (Brian Cox, o homem responsável por trás do mistério de Wolverine - que continua sendo o destaque - e cujo plano é aniquilar a raça mutante) enfraquecendo assim o personagem de Magneto que as vezes se torna apenas um espectador dos acontecimentos, o que depõe contra o filme... Ciclope mais uma vez é relegado pra segundo plano. Destaque pra seqüência inicial com Noturno (Alan Cumming ). * * *

 

Premiações
Ganhou o MTV Movie Awards de Melhor Revelação Masculina (Shawn Ashmore), além de ter sido indicado nas seguintes categorias: Melhor Filme, Melhor Beijo (Shawn Ashmore e Anna Paquin) e Melhor Luta (Hugh Jackman e Kelly Hu).

 

X-Men - O Confronto Final

Sai Bryan Singer (para comandar "Superman Returns") entra Brett Ratner ("A Hora do Rush 1 e 2" ). O resultado da mudança? O melhor filme da trilogia foi concebido (suas seqüências de ação finalmente são arrasadoras e as melhores de toda a trilogia - com destaque para a cena na casa de Jean Grey – a mais espetacular de toda a trilogia, ela é de arrepiar). Desta vez eles lutam contra a "cura" proposta pelo governo americano e contra a poderosíssima Fênix (Fanke Jassen). Filmaço... * * * *

 

A Bruxa de Blair

Um dos maiores embutes da história do cinema. Tanto é que até hoje os "diretores" (na verdade excelentes publicitários, já que o filme é pura jogada de marketing - criar uma ficção e vendê-la como verdadeira - 3 jovens desaparecidos numa floresta) Daniel Myrick e Eduardo Sánchez desapareceram do mapa cinematográfico (devem estar em alguma ilha deserta rindo da nossa cara até hoje pela fortuna adquirida pela absurda bilheteria de U$ 202 milhões mundiais - o filme custou U$ 50 mil!!!)... 0 *

 

Premiações
Ganhou o Framboesa de Ouro de Pior Atriz (Heather Donahue), além de ser indicado na categoria de Pior Filme.

Ganhou o Independent Spirit Awards de Melhor Filme com Orçamento Menor de US$ 500 mil.

Ganhou o MTV Movie Awards de Melhor Sequência de Ação.

 

A Bruxa de Blair 2 - O Livro das Sombras

E não é que o diretor Joe Berlinger conseguiu a proeza de realizar um filme tão ruim como o seu antecessor? Com elenco e personagens sofríveis, uma direção medonha e um roteiro horrendo esta seqüência caça níquel foi um grande fracasso (custou U$ 15 milhões e arrecadou apenas U$ 47 milhões) colocando um ponto final neste projeto ridículo... Ganhou o Framboesa de Ouro como a pior seqüência daquele ano e foi indicado como pior filme, roteiro e dupla. Devia ter ganhado todos... 0 *

 

Premiações
Ganhou o Framboesa de Ouro na categoria de Pior Remake ou Sequência, além de ter recebido outras 4 indicações: Pior Filme, Pior Diretor, Pior Dupla e Pior Roteiro.

 

O Código da Vinci

Um dos filmes mais esperados do ano (e provavelmente uma das maiores decepções). Adaptação do maior best seller do momento. O argumento é polêmico e absurdo (a divindade de JESUS CRISTO é colocada em dúvida) resultando num filme excessivamente falado (didático demais) e confuso (são muitas as informações - Opus Dei, Cavaleiros Templários, Santo Graal) consequentemente cansativo, além de nada envolvente, com personagens mal desenvolvidos e nada cativantes (apenas Paul Bettany se destaca)... Também não ajuda a falta de química entre a dupla protagonista Tom Hanks (no piloto automático – fazia tempo que eu não via uma atuação fraca deste maravilhoso ator) e Audrey Tautou ("O Fabuloso Destino de Amelie Poulan")... *

Pequenas Resenhas Cinematográficas - Parte IV

O Demolidor - O Homem Sem Medo

Não chegou nem perto da repercussão das outras adaptações Marvel ("Homem - Aranha e "X-Men") tanto é que nem continuação teve apesar do final em aberto. Ben Affleck faz o advogado cego Matt Murdock (de infância trágica) que a noite se transforma no justiceiro e defensor dos oprimidos, O Demolidor. Não possui grandes seqüências de ação e nem efeitos visuais mirabolantes, mas a presença de Jennifer Garner (que depois ganhou seu próprio longa, "Elektra") e de Colin Farrell (como Mercenário) compensa o fraco roteiro... * *

 

Premiações
Ganhou o MTV Movie Awards de Melhor Revelação Feminina (Jennifer Garner), além de ter sido indicado nas categorias de Melhor Vilão (Colin Farrell) e Melhor Beijo.

Recebeu uma indicação ao Framboesa de Ouro, na categoria de Pior Ator (Ben Affleck).

 

Identidade

Eficiente suspense com ótimo elenco (encabeçado por John Cusack e Ray Liotta) e interessante roteiro, com uma trama muito inteligente, mas um desfecho que poderá decepcionar muitos (eu fui um deles). Achei o final horroroso... Se por um lado é bom porque termina surpreendendo a todos, por outro é horrível por causa da sensação de que nada daquilo que vimos na tela de fato aconteceu... Portanto dependerá de como você enxergará ou entenderá toda a história... * * *

 

Fora de Controle

É covardia, mas Ben Affleck divide a cena com o ótimo Samuel L. Jackson, neste bom drama dirigido pelo mesmo realizador de "Nothing Hill" e roteirista de "Quatro Casamentos e um Funeral", o inglês Roger Michell (que demonstra todo o seu talento mesmo longe de sua especialidade, as comédias românticas)... * * *

 

Armações do Amor

Apesar do argumento totalmente americano (homem com mais de 30 anos ainda morando com os pais é um absurdo na cultura deles) não empolgar em nenhum momento (nem o final chega a ser emocionante e os coadjuvantes são totalmente desperdiçados pelo fraco roteiro) e o filme possuir poucos momentos divertidos, ele inacreditavelmente não aborrece. Credito esta façanha ao casal protagonista Matthew McConaughey (de outras comédias românticas como "O Casamanto dos Meus Sonhos" e "Como Perder um Homem em 10 Dias") e Sarah Jessica Parker (do seriado "O Sexo e a Cidade") que formam um bonito e simpático casal... * *

 

Missão Impossível 3

Super-elogiado pela crítica (na verdade superestimado) e considerado o melhor filme da série "Missão Impossível" , "MI:3" é realmente um bom exemplar de filme de ação com perseguições, explosões e tiroteios em seqüências de tirar o fôlego... Portanto oferece ao público o que ele quer: muita adrenalina. Tom Cruise mais uma vez imprime sua habitual intensidade e energia ao personagem.. J.J.Abrams (o diretor estreante) é o criador das famosas séries televisivas, "Alias" e "Lost"... * * *

 

Old Boy

Vencedor do grande prêmio do júri em Cannes 2003 ("Fahrenheit 9/11" de Michael Moore levou a Palma) esta produção coreana conta a história de um homem que ficou preso durante 15 anos (sem ao menos saber o motivo) e que ao se libertado (também sem motivo aparente) só tem uma única obsessão: encontrar os responsáveis pela sua prisão e matá-los. Violento e seco, o ótimo roteiro é intrigante até as últimas conseqüências já que também não sabemos o porquê de tudo aquilo. A revelação é chocante... * * *

 

Premiações
Ganhou o Grande Prêmio do Júri, no Festival de Cannes.

 

O Terminal

Terceira colaboração entre Tom Hanks e Spielberg ("O Resgate do Soldado Ryan" e "Prenda-me Se For Capaz" , foram os anteriores) o longa narra em clima de fábula á história de um indivíduo que fica impossibilitado de sair de um aeroporto americano depois que seu país entrou em guerra. Leve e despretencioso, Hanks é a alma do filme (sem ele seria difícil acreditar na motivação que move o personagem) e conta com o apoio de divertidos coadjuvantes (com destaque para o faxineiro indiano) e da cativante Catherine Zeta-Jones para sair do aeroporto e finalmente fazer o que lhe trouxe aos EUA... * * * 

Pequenas Resenhas Cinematográficas - Parte III

A Marcha do Imperador

Dificilmente você não ficará impressionado com as belíssimas imagens deste documentário francês sobre os pingüins imperadores de enorme sucesso de bilheteria e crítica no mundo todo (venceu até o Oscar da categoria)... Seu maior mérito é contar de maneira inusitada e romanceada o ciclo reprodutivo destes seres árticos... Durante um ano inteiro o biólogo e diretor francês Luc Jacquet e sua equipe filmou passo a passo a rotina dos pingüins imperadores, dando ênfase no processo reprodutivo destes animais... Ao invés do habitual narrador como acontece nos tradicionais documentários desta espécie vistos com freqüência no canal a cabo Discovery Channel, Luc Jacquet resolveu desenvolver uma narrativa romanceada, isto é, dando vozes a três pingüins (mãe, pai e filho) como se estivesse mostrando o dia-a-dia destes animais através de uma família em particular... Diferentemente da maioria das pessoas este "truque" não conseguiu me emocionar... Pois o que o filme mostra como sendo atos de amor não passa de puro instinto... Mais ainda assim é um programa curioso e diferente... * * *

Premiações
Ganhou o Oscar de Melhor Documentário.

Recebeu 2 indicações ao BAFTA, nas categorias de Melhor Edição e Melhor Fotografia.

Recebeu 4 indicações ao César, nas categorias de Melhor Filme de Estréia, Melhor Edição, Melhor Trilha Sonora e Melhor Som.

Era Uma Vez No México

Terceira parte da trilogia do violeiro mexicano conhecido como "El Mariachi", iniciada pelo filme independente de baixíssimo orçamento "El Mariachi " e prosseguido com "A Balada do Pistoleiro" (neste caso lançado por uma major)... O primeiro exemplar colocou no mapa cinematográfico o jovem diretor (e amigo de Quentin Tarantino) Robert Rodriguez e o segundo lançou ao estrelato hollywoodyano Antonio Banderas (que nasceu pra interpretar personagens latinos e sensuais como este e o mais famoso de todos Don Alejandro de La Vega, vulgo Zorro)...  É necessário dizer que "Era Uma Vez No México " é um desperdício total de talento (Johnny Depp, Willen Dafoe) e beleza (Eva Mendes, Salma Hayek) numa história confusa e sem muito sentido... Somente uma coisa explica a razão da realização deste projeto (já que ele não acrescenta em nada aos outros episódios)... Dinheiro, dinheiro e dinheiro... *

Em Busca da Terra do Nunca

Este belíssimo filme baseado em eventos reais nos mostra com muita magia (e tristeza também) como o dramaturgo J.M.Barrie (Johnny Depp em mais uma excelente atuação e novamente indicado ao Oscar) criou sua obra prima "Peter Pan". Sua inspiração foi uma família composta por uma viúva (a sempre ótima Kate Winslet) e seus 4 filhos pequenos... Aliás, o elenco está em estado de graça ( Freddie Highmore que faz Peter é um excelente ator mirim)... Emocionante (chorei bastante devo confessar)... * * * *

 

Premiações
Ganhou o Oscar de Melhor Trilha Sonora, além de ter sido indicado em outras 6 categorias: Melhor Filme, Melhor Ator (Johnny Depp), Melhor Direção de Arte, Melhor Figurino, Melhor Edição e Melhor Roteiro Adaptado.

Recebeu 5 indicações ao Globo de Ouro, nas seguintes categorias: Melhor Filme - Drama, Melhor Diretor, Melhor Ator - Drama (Johnny Depp), Melhor Roteiro e Melhor Trilha Sonora.

Recebeu 11 indicações ao BAFTA, nas seguintes categorias: Melhor Filme, Melhor Diretor, Melhor Ator (Johnny Depp), Melhor Atriz (Kate Winslet), Melhor Atriz Coadjuvante (Julie Christie), Melhor Trilha Sonora, Melhor Figurino, Melhor Fotografia, Melhor Maquiagem, Melhor Desenho de Produção e Melhor Roteiro Adaptado.

Ganhou o Prêmio Lanterna Mágica, no Festival de Veneza.

Recebeu uma indicação ao MTV Movie Awards de Melhor Revelação Masculina (Freddie Highmore).

 

O Buraco

Mais um filme para entrar no meu rol de "piores filmes do mundo"... Quanta ruindade... Roteiro pavoroso (tenta nos vender uma história de suspense, mas nos entrega uma trama enfadonha e ridícula), direção medonha... Se posso destacar alguma coisa nele é a participação (antes da fama alcançada pela aventura "Piratas do Caribe") da atriz Keira Knightley em começo de carreira... E só. É daqueles filmes que você tem vontade de quebrar a TV ou então o DVD de tão ruim que é... 0 *

 

Madrugada dos Mortos

Geralmente filmes com mortos-vivos são divertidos, mas não é o caso deste aqui... A pouco espaço para o humor neste longa... Ainda assim é um bom passatempo... O interessante deste tipo de filme é que não existe outro tipo de final senão o mostrado no longa, isto é, não importa pra onde você tente fugir eles sempre estarão lá... Ving Rhames é o principal nome do elenco... * * *

Pequenas Resenhas Cinematográficas - Parte II

Setembro

Ontem a noite estava com tantas dificuldades de dormir (devido um resfriado fortíssimo que me acometeu neste fim de carnaval)  que resolvi assistir no Telecine Cult (a meia noite) a um filme de Woody Allen chamado Setembro... É basicamente um teatro filmado... Um drama passado unicamente dentro de uma casa, cujo os seis personagens principais da trama conversam e confessam desejos entre si... Mia Farrow (excelente) é uma mulher retraída apaixonada pelo escritor Howard (Denholm Elliott) que por sua vez é apaixonado pela sua melhor amiga Stephanie (Dianne Wiest) que é casada mas mesmo assim sucumbe as investidas do escritor... Peter (Sam Wasterston) é um senhor de meia idade apaixonado por Lane (Mia Farrow)... E ainda existem o casal Lloyd e Diane (padrasto e mãe de Lane) que foi uma grande celebridade em sua juventude... Woody Allen é conhecido por sua veia cômica mais aqui o humor não existe... Em alguns momentos o clima esquenta com diálogos fortes, mas no geral é puro blá-blá-blá...*  

 

Tróia

Peguei emprestado este DVD semana passada e só consegui ver neste final de semana (pra ser mais exato sábado de carnaval a noite)... Já havia visto partes do filme quando minha irmã havia alugado (inclusive terminei vendo as seqüências finais com as mortes dos principais personagens)... Isso não foi problema agora quando resolvi assistir ele inteiro... Grandioso tecnicamente... Com um visual espetacular... E efeitos visuais arrebatadores... Brad Pitt não decepciona como Aquiles (na verdade ele está muito bem no papel que caiu como uma luva para seu biótipo) e Eric Bana demonstra mais uma vez seu talento (gosto desta ator) como Heitor... Orlando Bloom não compromete mas não consigo entender o que os executivos de hollywood viram neste ator que conseguiu participar de projetos tão importantes como "Senhor Dos Anéis", "Piratas Do Caribe", "Cruzada" e este "Tróia"... Bom passatempo... * * *

 

Premiações
Recebeu uma indicação ao Oscar de Melhor Figurino.

Recebeu 2 indicações ao MTV Movie Awards, nas seguintes categorias: Melhor Ator (Brad Pitt) e Melhor Luta (Brad Pitt e Eric Bana).

 

O Show Não Pode Parar

Indicado apenas para os cinéfilos, já que se trata de um documentário sobre a ascensão e queda de Robert Evans (um ex-ator medíocre e canastrão que se tornou na década de 1970 num dos produtores mais poderosos de Hollywood)... Ele mesmo é o narrador de sua história, e através dela ficamos sabendo dos bastidores de grandes filmes produzidos por ele, como "O Poderoso Chefão" e "Chinatown"... Imperdível... * * * *

 

O Homem Que Copiava

Divertida comédia urbana dirigida e escrita pelo gaúcho Jorge Furtado (roteirista de "Lisbela e o Prisioneiro" e diretor de "Meu Tio Matou Um Cara" )... Excelente elenco encabeçado pelo talentoso Lázaro Ramos (que ainda conta com Luana Piovani, Leandra Leal e Pedro Cardoso)... Seu engenhoso roteiro mostra um humilde "operador de foto-copiadora" tentando arrumar um dinheirinho pra conquistar seu grande amor... Primeiro falsificando notas de 50 reais e depois assaltando um carro forte... Muito legal... * * * *

 

Premiações
Ganhou 6 prêmios no Grande Prêmio Cinema Brasil, nas seguintes categorias: Melhor Filme, Melhor Diretor, Melhor Ator Coadjuvante (Pedro Cardoso), Melhor Atriz Coadjuvante (Luana Piovani), Melhor Roteiro Original e Melhor Montagem. Foi ainda indicado nas categorias de Melhor Ator (Làzaro Ramos) e Melhor Direção de Arte.

Ganhou os prêmios de Melhor Filme - Prêmio do Público e Prêmio Especial do Júri, no Festival de Cinema Brasileiro de Paris.

Pequenas Resenhas Cinematográficas

Aqui estão pequenas resenhas de filmes vistos por mim, mas não avaliados em detalhes... Numa próxima revisão dos títulos prometo uma avaliação mais profunda... Vamos a elas... 

O Livro da Vida

Este longa é um daqueles filmes que desde seus primeiros minutos você já percebe que será uma porcaria... Uma tremenda bomba... Afinal, não são somente os blockbuster's que resultam em verdadeiras bombas, filmes independentes também conseguem... Metido a filosófico o diretor Hal Hartley realizou hipoteticamente o encontro entre Jesus (Martin Donovan ) e o inimigo de nossas almas em plena virada de século, ou seja, no dia 31/12/1999... Época em que muitos acreditavam no fim do mundo, no apocalipse... O inacreditável é que o filme foi vendido como uma comédia (!!!)... Comédia de muito mal gosto e totalmente sem graça só se for, com situações sem nenhuma inspiração e dialógos horríveis... O pior é que tem quem goste de uma merda dessas... 0 * 

 

Por Um Fio

Considero este o melhor filme do irregular diretor Joel Schumacher... Ele habilmente conseguiu criar um clima tenso e angustiante com um único cenário e uma única situação: homem ( Colin Farrell em boa atuação) é feito "refém" numa cabine telefônica por um franco atirador (Kiefer Sutherland do seriado televisivo 24Horas) que pretende lhe ensinar algumas lições (uma delas é a respeitar as pessoas)... A atitude é nobre mas os métodos são criminosos... O bom elenco ajuda a aumentar o interesse pela trama e como ela irá se resolver (gostei de seu desfecho)... Colin Farrell é talentoso e bom ator, mas infelizmente ele não foi feliz nos seus últimos papéis, "Alexandre" (sua pior interpretação na minha opinião) de Oliver Stone e "Miami Vice" de Michael Mann (este eu não vi ainda, mas ele não colheu boas críticas não)... Forrest Whitaker (até quando faz bandido como foi em "O Quarto do Pânico") transmite uma humanidade e vulnerabilidade que enriquece seu personagem (o negociador)... Kiefer Sutherland apesar de aparecer em apenas uma única cena (no final) teve um eficaz trabalho de voz e Katie Holmes (a "outra") não tem muito o que fazer a não ser injetar beleza no projeto... Bom filme ... * * *

 

Premiações
Ganhou o MTV Movie Awards de Melhor Revelação Estrangeira (Colin Farrell), além de ter recebido uma indicação na categoria de Melhor Vilão (Kiefer Sutherland).

 

Um Lugar Chamado Nothing Hill

Um das melhores comédias românticas já realizadas, protagonizada por uma dupla de atores inspirada, Julia Roberts e Hugh Grant (perfeito neste tipo de papel e filme)... Os diálogos são sensacionais, as situações hilárias e os personagens divertidíssimos (com destaque para o melhor amigo do personagem central feito pelo estranho mais perfeito no papel, o ator inglês Rhys Ifans)... Você assistirá com um sorriso no rosto... Destaque também para sua ótima trilha musical... * * * * *

 

Premiações
Recebeu três indicações ao Globo de Ouro: Melhor Filme em Comédia/Musical, Melhor Ator em Comédia/Musical (Hugh Grant) e Melhor Atriz em Comédia/Musical (Julia Roberts).

 

Cruzada

Depois de ressuscitar o gênero dos épicos medievais com o ótimo "Gladiador", o excelente diretor Ridley Scott se aventurou novamente no gênero, mas desta vez com um resultado decepcionante... Tecnicamente e visualmente falando o filme é impecável... Mas comete dois erros capitais: o primeiro é ter Orlando Bloom como protagonista; o segundo é ter um roteiro que não emociona e nem empolga... Os ótimos Liam Neeson e Jeremy Irons estão no elenco em papéis pequenos.... O ótimo Edward Norton (que anda sumido) faz o rei mascarado... * *  

 

Blade - O Caçador de Vampiros

Este personagem também pertence ao universo Marvel ("Homem-Aranha", "X-Men") e apesar de não ter alcançado altíssimas bilheterias como seus co-irmãos, o longa foi bem recebido (tanto é que houve duas seqüências) pelo público. O papel do meio humano - meio vampiro caiu como uma luva pra Wesley Snipes que arrebenta no personagem... Efeitos especiais de primeira e muita ação fazem do filme um bom programa... * * *

 

Um Ato de Coragem

Denzel Washington em mais uma grande performance (um ator magnífico, um dos melhores da atualidade ao lado de Tom Hanks, Russell Crowe e Sean Pean)... Neste caso não somente ele mais também o filme que ele protagoniza é forte, com uma história tensa de um pai desesperado, tentando a todo custo colocar o nome de seu filho na lista de transplante de coração, chegando ao cúmulo de fazer reféns um médico e vários pacientes na ala de emergência, para conseguir este objetivo... Emocionante... * * *

Indicados ao Oscar de Melhor Filme de 2005

"Crash – No Limite"

"Capote"

"Munique"

"Boa Noite e Boa Sorte"

"O Segredo de Brokeback Mountain"

 

O vencedor para surpresa de muitos foi o ótimo drama "Crash – No Limite" de Paul Haggis (o responsável pelo roteiro do também premiado como o Oscar de melhor filme o sensacional "Menina de Ouro" de Clint Eastwood)... O grande favorito e o mais querido pela imprensa especializada era o bom "O Segredo de Brokeback Mountain"... Apesar de todo este favoritismo o seu teor altamente polêmico (uma história de amor entre dois caubóis) deixava a todos com um pé atrás em relação a sua vitória na conservadora Academia de Hollywood... Com a derrota foi o que mais se ouviu falar... Que "Brokeback" havia perdido apenas por causa disso... Não é verdade... "Brokeback" peca por não nos envolver naquela belíssima história de amor... Tudo é muito lento e contemplativo e somente no final foi que verdadeiramente eu fiquei profundamente tocado com aquele relato triste e trágico... A constatação de uma vida inteira vivida na amargura por não ter ao seu lado a pessoa amada por causa de convenções moralistas e impostas pela sociedade... Não estou dizendo com isso que sou a favor do relacionamento gay (pois não sou), mas sim que isso poderia acontecer com qualquer um em qualquer lugar, ou seja, não poder concretizar um amor por motivos diversos... No caso deles por serem do mesmo sexo...

 

"Crash – No Limite" por sua vez é impactante do início ao fim... E quanto mais se aproxima do final mais pulsante e pungente ele se torna... A seqüência passada dentro do veículo do policial interpretado por Ryan Phillipe é magnífica e chocante... E o final é emblemático na mensagem que o filme quer transmitir... Fantástico... Elenco maravilhoso (com destaque para o já citado Ryan Phillipe e Terrence Howard – que faz o diretor de televisão... Apesar que o indicado a melhor ator coadjuvante tenha sido Matt Dillon)... Não tenho dúvidas que "Crash – No Limite" tenha sido realmente o melhor filme de 2005... Não foi conservadorismo não... Foi uma escolha acertada na minha opinião...

 

Sinceramente não entendi a indicação de "Capote"... Na verdade este filme não tem como funcionar fora dos Estados Unidos... Principalmente no Brasil... Explico: Para a apreciação não somente do longa mais também da tão elogiada interpretação do ator Philip Seymour Hoffman (que não obstante venceu o Oscar de melhor ator do ano) se faz necessário ter conhecido a obra (que o filme retrata o processo de criação e pesquisa o romance de "não-ficção" "A Sangue Frio") e principalmente o autor Truman Capote (o protagonista deste longa)... Sem isso é quase impossível se envolver com este filme parado e sem muitas emoções... É o mais fraco dos cinco...

 

"Munique" é de Steven Spielberg e por isso mesmo de altíssima qualidade e apuro técnico... Me lembro que na época do Oscar 2006 torci para que este filme vencesse (não porque o considerava o melhor – aliás não tinha visto nenhum dos indicados – a faculdade não me deixava tempo algum) somente por causa da assinatura Spielberg... Sou um grande fã deste cineasta... Se ele tivesse vencido não teria sido justo... Tem um tema forte e polêmico (a retaliação por parte do governo israelense do terrível atentando que seus atletas sofreram nos Jogos Olímpicos de Munique em 1972) e um elenco talentoso mas é um pouco cansativo e as vezes repetitivo (no que tange as seqüências de mortes quase sempre por intermédio de bombas caseiras)... Mas ainda assim é um filme importantíssimo com uma belíssima mensagem anti-terrorista...

 

E por último "Boa Noite e Boa Sorte" um filme rodado em preto e branco que foi roteirizado e dirigido por George Clooney (que também atuou)... Que aliás demonstrou ter um grande talento atrás das câmeras (me arriscaria a dizer que será um grande diretor com o passar do tempo)... O filme apesar de se passar na década de 1950 e tratar de um assunto verídico (a luta entre o jornalista Edward R. Murrow e o senador Joseph McCarthey que ficou mundialmente famoso como o homem responsável pela "caça as bruxas", ou seja, pelos comunistas que estariam espalhados pelo território americano) tem uma importante e pungente mensagem para os dias atuais... A importância dos meios de comunicação... Seu verdadeiro motivo de existência (não apenas entreter, mais principalmente informar... E se um órgão fiscalizador dos abusos cometidos por pessoas ou instituições)... Hoje em dia só vemos programas de péssima qualidade na televisão brasileira (e acredito que no mundo o problema também deva ser grave) com mulheres peladas ou com muito sensacionalismo na hora de informar a população (detalhe, não eximindo também o público de culpa, já que os altos índices de audiências alimentam estes programas de no mínimo gosto duvidoso)... Edward Murrow foi um homem que sempre frisou pela qualidade e integridade da informação que estava passando para seu público... David Strathairn está sensacional no papel... E George Clooney realizou uma bela homenagem a este grande jornalista...

Crash - No Limite

 

Á alguns dias atrás me tornei assinante de uma locadora virtual chamada NetMovies e resolvi começar minha maratona cinematográfica da seguinte forma: primeiro vou assistir (ou rever) todos as produções vencedoras do Oscar de melhor filme e depois os vencedores da categoria melhor filme estrangeiro... O primeiro da minha lista foi "Crash – No Limite" que apesar de ser o último agraciado com a tão cobiçada estatueta nunca tinha visto (estes dois últimos anos foram muito puxados pra mim por causa da faculdade que estava cursando e deixei de ver muitos filmes bons e importantes)... "Crash" recebeu 6 indicações ao Oscar (venceu três: filme – derrotando o favorito "O Segredo de Brokeback Mountain", roteiro original e edição), 2 indicações ao Globo de Ouro (ator coadjuvante para Matt Dillon e Roteiro), 9 indicações ao Bafta (o Oscar britânico vencendo em duas: atriz coadjuvante para Thandie Newton e roteiro original... as outras indicações foram para melhor filme, diretor, ator coadjuvante com Don Cheadle e Matt Dillon, fotografia, edição e som) e dois prêmios no Independent Spirit Awards (a principal premiação para os filmes independentes) nas categorias melhor filme de estréia e ator coadjuvante (Matt Dillon)... Uma belíssima carreira cinematográfica...

"Crash – No Limite" marca a estréia do ótimo roteirista Paul Haggis (no Oscar 2005 foi indicado ao prêmio de melhor roteiro adaptado pelo agraciado com a estatueta de melhor filme "Menina de Ouro" de Clint Eastwood – no Oscar 2006 venceu como melhor filme e roteiro original e agora no Oscar 2007 voltou a ser indicado na categoria roteiro original por "Cartas de Iwo Jima" em outro filme de Clint Eastwood) na direção e na sua primeira incursão atrás das câmeras ele conseguiu reunir um numeroso e talentoso elenco (inclusive Don Cheadle e Sandra Bullock são alguns dos produtores do longa) para contar suas várias histórias entrelaçadas de preconceito e racismo (repleta de personagens de diferentes classes sociais) de forma crua e nua com fortes diálogos e seqüências impactantes (com destaque para a que se passa dentro do carro do policial "não racista" interpretado por Ryan Phillippe... Impressionante!!!)... Falando nele aproveito para dizer que Ryan Phillippe me surpreendeu... Ele está ótimo na pele de um policial que não concorda com os métodos de trabalho e conduta de seu parceiro Matt Dillon... Outro que também está muito bem é Terrence Howard como um cineasta incapaz de se defender dos abusos cometidos contra sua pessoa por ser negro... O interessante é que quem foi indicado ao Oscar foi Matt Dillon que também está ótimo na pele de um policial "racista"... Aliás esse é a questão que o filme levanta... Será que é correto fazer está divisão entre racistas e não racistas??? Ou no fundo todos somos por causa do medo/indiferença despertado pelo o que nos é desconhecido, pelo o que consideramos "diferente"... A seqüência final é magnífica e emblemática ao mostrar a conduta de uma mulher negra ao baterem na traseira de seu carro... O filme possibilita um bom e interessante debate... * * * *   

Premiações
Ganhou 3 Oscars, nas categorias de Melhor Filme, Melhor Roteiro Original e Melhor Edição. Foi ainda indicado nas categoriasde Melhor Diretor, Melhor Ator Coadjuvante (Matt Dillon) e Melhor Canção Original ("In the Deep").

Recebeu 2 indicações ao Globo de Ouro, nas categorias de Melhor Ator Coadjuvante (Matt Dillon) e Melhor Roteiro.

Ganhou 2 prêmios no BAFTA, nas categorias de Melhor Atriz Coadjuvante (Thandie Newton) e Melhor Roteiro Original. Foi ainda indicado nas categorias de Melhor Filme, Melhor Diretor, Melhor Ator Coadjuvante (Matt Dillon e Don Cheadle), Melhor Fotografia, Melhor Edição e Melhor Som.

Ganhou 2 prêmios no Independent Spirit Awards, nas categorias de Melhor Filme de Estréia e Melhor Ator Coadjuvante (Matt Dillon).

Recebeu uma indicação ao Grande Prêmio Cinema Brasil de Melhor Filme Estrangeiro.

O Segredo de Brokeback Mountain

 

Muito se comentou da vitória do Oscar de melhor filme para Crash – No Limite no ano passado em detrimento de Brokeback Mountain (que era o favorito)... Alguns até afirmavam que Crash era o mais fraco dos cinco concorrentes (dentro de alguns dias depois que tiver assistido aos cinco indicados a esta categoria emitirei minha opinião a respeito)... Todo o alarde criado em torno do filme (devido seu tema espinhoso – o relacionamento de dois caubóis iniciada em idos de 1963) e os elogios quase que unânimes á produção, somada com toda essa indignação por parte da imprensa especializada com sua derrota me despertou (e muito) a curiosidade de assisti-lo... Pois bem ontem a noite acabou a curiosidade... (Se ainda não viu o filme é melhor parar a leitura por aqui)...

Confesso que de certa forma o filme me decepcionou... Explico... Não que ele seja ruim (sua história de amor impossível é muito bonita e contada de maneira muito sensível pelo ótimo Ang Lee) mais o achei um pouco longo demais, por vezes cansativo... Principalmente pouco emocionante (são poucos os diálogos e cenas marcantes)... Mas em compensação seus últimos minutos são arrebatadores, me deixando confuso ao final da projeção em relação ao que estava sentindo... Não havia me emocionado até aquele exato momento em que ele recebe a terrível notícia da morte de seu "amigo" Jack Twist... Mas o que se segue é de uma ternura e tristeza incríveis... Não chorei, mas fiquei aos frangalhos emocionalmente... Fui dormir arrasado...rs!!! Fiquei muito triste com o sofrimento contido e tocante do personagem de Heath Ledger (sensacional no papel)... Que seqüência maravilhosa é aquela que se passa dentro da casa dos pais do personagem interpretado também com maestria pelo ator Jake Gyllenhaal... É de uma sensibilidade impressionante... É muito bonito e tocante a satisfação da mãe em conhecer o grande amor da vida de seu filho, e Ennis Del Mar (Heath Ledger) visitando o quarto de Jack Twist... Nada mais triste do que constatar que uma vida ao lado da pessoa amada lhe foi impossibilitada (negada) por causa das aparências e dos padrões impostos pela sociedade (principalmente naquela época retratada pelo filme)... Assim como o filme não julga essas pessoas e suas atitudes também não o farei... Apenas estou relatando o que achei do filme... Destaque para sua bela fotografia e trilha musical... * * *

Premiações
Ganhou 3 Oscars, nas categorias de Melhor Diretor, Melhor Roteiro Adaptado e Melhor Trilha Sonora. Foi ainda indicado nas categorias de Melhor Filme, Melhor Ator (Heath Ledger), Melhor Ator Coadjuvante (Jake Gyllenhaal), Melhor Atriz Coadjuvante (Michelle Williams) e Melhor Fotografia.

Ganhou 4 Globos de Ouro, nas categorias de Melhor Filme - Drama, Melhor Diretor, Melhor Roteiro e Melhor Canção Original ("A Love That Will Never Growl Old"). Foi ainda indicado nas categorias de Melhor Ator - Drama (Heath Ledger), Melhor Atriz Coadjuvante (Michelle Williams) e Melhor Trilha Sonora.

Ganhou 4 prêmios no BAFTA, nas categorias de Melhor Filme, Melhor Diretor, Melhor Ator Coadjuvante (Jake Gyllenhaal) e Melhor Roteiro Adaptado; Foi ainda indicado nas categorias de Melhor Ator (Heath Ledger), Melhor Atriz Coadjuvante (Michelle Williams), Melhor Trilha Sonora, Melhor Fotografia e Melhor Edição.

Ganhou 2 prêmios no Independent Spirit Awards, nas categorias de Melhor Filme e Melhor Diretor. Foi ainda indicado a Melhor Ator (Heath Ledger) e Melhor Atriz Coadjuvante (Michelle Williams).

Ganhou o Leão de Ouro, no Festival de Veneza.

Ganhou 2 prêmios no MTV Movie Awards, nas categorias de Melhor Performance (Jake Gyllenhaal) e Melhor Beijo (Jake Gyllenhaal e Heath Ledger).

Capote

 

Indicado nas principais categorias do Oscar (filme, ator, diretor, roteiro adaptado e atriz coadjuvante – um exagero na minha opinião, apenas lhe cabia melhor ator) "Capote" deve até ser muito interessante e um bom filme (esteve nas principais listas dos melhores de 2005), mas somente pra quem conhece a obra (no caso "Á Sangue Frio") ou então o escritor retratado no longa, Truman Capote (Philip Seymour Hoffman )... Eu como não conheço nem um nem outro não gostei do filme que é totalmente sem graça e nada envolvente...

O roteiro relata o processo de criação de uma obra pioneira e que foi um divisor de águas no ramo da literatura chamada "Á Sangue Frio" (considerada a primeira "obra de não ficção" a ser escrita nascendo assim a chamada literatura jornalística)... Capote nesta altura do campeonato era um escritor renomado e muito famoso por causa de seu romance "Bonequinha de Luxo" que havia ganhado uma adaptação cinematográfica protagonizada por Audrey Hepburn e dirigida por Blake Edwards...

Após ler num jornal a notícia que uma família inteira havia sido assassinada dentro de sua residência numa pequena cidade do Kansas, ele parte pra este remoto lugar no intuito de pesquisar os efeitos que este brutal homicídio traria para os habitantes daquela pacata cidade confiante que isto lhe daria uma boa matéria (para ser publicada na revista The New Yorker – que bancou sua pesquisa)... No meio de sua pesquisa ele conhece os assassinos e ao criar (involuntariamente?) vínculo emocional com um deles (o personagem de Clifton Collins Jr.) seu objetivo muda de foco... Agora não mais lhe interessa escrever uma matéria e sim um livro em "tom jornalístico" sobre aquele fatídico dia... O filme tenta mostrar a ambigüidade desta amizade, pois ao mesmo tempo em que Capote se aproximou e até ajudou os assassinos a terem seus dias de vida prolongados (já que foram condenados a pena de morte - enforcamento) chegará um momento que em seu íntimo ele desejará a morte dos dois, pois é mediante a execução dos assassinos que ele poderá finalmente terminar aquele que se tornaria sua obra-prima...

Muito se falou e elogiou a atuação de Philip Seymour Hoffman (que realmente está ótimo em sua composição de um homem extremamente afeminado) mais ela assim como o filme só terá maior impacto para aqueles que conheceram o verdadeiro Truman Capote... Ou seja, eles dizem que é impressionante a semelhança física, os detalhes dos gestos, da fala, da conduta e postura diante das pessoas e dos acontecimentos a sua volta... Mas tudo isso não pode ser avaliado e nem apreciado por quem não sabe e nem conheceu Capote... Assim sendo o filme se torna uma obra pra ser assistida por poucos, uma platéia pequena e seleta... *

Premiações
Ganhou o Oscar de Melhor Ator (Philip Seymour Hoffman), além de ser indicado nas categorias de Melhor Filme, Melhor Diretor, Melhor Atriz Coadjuvante (Catherine Keener) e Melhor Roteiro Adaptado.

Ganhou o Globo de Ouro de Melhor Ator - Drama (Philip Seymour Hoffman).

Ganhou o BAFTA de Melhor Ator (Philip Seymour Hoffman), tendo sido indicado também nas categorias de Melhor Filme, Melhor Diretor, Melhor Atriz Coadjuvante (Catherine Keener) e Melhor Roteiro Adaptado.

Ganhou 2 prêmios no Independent Spirit Awards, nas categorias de Melhor Ator (Philip Seymour Hoffman) e Melhor Roteiro. Foi ainda indicado nas categorias de Melhor Filme, Melhor Fotografia e Prêmio dos Produtores.

Munique

 

Continuando minha maratona com os filmes indicados ao Oscar 2006 ontem foi a vez do thriller "Munique" dirigido por Steven Spielberg (um dos maiores cineastas da história do cinema americano e mundial)... O filme tem como ponto de partida a tragédia que aconteceu em meio ás Olimpíadas de Munique em 1972 quando um ataque terrorista sem precedentes foi transmitido ao vivo para todo o mundo, onde um grupo palestino denominado Setembro Negro invadiu a Vila Olímpica, matou 2 integrantes da equipe israelense e manteve outros 9 como reféns. 21 horas depois o ataque chegou ao fim, com todos (reféns e terroristas) sendo mortos.

O que vemos no filme e a retaliação por parte do governo israelense a este ato tão bárbaro e cruel... O Mossad (serviço secreto israelense) com a autorização da primeira ministra do estado recruta cinco pessoas a dedo e lhe entregam a seguinte missão: Encontrar (caçar seria a palavra mais certa) e matar os 11 homens apontados como os que planejaram o terrível atentado... O ótimo Eric Bana interpreta Avner o líder do grupo... Também fazem parte da equipe o atual James Bond, Daniel Craig e o ator e diretor francês Mathieu Kassovitz...

 

Assim vemos este grupo em ação procurando por toda a Europa estes palestinos e os matando um a um... Dos 11 da lista 9 foram assassinados (7 por este grupo)... Acompanhamos também a gradativa degradação psicológica do personagem principal Avner (e consequentemente dos outros, mas em menor escala)... Antes que sua missão chegue ao final ele está esgotado psicologicamente e paranóico imaginando que agora quem está sendo caçado é ele... Apesar da potencialidade da história, do ótimo elenco e de um diretor do calibre de um Spielberg o filme não é de todo satisfatório... Além de ser muito longo (um pouco mais de 2H30 de projeção) chega a ser um pouco repetitivo no que diz respeito as mortes (já que elas em sua maioria aconteceu mediante uma explosão)... Outra coisa que não me agradou foi a própria equipe de extermínio... Tirando Avner e Robert (Mathieu Kassovitz) que é o responsável pelos explosivos, os outros 3 integrantes meio que estão ali apenas para somar (já que não vemos de fato as suas especialidades)... * *    

 

Premiações
Recebeu 5 indicações ao Oscar, nas categorias de Melhor Filme, Melhor Diretor, Melhor Roteiro Adaptado, Melhor Trilha Sonora e Melhor Edição.

Recebeu 2 indicações ao Globo de Ouro, nas categorias de Melhor Diretor e Melhor Roteiro.

Boa Noite e Boa Sorte

 

Finalmente assistir ao último filme que faltava da minha lista dos indicados a melhor produção do ano de 2005... Boa Noite e Boa Sorte do ator, roteirista e diretor George Clooney... Filmado todo em preto e branco este longa conta a história real do grande jornalista e apresentador de um programa jornalístico na Rede Americana de Televisão CBS, Edward R. Murrow (interpretado magistralmente por David Strathairn) e sua luta contra o senador Joseph McCarthy, ou seja, aquele homem que durante as décadas de 40 e 50 acabou com a carreira e vida profissional de muitos artistas e pessoas comuns os acusando de serem comunistas (sem ao menos ter provas para tão grave acusação)... Aquela época ficou conhecida como a "Era McCarthy"... A caça as bruxas... George Clooney (num belíssimo trabalho de direção) assim presta uma bonita homenagem a este grande jornalista americano... Que não via a televisão apenas como um meio de entretenimento e sim de teor informativo e jornalístico... Isso porque estamos falando dos primórdios da televisão... Imagina o que ele falaria dos programas que vemos hoje em dia na TV... Bom filme... * * *

 

Premiações
Recebeu 6 indicações ao Oscar, nas categorias de Melhor Filme, Melhor Diretor, Melhor Ator (David Strathairn), Melhor Roteiro Original, Melhor Direção de Arte e Melhor Fotografia.

Recebeu 4 indicações ao Globo de Ouro, nas categorias de Melhor Filme - Drama, Melhor Diretor, Melhor Ator - Drama (David Strathairn) e Melhor Roteiro.

Recebeu 6 indicações ao BAFTA, nas categorias de Melhor Filme, Melhor Diretor, Melhor Ator (David Strathairn), Melhor Ator Coadjuvante (George Clooney), Melhor Edição e Melhor Roteiro Original.

Recebeu 4 indicações ao Independent Spirit Awards, nas categorias de Melhor Filme, Melhor Diretor, Melhor Ator (David Strathairn) e Melhor Fotografia. - Ganhou o Prêmio Pasinetti de Melhor Filme, o Volpi Cup de Melhor Ator (David Strathairn), o Prêmio FIPRESCI e o de Melhor Roteiro, no Festival de Veneza.

1º Scream Awards 2006 - Parte III

  

Infelizmente a TNT não transmitiu na íntegra o 1º Scream Awards e com isso deixamos de ver nada mais nada menos do que 19 categorias vamos a elas:

Filme mais aguardado de 2007:
"Pirates of the Carribean: At Worlds End"

Melhor Seqüência:
"Piratas do Caribe 2 – O Baú da Morte"

Melhor Remake:
"King Kong"

Melhor Adaptação de uma HQ:
"Army of Darkness"

Melhor Performance Heróica:
Johnny Depp por "Piratas do Caribe 2 – O Baú da Morte"

Melhor Diretor:
Christopher Nolan por "Batman Begins"

Melhor Roteiro:
"Batman Begins" escrito por David S. Goyer e Christopher Nolan

Melhor Filme Estrangeiro:
"High Tension" da França

Melhor Filme Adaptado de uma HQ:
"X-Men: O Confronto Final"

Melhor Roteiro de HQ:
Frank Miller por "Batman e Robin"

Melhor Desenhista de HQ:
Sean Phillips por "Marvel Zombies"

Melhores Efeitos Visuais:
"Piratas do Caribe 2 – O Baú da Morte"

Melhor Paródia da Internet:
"How Superman Should Have Ended" – How It Should Have Ended.

"Holy Shit" – Seqüência que fez você pular da cadeira
"A Extração do Olho" do filme "Hostel"

1º Scream Awards 2006 - Parte II

 

7º O Cérebro

Outro prêmio especial e outra vez com um nome ridículo... Desta vez os homenageados foram a dupla Robert Rodriguez e Quentin Tarantino... A galera foi ao delírio quando eles subiram ao palco... Não ficou claro se esta premiação será dedicada apenas a nomes do cinema ou se terá nomes da TV e também das HQ's nas premiações futuras... Foi mostrado um clipe do ultra mega power trash "Grindhouse"... Eles chegaram ao cúmulo de criarem uma personagem que tem no lugar de uma das pernas uma metralhadora!!!

8º Melhor Programa de TV

Pra mim a maior surpresa da noite... O seriado de ficção-científica que é transmitido pela Universal Channell "Battlestar Gallactica" foi o vencedor (derrotando seriados de imenso sucesso como " Lost")...

9º Filme de Horror

E o grande vencedor foi "The Devil's Reject's" de Rob Zombie!!! Reforçando o que eu havia falado anteriormente este filme deve ser muuuuuuuuito ruim... Neste momento foi exibido uma seqüência de "Jogos Mortais 3"...

10º Revelação (Cinema / TV)

Aqui houve um equívoco... A vencedora foi a atriz Jennifer Carpenter  por "O Exorcismo de Emily Rose" de Scott Derrickson... Por que equívoco??? Porque todos que assistiram o filme diz que ele é muito mais um drama de tribunal do que propriamente um filme de terror ou suspense... Mas como o tema é exorcismo e a jovem atriz desempenhou muito bem o seu papel deixa pra lá...

Neste momento se apresentou a segunda atração musical da noite... Korn...

11º Melhor Super Herói

Essa foi uma das categorias mais disputadas... Afinal estavam concorrendo Batman (Christian Bale), Wolverine (Hugh Jackman) e Superman (Brandon Routh)... Qualquer um poderia ganhar, mas quem venceu foi o estreante Brandon Routh (não sei vocês mas ele me lembra muito Reynaldo Gianecchini) por "Superman Returns" de Brian Singer ...

12º Prêmio Imortal do Rock

O último prêmio da noite (também especial) coube a lenda do rock n' roll e também bruxo nas horas vagas Ozzy Osbourne (que um dia liderou uma das maiores bandas de rock do mundo... Led Zeppelin)...

1º Scream Awards 2006

 

Em comemoração ao dia das bruxas (31/10) o canal por assinatura TNT exibiu com exclusividade a primeira edição do Scream Awards uma premiação totalmente dedicada aos filmes de terror, aos de fantasia e as histórias em quadrinhos... Abrangendo mídias distintas como Cinema / TV e HQ... Dia 31 foi uma terça-feira e o programa iria ao ar ás 22h não sendo possível assim eu assistir naquele dia (estava na universidade)... Mas como sei que estes canais por assinatura sempre reprisa sua programação tive a oportunidade de conferi a premiação neste sábado último dia 04/11 ás 0h...

Repleto de adolescentes estranhos e bagunceiros na platéia (afinal eles são o público alvo dos filmes de terror) a organização resolveu entregar na mão de 3 atrizes a responsabilidade de conduzir a festa... São elas: Rose McGowan, Marley Shelton e Rosário Dawson... A razão? Elas serão as protagonistas do próximo filme dos amigos Robert Rodriguez e Quentin Tarantino chamado "Grindhouse"... E a julgar pelo trailer mostrado durante a premiação este longa será muito, mais muito trash mesmo... Somente uma informação: A TNT apresentou apenas uma parte da premiação já que de suas 34 categorias somente 15 foi mostrada (sendo 3 apenas mencionadas)... Por isso da premiação ter sido relativamente curta, pois durou apenas 1h40m contando até os intervalos... Vamos a festa...  

1º - A Rainha dos Gritos

O primeiro prêmio da noite foi para a Rainha dos Gritos... Só não sei se é porque ela grita muito durante o filme ou então quem grita é o público quando ela está em cena... Sei lá... Só sei de uma coisa, que a vencedora é uma das atrizes mais belas da atualidade... Kate Beckinsale pelo filme "Anjos da Noite – Evolução" de Len Wiseman – seu marido... Este filme e a seqüência de "Anjos da Noite "...

2º Mutilação Mais Inesquecível

Este prêmio é legal... Reúne as seqüências mais perversas e pertubadoras dos filmes de terror mais badalados do ano... O vencedor foi a seqüência intitulada "A Extração do Olho" do filme "Hostel" de Eli Roth... Quem recebeu o prêmio foi o ator Jay Hernandez... Acho que foi o olho dele que foi arrancado...

3º Super Heroína Mais Sexy

Apesar de ter somente mulheres sexy e bonitas competindo (Fanke Jassen, Halle Berry, Uma Thurman) a vitória de Jéssica Alba por " Quarteto Fantástico" de Tim Story já era esperada... Principalmente depois de sua participação em "Sin City" como a stripper... Um verdadeiro arraso...

Neste momento houve uma atração musical com grupo My Chemical Romance (que conhecia apenas de nome, nunca tinha ouvido uma música deles)... Depois foram anunciados por um narrador os melhores filmes nas categorias Ficção, Fantasia e HQ... Respectivamente "V de Vingança", "Piratas do Caribe 2 – O Báu da Morte" e "Batman Begins"... Sinceramente não entendi o porque de não ter apresentadores para estas categorias...   

4º O Pior dos Vilões

Esta categoria também é interessante... É escolhido aquele que mais maldades e assassinatos fazem durante o filme... "A Gangue Firefly" do filme "Devil's Reject's " do cantor e dublê de cineasta Rob Zombie foi o vencedor... Pelas poucas cenas que vi do filme durante a premiação fiquei imaginando o tamanho da ruindade deste projeto... Fiquei imaginando também o tamanho das atrocidades que esta gangue deve realizar para vencer Jigsaw da série "Jogos Mortais" como o pior dos vilões...

5º Comic – Con ao Ícone

Primeiro devo dizer uma coisa... Que nome horroroso para uma categoria... Agora sim... Este prêmio especial é uma homenagem a alguém muito importante do mundo dos quadrinhos... E como não poderia deixar de ser o primeiro agraciado foi Frank Miller... O fantástico "Sin City" por exemplo é uma adaptação de sua graphic novel de mesmo título...

6º Melhor Gibi

O vencedor foi o gibi intitulado "Marvel Zombies" da editora Marvel Comics... Quem recebeu o prêmio foi seu criador Robert Kirkman...

O início da minha paixão pelo cinema...

 

"Ah mãe nós queremos assistir de novo".

"De novo? Meu DEUS, vocês não se cansam não?"

Era sempre assim em todo final de sessão de um novo filme dos "Os Trapalhões" no cinema. Eu e minha irmã Adriana não nos contentávamos com apenas uma sessão. Tínhamos que assistir no mínimo duas, e uma após a outra. E minha querida mãe apesar de muito cansada ficava, pois a nossa alegria era o que lhe dava forças para suportar mais uma hora e meia sentada numa poltrona que nem era tão confortável assim. Isso ainda quando Santo Amaro possuía alguns cinemas (sendo o mais conhecido o da Galeria Borba Gato). Coincidentemente o filme que minha irmã e eu mais gostamos e que ficou gravado em nossas mentes foi "O Cangaceiro Trapalhão" de 1983, a vinte e dois anos atrás. Lembro muito bem que era somente os filmes de Didi e Cia. que  me levavam ao cinema quando criança, pois nada mais me interessava. Na verdade eu não tinha conhecimento nenhum sobre Hollywood, Oscar, astros e estrelas. Quando criança o que mais gostava de fazer assistir desenhos (o meu favorito até hoje é "Snoopy") e jogar Atari (eu era viciado no Enduro, até cheguei no final!). Ou então jogar bola ou bolinha de gude.

Os anos se passaram e no início de 1993 é lançado no Brasil a super-produção "Drácula de Bram Stoker" de Francis Ford Coppola. Estávamos eu e mais dois amigos (Junior e Robson) em Santo Amaro (não me lembro mais fazendo o quê) quando ao passar em frente do cinema da Galeria Borba Gato (hoje o espaço é ocupado por uma igreja pentecostal) nos deparamos com aquele cartaz (vide imagem) que automaticamente nos chamou atenção. No término da sessão nós estávamos extasiados (principalmente o Junior e eu). Tanto é que nós dois voltamos a assistir o filme num outro dia, me trazendo a memória minha infância, já que assistimos duas sessões seguidas. Este filme mudou a minha vida. Sua fotografia, sua trilha sonora, sua direção de arte, seus figurinos, suas interpretações, sua maravilhosa direção, seus efeitos especiais e sonoros, seu roteiro e sua magnífica história de amor, tudo me encantou de tal forma que a partir daí eu não parei mais, comecei a ver tudo que era filme, fosse ele italiano, francês, alemão, grego, e a ler tudo que era revista ou matéria de jornal que abordasse o tema cinema.

Infelizmente, hoje em dia eu leio mais sobre os filmes do que propriamente os assisto, uma por causa da falta de tempo (trabalhando, estudando) e outra (principalmente) por falta de dinheiro mesmo. Admiro atores como Sean Penn, Mel Gibson, Denzel Washington, Tom Hanks, Jim Carrey, Daniel Day-Lewis entre outros, mas meu ídolo mesmo é Johnny Depp (sou seu fã desde o seriado "Anjos da Lei" onde ele fazia um jovem policial infiltrado numa escola). Já no que diz respeito as atrizes eu tenho três Musas... A nº 1 é a maravilhosa Nicole Kidman... A nº 2 é a platinada Naomi Watts... E por último, mais nem por isso menos linda se encontra a enigmática Bryce Dallas Horward... Como cineastas admiro Francis Ford Coppola (que não faz nada importante a muito tempo), Oliver Stone, Steven Spielberg, M. Night Shyamalan, entre outros.

Aqui neste meu blog vocês terão a oportunidade de compartilhar comigo o amor que tenho pela magia do cinema, e sintam-se a vontade para comentarem minhas opiniões e gostos, concordando ou não com elas, pois isso é o de menos... O importante é mantermos o canal de comunicação aberto para expandirmos nossos conhecimentos e dividirmos nossas opiniões sobre o mundo do entretenimento... Sejam todos bem vindos mais uma vez... Um grande abraço a todos!!!

Sejam todos bem-vindos...

 

Oi pessoal... com este blog pretendo emitir minhas opiniões e impressões a respeito do mundo cinematográfico (principalmente minhas opiniões a respeito dos filmes assistidos por mim) e televisivo... No entanto, sempre que achar pertinente comentar sobre outros assuntos como futebol (sou um São-Paulino feliz e orgulhoso) ou música assim será... Sejam todos bem vindos ao meu espaço virtual...

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